<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729</id><updated>2011-07-07T15:13:05.577-07:00</updated><title type='text'>ABRACEH</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-5764186034465344996</id><published>2009-11-15T09:24:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T10:12:09.016-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;COMUNICADO DE ROZANGELA JUSTINO À SOCIEDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BRASILEIRA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Informo à sociedade brasileira que não mais atenderei as pessoas que desejam deixar a homossexualidade. Embora desenvolva este trabalho desde 1988, tanto em meu consultório quanto em instituições de apoio, reconheço que não devo ignorar a Resolução nº 01/99 do Conselho Federal de Psicologia, ainda que a OMS-Organização Mundial da Saúde -, através da sua publicação oficial, CID 10, deixe claro que é possível procurar apoio terapêutico para mudança da orientação sexual homossexual em caso desta ser egodistônica, ou seja, quando a homossexualidade, fora de sintonia com o próprio eu, leva a pessoa a um estado de sofrimento psíquico. O transexualismo e o travestismo também são considerados transtornos de identidade sexual, além do transtorno de identidade sexual na infância, onde o pai ou responsável pode procurar tratamento, segundo a CID 10, que pode ser encontrada em qualquer livraria e também baixada através da internet. Trabalho de acordo com as orientações da OMS e também de conformidade com as correntes teóricas das escolas da psicologia; entretanto, de acordo com a Resolução 01/99, nenhum psicólogo pode ajudar as pessoas que voluntariamente procuram apoio para superar os transtornos psíquicos ligados à atração pelo mesmo sexo. Diante disso, decidi interromper o atendimento às pessoas que pretendem superar os pensamentos, desejos e comportamentos homossexuais, enquanto a Resolução 01/99 estiver vigente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ressalto que tenho sido perseguida por muitos ativistas gays e punida pelo Conselho Federal de Psicologia exatamente por ajudar aqueles que desejam abandonar a homossexualidade. Além disso, tenho recebido diversas ameaças de morte. Certamente, já comuniquei às autoridades a respeito de tais ameaças. Contudo, alguns militantes homossexuais estão decididos a fazer com que o CFP cace o meu registro profissional e impeça que eu continue exercendo a profissão de psicóloga, a qual eu tanto amo. Nesse contexto, informo a todos que as circunstâncias obrigam a minha decisão de não mais auxiliar aqueles que voluntariamente buscam um modo diferente de pensar, sentir e vivenciar a sexualidade. Apesar disso, deixo claro que não estou conformada com essa situação. De fato, tenho lutado para mudar tudo isso, de modo que as pessoas tenham o direito de ser quem elas quiserem e de viverem a sexualidade de acordo com o que elas mesmas decidirem, e é inegável que muitas não desejam se conformar com a sua condição homossexual. Afinal, está provado, até então, que ninguém nasce gay, e ainda que seja encontrada comprovação genética para a homossexualidade é inegável a procura de auxílio por parte de muitas pessoas para efetivar as mudanças que elas mesmas desejam em suas vidas e deveriam ter profissionais para apoiá-las e o direito de apoiar e ser apoiado, garantidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou lutando para mudar essa situação, mas não conseguirei suportar as ameaças e agressões dos ativistas gays nem serei capaz de enfrentar as decisões dos Conselho Federal de Psicologia sem a ajuda daqueles que também não se conformam com tudo o que está acontecendo. Estou gradativamente encerrando as minhas atividades no Consultório e desde a minha punição junto ao CFP não mais recebo pacientes novos, a não ser para algumas sessões de EMDR, somente para os indicados por pessoas da minha relação pessoal que insistirem em realizar este procedimento comigo. É com grande tristeza que compartilho esta decisão muito pensada, pois apoiar pessoas desconhecidas está sendo um fator de risco para mim, especialmente no consultório. Reafirmo que não estou conformada e continuarei lutando, se você estiver participando comigo desta luta, pois me encontro amordaçada, mas você não - o meu processo está sendo julgado na justiça. Você poderá fazer com que o direito de apoiar e ser apoiado seja garantido pela sociedade e poder público. Continue atento a esta mensagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A SITUAÇÃO TENDE A PIORAR SE O PLC 122/2006 for aprovado, além de outras propostas legislativas pró-homossexualismo. Infelizmente, ativistas gays estarão na próxima semana no SENADO FEDERAL (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) para o julgamento do PLC 122/2006, já aprovado na semana passada na Comissão de Assuntos Sociais, numa sessão extra que surpreendeu a todos. Estão apressando a aprovação deste PLC ainda este ano no Senado e na Câmara, para onde retornará. Sensibilizaram os Senadores da casa e os cristãos que Deus ainda não abriu o entendimento acerca dos perigos deste PLC, mesmo que tenham incluído idosos, religiosos, portadores de necessidades especiais, ... Na Constituição Federal os direitos dos religiosos, por exemplo, já estão inclusos e não são respeitados. Na atualidade o politicamente correto é o apoio somente às religiões Afros, além do movimento gay. É só uma questão de tempo para que eles dominem e nenhum outro direito ser respeitado, nem o dos religiosos, nem o dos portadores de necessidades especiais, idosos, religiosos ou qualquer outro. Quanto aos cristãos católicos e evangélicos, com a aprovação deste PLC, serão os mais perseguidos; os profissionais que professarem a fé cristã estarão desqualificados e ameaçados, como eu, ainda que em meu processo há razões jurídicas para a sua anulação e científicas para realizar o trabalho de apoio a pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade.Diante do exposto, sou totalmente contra qualquer Projeto de Lei de ação afirmativa do movimento gay e de lésbicas, ainda que incluam neles dispositivos de medidas protetivas para idosos, portadores de necessidades especiais, negros, religiosos e outros, simplesmente pelo fato de ELES NÃO SEREM PARA DEFENDER OS DIREITOS destes e nem mesmo das pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo, e muito menos para garantir o direito daquelas que desejam abandonar o comportamento homossexual. Se num Projeto de Lei do idoso, como o da pesca que a bancada evangélica e a católica derrotou há alguns meses, estiver inclusas palavras tais como ORIENTAÇÃO SEXUAL, IDENTIDADE DE GÊNERO, LIVRE EXPRESSÂO DA ORIENTAÇÃO SEXUAL e outras, inventadas pelos ativistas do movimento de gays e lésbicas ou apoiado por eles, saibam que está a serviço de interesses internacionais com finalidades políticas e econômicas. Precisamos de reunir documentos que tenham credibilidade jurídica para alicerçar a pressão que precisamos fazer no Congresso Nacional para a instauração da CPI destes movimentos sociais, como também a dos Conselhos de Psicologia. Quem tiver tais documentos faça contato comigo. Portanto, não sejamos ingênuos! Querem amordaçar todo o cidadão brasileiro que tiver opinião diferente da do movimento homossexual - os que pensam diferente receberão o CARIMBO de discriminadores, preconceituosos, homofóbicos e outros adjetivos para desqualificá-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Recomendo os 7 (sete) passos a seguir:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1º) FALE COM OS SENADORES através do AlÔ SENADO: 0800612211 para votarem “NÃO” no PLC 122/2006. Envie também seu e-mail. Se você participar de alguma ONG, for líder de igrejas, diga para os parlamentares quantos você representa em sua associação. Ao telefonar para o 0800 61 22 11 peça para os Senadores da Comissão de Direitos Humanos dizerem “NÃO” ao PLC 122/2006, incluindo os Senadores do seu Estado. Denuncie a enquete do PLC 122/2006, onde a pessoa limpando o histórico do seu computador consegue votar várias vezes. Eles já estão dizendo que nós estamos adulterando a enquete e na verdade o próprio Senado criou esta enquete que parece não ser séria, pois já deu vários problemas e já emitiram um resultado da pesquisa adulterado. Portanto, denuncie-a através do site do Senado e cesse as votações. Se você puder estar no Senado na semana que vem e participar desta audiência pública e levar faixas protestando o PLC 122/2006 será ótimo, mas seja discreto, silencioso e não cause tumulto no Senado Federal. Possivelmente esta votação será na terça-feira. E-mails dos Senadores, abaixo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2º) FALE COM OS DEPUTADOS do seu Estado e os Federais pedindo a intervenção deles. A CÂMARA DOS DEPUTADOS FEDERAIS fica próxima ao SENADO. Peça ao seu Deputado para participar da audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado e dizer “NÃO” ao PLC 122/2006, ainda que pareça “bom aos olhos”. Disque Câmara: 0800 619 619. Entre no site da Câmara e envie uma mensagem para o seu Deputado: &lt;a href="http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado"&gt;http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado&lt;/a&gt; Clique em SOLICITE; no espaço para o DESTINATÁRIO DA MENSAGEM. No final do rolamento, selecione TODOS – se retiraram esta opção, você pode enviar e-mail para o(s) seu(s) Deputado(s);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3º) FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA e CATÓLICA: tenho alguns e-mails de católicos e de toda a evangélica – veja abaixo. A grande verdade é que os Deputados evangélicos, de forma geral, infelizmente, pouco se mobilizam para estas questões, com raras exceções. As eleições estão às portas. Queremos saber se eles estarão nos representando de verdade no Congresso Nacional ou se precisaremos eleger outros representantes. Telefone para os do seu Estado. A Senadora Marina quer se candidatar a Presidência da República – ela precisa se posicionar, pois ainda não sabemos se podemos contar com a firmeza dela quanto a este tema;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4º) CONSELHOS DE PSICOLOGIA: escreva cartas para os Conselhos Regionais e Federal de Psicologia e peça para os Conselheiros anularem a RESOLUÇÃO 01/99. Envie cópia da sua carta para a Caixa Postal 106.075 – Niterói, RJ CEP 24.230-970 aos meus cuidados ou para todos os e-mails ao mesmo tempo: &lt;a href="mailto:rjustino@urbi.com.br"&gt;rjustino@urbi.com.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:rozangelajustino@abraceh.org.br"&gt;rozangelajustino@abraceh.org.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:rozangelalvesjustino@ig.com.br"&gt;rozangelalvesjustino@ig.com.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:rozangelajustino@gmail.com"&gt;rozangelajustino@gmail.com&lt;/a&gt;Os e-mails dos Conselhos de Psicologia estão no final desta mensagem;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5º) Manifeste o seu apoio ao Decreto Legislativo número PDC 1640/2009, que o Dep. Paes de Lira – PTC-SP apresentou na Câmara dos Deputados Federais, para que sejam sustados os parágrafos 3º e o 4º da Resolução nº 01/99. Siga as orientações acima para falar com os Deputados. Aproveite para agradecer ao nobre Deputado esta iniciativa em prol da pessoa que se encontra em estado de sofrimento psíquico e deseja deixar a homossexualidade. O e-mail do Deputado Paes de Lira é: &lt;a href="mailto:dep.paesdelira@camara.gov.br"&gt;dep.paesdelira@camara.gov.br&lt;/a&gt; ;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;6º) Encoraje psicólogos a se candidatarem nas próximas eleições em seus respectivos Conselhos Profissionais para anularem a Resolução nº 01/99, do CFP, e não deixarem os que estão no poder trabalharem contra a psicologia, em prol do politicamente correto, pois existem muitas teorias e técnicas psicológicas que verdadeiramente estão a serviço do apoio ao ser humano para que ele tenha melhor qualidade de vida; da mesma forma os Assistentes Sociais pró-vida e família precisam se candidatar às eleições em seus Conselhos, pois têm Resolução semelhante;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;7º) Procure o Ministério Público Federal da sua cidade, setor de interesse do cidadão. Ele é pago pelos cofres públicos para ser o seu Procurador e irá recebê-lo. Diga-lhe que você deseja apoio para deixar a condição homossexual ou para seu familiar, mas que a Resolução 01/99 do CFP impede profissionais da Psicologia de apoiá-lo para efetivar as mudanças que você deseja. Peça a intervenção do Ministério Público Federal, que é o FISCAL DA LEI para a garantia do seu direito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;OS E-MAILS ESTÃO ABAIXO – mãos à obra! Exerça a sua cidadania, divulgue amplamente esta mensagem e que Deus nos abençoe a todos, em nome de JESUS!&lt;br /&gt;Rozangela Justino  - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://rozangelajustino.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://rozangelajustino.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELAÇÃO DOS E-MAILS - envie as mensagens em blocos e não para todos ao mesmo tempo, para ficar mais garantida a chegada delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) FRENTE PARLAMENTAR EVANGÉLICA:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:frenteparlamentarevangelica@gmail.com"&gt;frenteparlamentarevangelica@gmail.com&lt;/a&gt;; dep.dr.adilsonsoares@camara.gov.br; dep.andreiazito@camara.gov.br; dep.antoniobulhoes@camara.gov.br; dep.antoniocruz@camara.gov.br; dep.aroldeoliveira@camara.gov.br; dep.bispogetenuta@camara.gov.br; dep.carloswillian@camara.gov.br; dep.cleberverde@camara.gov.br; dep.davialvessilvajunior@camara.gov.br; dep.dr.nechar@camara.gov.br; dep.eduardocunha@camara.gov.br; dep.fatimapelaes@camara.gov.br; dep.filipepereira@camara.gov.br; &lt;a href="mailto:dep.flaviobezerra@camara.gov.br"&gt;dep.flaviobezerra@camara.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dep.chicoabreu@camara.gov.br; dep.franciscorossi@camara.gov.br; dep.georgehilton@camara.gov.br; dep.geraldopudim@camara.gov.br; dep.gilmarmachado@camara.gov.br; dep.henriqueafonso@camara.gov.br; dep.takayama@camara.gov.br; dep.irisdearaujo@camara.gov.br; dep.joaocampos@camara.gov.br; dep.joaooliveira@camara.gov.br; dep.jurandyloureiro@camara.gov.br; dep.leonardoquintao@camara.gov.br; dep.lincolnportela@camara.gov.br; dep.lindomargarçom@camara.gov.br; &lt;a href="mailto:dep.manato@camara.gov.br"&gt;dep.manato@camara.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dep.pastormanoelferreira@camara.gov.br; dep.marcosantonio@camara.gov.br; dep.mariodeoliveira@camara.gov.br; dep.natandonadon@camara.gov.br; dep.neiltonmulin@camara.gov.br; dep.neucimarfraga@camara.gov.br; dep.onyxlorenzoni@camara.gov.br; dep.pauloroberto@camara.gov.br; dep.rodovalho@camara.gov.br; dep.sabinocastelobranco@camara.gov.br; dep.silascamara@camara.gov.br; &lt;a href="mailto:dep.walterpinheiro@camara.gov.br"&gt;dep.walterpinheiro@camara.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;andrezacharow@camara.gov.br; dep.antoniocarloschamariz@camara.gov.br; dep.manato@camara.gov.br; dep.cleberverde@camara.gov.br; dep.elizeuaguiar@camara.gov.br; dep.majorfabio@camara.gov.br; dep.bispogetenuta@camara.gov.br; dep.leovivas@camara.gov.br; dep.jeffersoncampos@camara.gov.br; jorgetadeumudalen@camara.gov.br; dep.zequinhamarinho@camara.gov.br; dep.zevieira@camara.gov.br; dep.capitaoassumcao@camara.gov.br; dep.marciomarinho@camara.gov.br; dep.sabinocastelobranco@camara.gov.br; &lt;a href="mailto:dep.ricardoquirino@camara.gov.br"&gt;dep.ricardoquirino@camara.gov.br&lt;/a&gt;; dep.dr.nechar@camara.gov.br; dep.sergiobrito@camara.gov.br; &lt;a href="mailto:dep.silasbrasileiro@camara.gov.br"&gt;dep.silasbrasileiro@camara.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:pastorpedroribeiro@hotmail.com"&gt;pastorpedroribeiro@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Senadores evangélicos e Deputados Católicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;magnomalta@senador.gov.br; marinasi@senado.gov.br; &lt;a href="mailto:crivella@senador.gov.br"&gt;crivella@senador.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:dep.miguelmartini@camara.gov.br"&gt;dep.miguelmartini@camara.gov.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="mailto:dep.paesdelira@camara.gov.br;%20dep.leandrosampaio@camara.gov.br"&gt;mailto:dep.paesdelira@camara.gov.br;%20dep.leandrosampaio@camara.gov.br&lt;/a&gt;; dep.drtalmir@camara.gov.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;B) E-MAILS DE TODOS OS SENADORES:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;adelmir.santana@senador.gov.br; acmjr@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; gilberto.goellner@senador.gov.br; heraclito.fortes@senador.gov.br; jayme.campos@senador.gov.br; jose.agripino@senador.gov.br; katia.abreu@senadora.gov.br; marco.maciel@senador.gov.br; &lt;a href="mailto:maria.carmo@senadora.gov.br"&gt;maria.carmo@senadora.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;raimundocolombo@senador.gov.br; rosalba.ciarlini@senadora.gov.br; inacioarruda@senador.gov.br; almeida.lima@senador.gov.br; garibaldi.alves@senador.gov.br; geraldo.mesquita@senador.gov.br; gecamata@senador.gov.br; gilvamborges@senador.gov.br; jarbas.vasconcelos@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br; leomar@senador.gov.br; lobaofilho@senador.gov.br; maosanta@senador.gov.br; &lt;a href="mailto:neutodeconto@senador.gov.br"&gt;neutodeconto@senador.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;paulo.duque@senador.gov.br; simon@senador.gov.br; renan.calheiros@senador.gov.br; romero.juca@senador.gov.br; valdir.raupp@senador.gov.br; valterpereira@senador.gov.br; wellington.salgado@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; joaoribeiro@senador.gov.br; magnomalta@senador.gov.br; crivella@senador.gov.br; &lt;a href="mailto:robertocavalcanti@senador.gov.br"&gt;robertocavalcanti@senador.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antval@senador.gov.br; renatoc@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; eduardo.azeredo@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; jtenorio@senador.gov.br; &lt;a href="mailto:lucia.vania@senadora.gov.br"&gt;lucia.vania@senadora.gov.br&lt;/a&gt;; marconi.perillo@senador.gov.br; mario.couto@senador.gov.br; marisa.serrano@senadora.gov.br; papaleo@senador.gov.br; &lt;a href="mailto:sergio.guerra@senador.gov.br"&gt;sergio.guerra@senador.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tasso.jereissati@senador.gov.br; &lt;a href="mailto:josenery@senador.gov.br"&gt;josenery@senador.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;mercadante@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; ideli.salvatti@senadora.gov.br; joaopedro@senador.gov.br; marinasi@senado.gov.br; &lt;a href="mailto:paulopaim@senador.gov.br"&gt;paulopaim@senador.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serys@senadora.gov.br; tiao.viana@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; gim.argello@senador.gov.br; j.v.claudino@senador.gov.br; mozarildo@senador.gov.br; romeu.tuma@senador.gov.br; &lt;a href="mailto:zambiasi@senador.gov.br"&gt;zambiasi@senador.gov.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;C) E-MAILS DOS CONSELHOS FEDERAL E REGIONAIS DE PSICOLOGIA:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;federal@pol.org.br; cotec4@bol.org.br; gerenciageral@bol.org.br; crp-01@crp-01.org.br; atendimento@crp-01.org.br; &lt;a href="mailto:crpacre01@brturbo.com.br"&gt;crpacre01@brturbo.com.br&lt;/a&gt;; crpmanaus@vivax.com.br; crp01ro@brturbo.com.br; crp01rr@technet.com.br; crppe@crppe.org.br; crp03@crp03.org.br; crp04@crp04.org.br; etec@crp04.org.br; leste@crp04.org.br; norte@crp04.org.br; sudeste@crp04.org.br; sul@crp04.org.br; uberlandia@crp04.org.br; &lt;a href="mailto:crprj@crprj.org.br"&gt;crprj@crprj.org.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:subsedeni@crprj.org.br"&gt;subsedeni@crprj.org.br&lt;/a&gt;; subsedeniteroi@crprj.org.br; subsedepetropolis@crprj.org.br; info@crpsp.org.br; assis@crpsp.org.br; baixada@crpsp.org.br; bauru@crpsp.org.br; campinas@crpsp.org.br; abc@crpsp.org.br; ribeirao@crpsp.org.br; sjrpreto@crpsp.org.br; crprs@crprs.org.br; &lt;a href="mailto:admin@crppr.org.br"&gt;admin@crppr.org.br&lt;/a&gt;; crp08@crppr.org.br; crplondrina@crppr.org.br; crpmaringa@crppr.org.br; crpumuarama@uol.com.br; &lt;a href="mailto:crpcascavel@crppr.org.br"&gt;crpcascavel@crppr.org.br&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;marabaran@terra.com.br; glauciawarken@hotmail.com; daysebortoli@hotmail.com; egleidemelo@hotmail.com; trmansano@yahoo.com.br; cecilia.fantin@uol.com.br; gcrrpsico@hotmail.com; gcrpsico@wln.com.br; mlaidane@ufpg.org.br; luciapwolf@gmail.com; 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Vamos resistir à tentativa de tornar “naturais“ e “normais” os pecados que Deus abomina, ao mesmo tempo em que devemos estender o amor a todos os que, como nós, são pecadores. Amar o pecador não deve ser confundido com concordar com o pecado, a distorção, a perversão, e muito menos de disseminá-la e torná-la o padrão social...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NCI – Núcleo Cristão de Informação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14/11/2009 - 16h29&lt;br /&gt;Revista "Tina" sugere personagem gay de Mauricio de Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Folha Online&lt;br /&gt;A 6ª edição da revista "Tina", da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser "comprometido", indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens. No entanto, ele não tem trejeitos típicos de homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divulgação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem Tina, originalmente hippie, nos anos de 1960, agora tem um amigo gay, em história da edição número seis de sua revista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.&lt;br /&gt;Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reprodução&lt;br /&gt;Trecho polêmico da história de Mauricio de Sousa que mostra o personagem Caio, amigo de Tina, "comprometido"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a title="blocked::http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u652541.shtml" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u652541.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u652541.shtml&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-7045764298441736151?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/7045764298441736151/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=7045764298441736151' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/7045764298441736151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/7045764298441736151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/11/mauricio-de-sousa-e-personagem-gay.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-54378853301615504</id><published>2009-11-11T03:03:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T03:14:17.721-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;REPÚDIO AO PLC 122/2006 e CPI, já!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, mas quando domina o perverso, o povo suspira.” (Provérbios 29:2)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O PLC 122/2006 foi aprovado no dia 10/11/09, numa manobra da Senadora Fátima Cleide-PT-RO, assessorada pelo Senhor TONI, presidente do Movimento Gay do Brasil e o próprio tratou de informar aos Deputados e Senadores a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envie a sua mensagem de repúdio, para TODOS os Senadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite para pedir que eles instaurem a CPI do MOVIMENTO GAY, já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestão de mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exmos. Senhores Senadores da República,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressamos o nosso repúdio à aprovação do PLC 122/2006, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, pois entendemos que a manobra para a sua aprovação, em se tratando de um tema sério e delicado, foi minimamente um desrespeito para com o povo brasileiro, e não queremos que este ato se repita nas demais Comissões da nossa “casa da lei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo movimento é livre para expressar suas idéias... isso é Democracia... mas, nenhum movimento social pode receber recursos públicos para expressar suas idéias... nem o Movimento dos Sem Terra, nem o Movimento Gay, nem o Movimento de Apoio ao Ser Humano e à Família, nem qualquer outro...; razão pela qual o povo brasileiro deseja que seja instaurada a CPI do Movimento Gay, já!&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site para enviar a mensagem: &lt;a href="http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&amp;amp;area=alosenado"&gt;http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&amp;amp;area=alosenado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for possível, mande faxes, e-mails e telefone para os Senadores do seu Estado e ligue para o 0800612211, compartilhando a sua indignação – lembrando que os meios de comunicação mais pessoais são mais eficazes. Seria importante vários opositores do PLC 122/2006 visitarem os parlamentares na semana que vem no DF, participando das reuniões do Senado Federal, como também em nossas cidades realizarmos manifestações junto à Câmara de Vereadores, Deputados e outras autoridades municipais e estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envie e-mails para eles como também para os Deputados Federais: &lt;a href="http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado"&gt;http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comentários advindos da CÂMARA E SENADO e pessoas do povo brasileiro, após a notícia do Senado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Senadores e Deputados Federais não esperavam a aprovação do PLC 122/2006, hoje, dia 10/11/09, pois o correto seria realizar uma audiência para a discussão das emendas feitas pela relatora de tal PLC. Semana que vem pretendem aprová-lo na Comissão de Direitos Humanos e posteriormente, na Comissão de Constituição e Justiça, utilizando a brecha do Regimento Interno do Senado que permite colocar Projetos em pauta extra e aprovaram o PLC 122/2006 na Comissão de Assuntos Sociais. Este Regimento Interno precisa ser revisto.Para sensibilizar os parlamentares e fazer parecer que este projeto é bom e humano, a Senadora Fátima Cleide colocou os portadores de necessidades especiais, religiosos, idosos, etc, todos dentro do pacote do PLC 122/2006 para conseguir mais facilmente aprovar a “livre expressão da orientação sexual”, juntamente com todos estes outros, ou seja, vale tudo para naturalizar todas as formas de expressão sexual. O que podemos entender como LIVRE EXPRESSÃO DA ORIENTAÇÃO SEXUAL ou ORIENTAÇÃO SEXUAL?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são os perigos deste termo e o que pode ser naturalizado a partir dele, além da homossexualidade?Distraíram o povo com a enquete que saia e voltava do ar. Num determinado momento colocaram no ar um suposto resultado da pesquisa dizendo que a maioria evangélica votou no SIM, mas de onde tiraram tais informações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SIM foi do “movimento gay cristão”? Como “a enquete” adivinhou a religião e outras informações se as pessoas não as forneceram? Com isso, questionamos a seriedade da enquete.De qualquer forma, mesmo que você tenha votado, entre novamente na enquete porque ela foi zerada: Vote “NÃO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos bater na tecla e dizer que não queremos este PLC com e nem sem emendas:&lt;a title="blocked::http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/" href="http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/"&gt;http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam a nota da Agência Senado):COMISSÕES / Assuntos Sociais10/11/2009 - 12h20Aprovado projeto que criminaliza a homofobia(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)Proposta segue para a comissão de direitos humanosA criminalização da discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na forma de um substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao projeto de lei da Câmara (PLC 122/06).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta original, de autoria da então deputada Iara Bernardi, inclui na já existente lei que pune a discriminação por racismo, religião ou local de nascença, a punição de atos discriminatórios por sexo, gênero ou orientação sexual.A proposta agora volta à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Caso aprovado, o projeto retornará à Câmara dos Deputados uma vez que foi modificado pelos senadores.&lt;br /&gt;====================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, o NOVO PLC 122/2006 com as argumentações da Senadora Fátima Cleide para aprová-lo. Pedimos que os advogados e juristas estudem e nos enviem os pareceres deste PLC para divulgarmos amplamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site da ABRACEH voltou ao ar: &lt;a title="blocked::http://www.abraceh.org.br/" href="http://www.abraceh.org.br/"&gt;www.abraceh.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Visite também o BLOG: &lt;a title="blocked::http://rozangelajustino.blogspt.com/" href="http://rozangelajustino.blogspt.com/"&gt;http://rozangelajustino.blogspt.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mensagens no blog que não foram colocadas no site, inclusive estudos que nos dão uma luz acerca das organizações internacionais que financiam movimentos sociais com interesses escusos e a conivência do atual governo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuemos persistindo, firmes, pois a palavra final vem do Senhor, e os atletas de Cristo não chegaram ao fim da caminhada. Perseverar com fé no Senhor é o que mais agrada ao Seu coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que Deus nos abençoe a todos, em nome de JESUS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, mas quando domina o perverso, o povo suspira.” (Provérbios 29:2)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARECER DA SENADORA FÁTIMA CLEIDE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARECER N.º , DE 2009Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS,sobre o Projeto de Lei da Câmara n.º 122, de2006 (PL n.º 5.003, de 2001, na Casa deorigem), que altera a Lei n.º 7.716, de 5 dejaneiro de 1989, o Decreto-Lei n.º 2.848, de 7 dedezembro de 1940, e o Decreto-Lei 5.452, de 1.ºde maio de 1943, para coibir a discriminação degênero, sexo, orientação sexual e identidade degênero.RELATORA: Senadora FÁTIMA CLEIDEI – RELATÓRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122, de 2006 (Projeto de Leinº 5.003, de 2001, na Câmara dos Deputados) é de autoria da Deputada FederalIara Bernardi, tendo sido aprovado naquela Casa em 23 de novembro de 2006.A proposição tem por objeto a alteração da Lei nº 7.716, de 5 dejaneiro de 1989, cuja ementa proclama: “Define os crimes resultantes depreconceito de raça ou de cor.”Embora a ementa se refira apenas a duas hipóteses de motivaçãodiscriminatória passíveis de tipificação penal, o art. 1º da mencionada lei, combase na alteração efetuada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997, estabeleceque “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminaçãoou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o ano de 2007, o projeto esteve em tramitação naComissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa dessa casa, onderealizamos vários debates e audiências públicas relacionadas a essa proposição.No final de 2007, na última sessão deliberativa do plenário, foi aprovadorequerimento do Senador Gim Argello para que o projeto fosse analisado poressa comissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PLC nº 122, de 2006, amplia novamente a abrangência dessanorma, acrescentando à ementa e ao art. 1º da lei em vigor as motivações de“gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das alterações propostas na ementa e no art. 1º, ampliando oobjeto da proteção antidiscriminatória da Lei n.º 7.716, de 1989, o projeto emexame altera os demais artigos da referida lei para que, em todos os tipos penaisali previstos, seja também considerada a motivação da discriminação oupreconceito de “gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.No art. 4º da lei vigente, referente à discriminação no âmbito dotrabalho, cuja redação tipifica como crime “Negar ou obstar emprego emempresa privada”, o PLC nº 122, de 2006, acrescenta o art. 4º-A, que tipificacomo conduta criminosa a de motivação preconceituosa que resulte em“Praticar, o empregador ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O art. 5º passa a ter sua redação alterada, de “Recusar ou impediracesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou recebercliente ou comprador”, para “Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou apermanência em qualquer ambiente ou estabelecimento, público ou privado,aberto ao público”.No art. 6º, voltado à discriminação no âmbito educacional, aalteração consiste em substituir o texto vigente, que caracteriza como criminosaa conduta de “Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno emestabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau” por umatipificação mais ampla, definida por “Recusar, negar, impedir, preterir,prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional,recrutamento ou promoção funcional ou profissional”.22&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O art. 7º propõe substituir a redação vigente “Impedir o acesso ourecusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou qualquer estabelecimentosimilar” por “Sobretaxar, recusar, preterir ou impedir a hospedagem em hotéis,motéis, pensões ou similares”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, acrescenta um dispositivo referente àsrelações de locação e compra de imóveis, com o novo art. 7º-A com a seguinteredação: “Sobretaxar, recusar, preterir ou impedir a locação, a compra, aaquisição, o arrendamento ou o empréstimo de bens móveis ou imóveis dequalquer finalidade”.No art. 8º, a proposição sob análise não altera o texto vigente, mas,em seqüência, acrescenta dois novos artigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação deafetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude dascaracterísticas previstas no art. 1.º desta Lei.Art. 8.º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividadedo cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões emanifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PLC n.º 122, de 2006, amplia a redação do art. 16 da Lei n.º7.716, de 1989, acrescentando-lhe o seguinte: “inabilitação para contratos comórgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional; proibição deacesso a créditos concedidos pelo poder público e suas instituições financeirasou a programas de incentivo ao desenvolvimento por estes instituídos oumantidos; vedação de isenções, remissões, anistias ou quaisquer benefícios denatureza tributária; e multa de até 10.000 (dez mil) UFIR, podendo sermultiplicada em até 10 (dez) vezes em caso de reincidência, levando-se emconta a capacidade financeira do infrator”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova redação do art. 16 prevê, ainda, a destinação dos recursosprovenientes das multas estabelecidas na lei a campanhas educativas contra adiscriminação. Da mesma forma, na hipótese de o ato ilícito ser praticado porcontratado, concessionário ou permissionário da administração pública, além dasresponsabilidades individuais, acrescenta a pena de rescisão do instrumento3contratual, do convênio ou da permissão, sendo que, em qualquer caso, o prazode inabilitação será de doze meses contados da data da aplicação da sanção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda fica previsto nesse artigo que “As informações cadastrais e as referênciasinvocadas como justificadoras da discriminação serão sempre acessíveis a todosaqueles que se sujeitarem a processo seletivo, no que se refere à suaparticipação”.Por meio de alteração do caput do art. 20 da Lei n.º 7.716, de 1989,o projeto em exame propõe estender a proteção prevista: acrescenta adiscriminação ou o preconceito de “gênero, sexo, orientação sexual e identidadede gênero”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescenta também ao art. 20 o § 5º, com a seguinte redação: “Odisposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta,constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica oupsicológica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o art. 20, adiciona dois novos artigos. O art. 20-A, que prevêprocedimento para a apuração dos atos discriminatórios a que se refere a norma,e o art. 20-B, que dispõe sobre a interpretação dos dispositivos da Lei nomomento de sua aplicação.As duas últimas propostas do PLC nº 122, de 2006, referem-se aoCódigo Penal e à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ao Código Penal,acrescenta à denominada “injúria racial” as motivações decorrentes de “gênero,sexo, orientação sexual e identidade de gênero, ou a condição de pessoa idosa ouportadora de deficiência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposição acrescenta ao art. 5º da CLT parágrafo único com aseguinte redação: “Fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória elimitativa para efeito de acesso a relação de emprego ou sua manutenção, pormotivo de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, origem, raça, cor,estado civil, situação familiar ou idade, ressalvadas, neste caso, as hipóteses deproteção ao menor previstas no inciso XXXIII do caput do art. 7º da Constituição Federal”.44Após análise dessa Comissão, a proposição deverá seguir àComissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa para avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – ANÁLISE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual conceito de cidadania está intimamente ligado aos direitos àliberdade e à igualdade, bem como à idéia de que a organização do Estado e dasociedade deve representar o conjunto das forças sociais e se estruturar a partirda mobilização política dos cidadãos e cidadãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando surgiu, no século XVII, esse conceito nãoincluía pobres, mulheres e escravos. No século XVIII, a partir dodesenvolvimento da indústria, difunde-se a percepção dos direitos à liberdade, àigualdade e à fraternidade entre homens que “nascem e permanecem livres eiguais em direitos.Por demanda de novos atores econômicos, protagonistas das lutasoperárias e movimentos sociais diversos nos séculos XIX e XX, a cidadania seestende, então, aos trabalhadores, às mulheres, aos negros e aos analfabetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa inclusão, redefinem-se os direitos civis, políticos esociais. Após a Segunda Guerra Mundial, edita-se a Declaração Universal dosDireitos Humanos, afirmando direitos universais a bens econômicos, políticos,sociais, culturais e ambientais. E consagra-se o direito à vida como direitohumano básico para além da integridade física, abrangendo a moral, aprivacidade, a intimidade, a honra, a dignidade e a imagem.Num primeiro momento, a percepção e regulamentação dosDireitos Humanos caracterizaram-se pela proteção genérica, baseada naigualdade formal. Mais tarde, a percepção dos Direitos Humanos se estende àscondições diferenciadas específicas do sujeito com suas peculiaridades eparticularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, se reconhece o direito à diferença ao lado dodireito à igualdade – condição que possibilita a instituição do Estado laico,5fundado nos princípios da democracia e da diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, historicamente, o reconhecimento e a expansão dedireitos não são suficientes para assegurar o que a filósofa Hannah Arent definecomo “cidadania ativa”, que implica em sentimento de pertencimento, deidentidade e de solidariedade entre os membros de uma comunidade, nocumprimento de normas jurídicas, no reconhecimento de novos sujeitos dedireito e na construção de novas normas de convivência que respondam às novasdemandas.Nesse sentido, destaca-se o movimento social de mulheres,sobretudo na proposição de novos direitos e na desconstrução de legislaçõesdiscriminadoras, que deu visibilidade e possibilitou o reconhecimento de direitossexuais e reprodutivos, alguns dos quais já inscritos em legislações brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avanços importantes, referentes a direitos sexuais como direitoshumanos, estão consagrados internacionalmente, desde os Planos de Ação dasConferências do Cairo (1994) e de Beijing (1995) à Declaração dos DireitosSexuais (1997) e aos Princípios de Yogyakarta (2006) sobre a aplicação dalegislação internacional de direitos humanos em relação à orientação sexual eidentidade de gênero.O conjunto da legislação firmada em âmbito internacionalconsidera que a sexualidade integra a personalidade de todo ser humano,relaciona-se a necessidades humanas básicas e desenvolve interação entre osindivíduos e as estruturas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os direitos sexuais são, pois, direitos humanos universais baseadosna liberdade, dignidade e igualdade. Referem-se à necessidade e àspossibilidades de os indivíduos expressarem seu potencial sexual com segurançae privacidade, tomarem decisões autônomas sobre sua própria prática sexual efazerem escolhas reprodutivas livres e responsáveis. Referem-se, também, àinformação científica, à educação compreensiva, à saúde e ao prazer sexualcomo fonte de bem-estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conquistas legislativas no campo dos direitos sexuais66acompanham as notáveis transformações socioculturais que se realizaram nosúltimos 50 anos.Segundo a médica, psicanalista e mestre em Antropologia ElizabethZambramo, a regulação do sexo e da sexualidade em nossa sociedade vem sendofeita, predominantemente, por algumas instituições como a Igreja, o Judiciário ea Medicina. Historicamente, essas instituições têm limitado a diversidade sexualà existência de apenas dois sexos, o homem e a mulher; dois gêneros – omasculino e o feminino; e a uma única forma considerada “correta” de eles serelacionarem, a heterossexualidade. Dessa forma, o que escapa ao “padrão denormalidade” assim instituído é tratado como pecado, como crime ou comodoença, conforme a instituição reguladora acionada.Assim, novas legalidades reclamadas pelos movimentos sociais demulheres e de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) se justificam nainsuficiência da prescrição social da heterossexualidade e da classificaçãotradicional do sexo e do gênero para assegurar direitos universais.Por outro lado, ainda é significativa a resistência contra aconformação dos direitos sexuais. No Brasil, os direitos sexuais ainda estão emgrande parte restritos ao campo da reprodução, o que retarda o reconhecimentode direitos relativos à diversidade de orientações sexuais e identidades degênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homofobia é a principal causa da discriminação e da violênciaque se pratica contra homossexuais e transgêneros. O trato com essadiscriminação consagrou o termo para significar a intolerância e o desprezo porquem demonstre preferências e identidades diferentes da heterossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids(UNAIDS) registra que, em muitos países, a discriminação por orientação sexualpropicia sérias violações e omissões de direitos, como a invasão de privacidadee a desigualdade de acesso à educação e ao trabalho.A UNAIDS informa que, no México, foram assassinados 2137homossexuais entre 1995 e 2000; no Chile, foram 46 em 2004, e 58 em 2005; naArgentina, 50 vítimas de 1989 a 2004; no Brasil, dados recentes dão conta de2.403 homossexuais assassinados nos últimos 20 anos, constituindo a média deum homicídio a cada três dias, sendo 69% de gays, 29% de transexuais e 2% delésbicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homofobia pode também ocorrer de forma velada, como noscasos de discriminação na seleção de candidatos a emprego ou a locação deimóvel, ou na escolha de um profissional autônomo como médico, dentista,professor e advogado.Pesquisa realizada por órgão da ONU no México constatou que,enquanto a maioria da população não reconhece os homossexuais como grupoviolado em seus direitos fundamentais e específicos, 40% dos homossexuais sedeclaram vitimados por algum tipo de discriminação homofóbica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, as altas taxas de evasão escolar e a baixaescolaridade registrada no meio LGBT se explicam, em grande parte, pelo graude rejeição que vitima essas pessoas no ambiente escolar.A pesquisa “Juventude e Sexualidade”, realizada pela UNESCO, noano 2000, com 16.422 alunos e alunas de 241 escolas brasileiras, revelou que27% dos alunos e alunas não gostariam de ter homossexuais como colegas declasse; 35% dos pais e mães de alunos e alunas não gostariam que seus filhos efilhas tivessem homossexuais como colegas de classe; e 15% dos alunos ealunas consideravam a homossexualidade como doença.O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Melo (“Aigualdade é colorida”, Folha de São Paulo, 19/08/2007), assim descreve aconjuntura resultante da homofobia:São milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagamimpostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas depreconceitos, discriminações, chacotas.Em se tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com88mais de cem homicídios anuais, cujas vítimas foram trucidadas apenas porserem homossexuais.Números tão significativos acabam ignorados, porque a sociedadebrasileira não reconhece as relações homoafetivas como geradoras de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da legislação ordinária, os movimentos sociais apontampelo menos 37 direitos, entre os consagrados a heterossexuais, que são negadosa cidadãos e cidadãs LGBT.A reivindicação pela garantia de liberdades individuais e pelainclusão da não-discriminação por orientação sexual nas normas vigentes marcauma fase importante no surgimento de homossexuais e transgêneros comosujeitos de expressão própria, de direitos universais e diferenciados. Nesse processo, consagra-se a expressão “orientação sexual” para refletirsimultaneamente o desejo e a publicização da diferença, de modo a desconstruiras referências de crime, pecado e doença.Assim, ocorrem importantes avanços no reconhecimento de direitossexuais, em detrimento dos padrões conservadores, sobretudo a partir dos anos90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme Sílvia Ramos, especialista do Centro de Estudos deSegurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, é possível identificaresses avanços em quatro campos distintos:· As muitas iniciativas legislativas, de justiça e daextensão de direitos, nas grandes cidades emunicípios médios, principalmente nacriminalização do preconceito homofóbico e nagarantia de direitos de pensão e outros benefíciosprevidenciários a cônjuges homossexuais. NoLegislativo Federal, destaca-se emblematicamentea proposta de Parceria Civil Registrada,apresentada em 1996, pela então deputada MartaSuplicy; e a criação, em outubro de 2003, da Frente9Parlamentar Mista pela Livre Expressão Sexualque, a partir de 2007, passou a chamar-se FrenteParlamentar pela Cidadania GLBT e conta com 216membros. A criação dessa frente institucionalizouos direitos sexuais como temática relevante noCongresso Nacional e altera a correlação de forçasem disputa na conformação desses direitos.·&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresce o número de bares, boates, revistas,livrarias, editoras, festivais de cinema e grifes,inúmeros sites na internet associados ao públicoLGBT, entre muitos outros produtos voltados aoconsumo específico desse público. Além do que,cada região desenvolveu um tipo, misto e original,de militância da homossexualidade.· A criação de novas entidades em defesa dosinteresses LGBT. Em julho de 2004 eram cerca de140 entidades filiadas à Associação Brasileira deGays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros –ABGLT. Hoje, são 203 organizações nãogovernamentaisde todas as regiões brasileiras,além de tantas outras articuladas em redes menores.· Finalmente, a adoção das estratégias de visibilidademassiva e o surgimento das paradas do orgulhoLBGT, que têm produzido eventos de crescimentovertiginoso, ano a ano. Em 2004, estima-se que asparadas tenham mobilizado diretamente mais dequatro milhões de pessoas nas 42 cidades onde serealizaram. Até o fim de 2007, estão programadas180 paradas em todo o País.As já realizadas neste ano contaram com número de participantesexpressivamente maior que as anteriores, com irrecusável efeito sobre osmercados locais (principalmente de hotelaria, transporte, alimentação e lazer) e1010sua equivalente arrecadação aos cofres públicos. Nas grandes cidadesbrasileiras, as anuais paradas do orgulho LGBT se firmam como importante(quando não o mais importante) evento no calendário turístico local. A paradada cidadania LGBT que se realiza na cidade de São Paulo já é a maior do mundoe um dos eventos que geram maior arrecadação ao município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo das políticas públicas, a primeira experiência data de1999, com a implementação do “Disque Defesa Homossexual (DDH)”, criadona Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. E a mais recente, de iniciativa doGoverno Federal em parceria com a sociedade civil organizada: o “Brasil semHomofobia”, instituído em 2004, como amplo programa de combate à violênciae à discriminação contra LGBT e de promoção da cidadania homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, também no âmbito sociocultural, registram-semudanças significativas no trato com direitos sexuais e com a discriminaçãohomofóbica.Conforme observa o ministro Marco Aurélio Melo (“A igualdade écolorida”, Folha de São Paulo, 19/08/2007), alguns tabus foram por água abaixo;“hoje em dia é politicamente incorreto defender qualquer causa que se mostrepreconceituosa. Se a discriminação racial e de gênero são crimes, por que não ahomofobia?”No que diz respeito à avaliação da proposta no Senado Federal, oPLC 122, de 2006, tem sido alvo de intensa mobilização e rico debate, onde sedestacam representações de LGBT e de religiosos cristãos evangélicos.Fiel aos preceitos democráticos republicanos, esta Relatoria acatouas solicitações de ampliação do prazo para aprofundamento da discussão sobreos dispositivos propostos no projeto, de modo a contemplar os diferentesinteresses que se apresentaram nessa construção legislativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa motivação, foi constituído um grupo de trabalho (GT)com membros desta Comissão de Direitos Humanos e Deputados Federais,representantes de órgãos do Executivo e do Ministério Público, membros deorganizações sociais e religiosas, além de cidadãos e cidadãs que11voluntariamente se apresentaram e ofereceram diferentes sugestões quanto aoprojeto em exame.Esgotada a fase informal dos diálogos, realizaram-se audiênciaspúblicas.Esta Relatoria também recebeu moções de apoio e de repúdio aoprojeto, abaixo-assinados, assim como variada correspondência, marcandodiferentes posicionamentos da sociedade sobre a matéria.No período de discussão na Comissão de Direitos Humanos eLegislação Participativa, o questionamento mais freqüente apontou possíveisconflitos na aplicação das garantias constitucionais à liberdade de expressão e àliberdade religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns juristas também indicaram ressalvas quanto à técnicalegislativa do projeto, no tocante à definição de sujeitos passivos nos tipospenais e das condutas delituosas, além da proporcionalidade das penas e suaconformidade com as regras gerais do Código Penal e da Consolidação das Leisdo Trabalho (CLT).Acolhendo todas essas preocupações, essa Relatoria entende que,no mérito, o projeto deve ser aprovado na forma de Emenda Substitutiva.Dessa forma, esta Relatoria entende que o projeto, na forma doSubstitutivo, será um importante instrumento no combate à homofobia e nagarantia de cidadania a grupos drástica e continuamente violados em seusdireitos.O Substitutivo que ora apresentamos a essa douta Comissão partede quatro pressupostos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não discriminação: a Constituição Federal em seu art. 3º, IV,estabelece que constituem objetivos fundamentais da República Federativa doBrasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor,1212idade e quaisquer outras formas de discriminação. Não bastasse, o art. 5º,caput, preordena que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção dequalquer natureza”. Portanto, nossa Magna Carta não tolera qualquermodalidade de discriminação. Assim, se outras formas de preconceito ediscriminação são criminalizadas, por que não a homofobia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Intervenção mínima para um direito penal eficaz: na contramãodas correntes conservadoras que pregam um direito penal máximo, um EstadoPenal, sustentamos a idéia de que o direito penal, por ser o mais gravoso meiode controle social, deve ser usado sempre em último caso (ultima ratio) evisando tão somente ao interesse social. Nesse sentido, as condutas a seremcriminalizadas devem ser apenas aquelas tidas como fundamentais. Ademais, ostipos penais (verbos que definem condutas) devem ser fechados e objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Simplicidade e clareza: o Substitutivo faz a nítida opção por umaredação simples, clara e direta, com pequenas modificações na Lei nº7.716/1989– e no Código Penal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 O Substitutivo amplia o rol dos beneficiários da Lei nº7.716/1989, que pude os crimes resultantes de preconceito e discriminação.Assim, o texto sugerido visa punir a discriminação ou preconceito de origem,condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexualou identidade de gênero.Desse modo, além da criminalização da homofobia (orientaçãosexual e identidade de gênero) e do machismo (gênero e sexo), presentes notexto aprovado pela Câmara dos Deputados, o Substitutivo tipifica como crime adiscriminação e o preconceito de condição de pessoa idosa ou com deficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o Substitutivo faz é trazer para a Lei nº 7.716/1989 esses dois segmentosque já são beneficiados pelo atual § 3º do art. 140 do Código Penal1.Na redação atual, a Lei nº 7.716/1989, criminaliza a discriminaçãoe o preconceito de procedência nacional. A proposição substitui esse termo pororigem. Com isso, além de criminalizar a xenofobia, a proposição atende à1 O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) promove a tutela penal da pessoa idosa. Os tipos penais previstos noEstatuto do Idoso não concorrem com os tipos penais previstos na Lei nº 7.716/1989.13reivindicação de vários segmentos internos, como os que são discriminados emdecorrência de sua origem nordestina, por exemplo.Importante notar que, apesar do Substitutivo ampliar o rol dosbeneficiários, não são criados novos tipos penais. Isso significa que os tipospenais são aqueles já existentes na Lei nº 7.716/1989 e no Código Penal.Ao fim e ao cabo, o Substitutivo promove pequenas, masimportantíssimas, modificações na Lei nº 7.716/1989, a saber:a) modifica a ementa, o art. 1º e o art. 20 para tipificar como crimeo preconceito e a discriminação de origem, condição de pessoa idosa ou comdeficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.b) modifica o art. 8º para incluir um parágrafo único que pune comreclusão de um a três anos aquele que impedir ou restringir a expressão e amanifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao públicode pessoas beneficiadas pela Lei, sendo estas expressões e manifestaçõespermitida às demais pessoas.No Código Penal, a alteração ocorre no § 3º do art. 140 paraestender a injúria decorrente da utilização de elementos referentes a raça, cor,religião e condição de pessoa idosa ou com deficiência, para aquelas decorrentesde origem, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.Em ambos os diplomas legais as intervenções são pontuais.Ademais, repise-se o Substitutivo não cria novos tipos penais; apenas estende ostipos já existentes aos seguimentos LGBT, mulheres, idosos e pessoa comdeficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Relatoria esta certa de que o Substitutivo proposto elide asdúvidas e preocupações de diversos segmentos sociais, em especial, o religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – VOTO1414Em face do exposto, opinamos pela aprovação do Projeto de Lei daCâmara 122, de 2006, na forma do Substitutivo que se segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EMENDA Nº - CAS (SUBSTITUTIVO)PROJETO DE LEI DA CÂMARA Nº 122, de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e o § 3ºdo art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembrode 1940 – Código Penal, para punir a discriminação oupreconceito de origem, condição de pessoa idosa ou comdeficiência, gênero, sexo, orientação sexual ouidentidade de gênero, e dá outras providências.O CONGRESSO NACIONAL decreta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa avigorar com a seguinte redação:“Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito deraça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência,15gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 2º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar comas seguintes alterações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes dediscriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição depessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidadede gênero.” (NR)....................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes,bares ou locais semelhantes abertos ao público.Pena: reclusão de um a três anos.Parágrafo único: Incide nas mesmas penas aquele que impedir ourestringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ouprivados abertos ao público de pessoas com as características previstas no art. 1ºdesta Lei, sendo estas expressões e manifestações permitida às demais pessoas.”(NR)..........................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceitode raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou comdeficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (NR)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 3º O § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 dedezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes araça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência,gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:....................................................................................”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(NR)1616Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Sala das Comissões, de 2009.Presidente,Relatora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-54378853301615504?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/54378853301615504/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=54378853301615504' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/54378853301615504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/54378853301615504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/11/repudio-ao-plc-1222006-e-cpi-ja-quando.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-6708937169780794345</id><published>2009-11-07T11:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T11:30:46.581-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>08/10/2009 - 12h54&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mais de 60% das crianças e jovens vítimas de exploração sexual já pensaram em suicídio, revela estudo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Fabiana UchinakaDo UOL NotíciasEm São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 61% das crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual no Brasil já pensaram em suicídio. Destes, mais de 58% já tentaram de fato praticá-lo. Entre os motivos apresentados, 20% relacionaram a vontade de morrer à violência sexual. É o que revela uma pesquisa inédita sobre o perfil de meninos e meninas explorados que estão em instituição de atendimento.&lt;br /&gt;Perfil da exploração sexual infantil no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;61% das vítimas já pensaram em suicídio e 58% tentaram de fato30% das meninas já ficaram grávidas pelo menos 1 vez65% usam o dinheiro do abuso para comprar bens de consumo88% mora com a família, mas mais de 70% não mora com o pai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: WCF-Brasil (Childhood)Os dados foram encomendados pela World Childhood Foundation (WCF) no Brasil, entidade internacional que trabalha no combate à exploração sexual. Foram ouvidas 66 meninas e 3 meninos entre 10 e 19 anos de oito Estados (Pará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul), que foram vítimas de exploração sexual e hoje são atendidas por instituições especializadas."O índice de crianças e jovens que já pensaram em suicídio nos chamou muito a atenção. É muito grave. Ele reforça a existência de uma situação de exploração e abuso, que provoca angústia e o sentimento de 'falta de sentido para viver', por isso precisa ser aprofundado", disse a coordenadora de programas da Childhood, Anna Flora Werneck. Segundo ela, pesquisas anteriores apontaram que 6% dos jovens em situação de risco no Brasil apresentavam esse comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O percentual obtido neste levantamento é, portanto, dez vezes maior.O relatório mostra ainda que o abuso leva também a outras situações traumáticas, como a gravidez indesejada, o aborto e o abandono dos filhos. Três em cada dez meninas vítimas de exploração sexual já ficaram grávidas pelo menos uma vez na vida, sendo que 17% delas perderam os filhos por abortos naturais (6%) ou provocados (11%). Das que levaram a gravidez adiante, apenas 5,8% vivem com seus filhos hoje.Violência sexual e consumoOutro dado que chama a atenção é o de que muitas das vítimas não estão em situação de miséria a ponto de trocar sexo por comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa aponta uma clara relação entre a manutenção da exploração e o benefício econômico declarado pelas vítimas.&lt;br /&gt;O que faz com o dinheiro&lt;br /&gt;Compra objetos&lt;br /&gt;65,00%&lt;br /&gt;Sustenta-se&lt;br /&gt;39,50%&lt;br /&gt;Compra drogas&lt;br /&gt;30,20%&lt;br /&gt;Ajuda a família&lt;br /&gt;25,00%&lt;br /&gt;Dá para alguém&lt;br /&gt;5,60%&lt;br /&gt;Sustenta a família&lt;br /&gt;2,50%Dos entrevistados, 40% dizem que usam o dinheiro recebido no abuso para autossustento, mas 65% relatam que gastam comprando objetos pessoais, como celulares e roupas de marca."Não podemos generalizar, mas constatamos histórias de vida semelhantes em todos os Estados. Temos que questionar que sociedade de consumo é essa que leva a esse tipo de comportamento, que leva as crianças a venderem o corpo para conseguir esse dinheiro", avaliou Werneck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para 30% das vítimas, o dinheiro obtido com o sexo é usado para comprar drogas, especialmente álcool (88%) e cigarro (63%) -- substâncias lícitas no Brasil, mas proibidas para menores de 18 anos. Maconha (32%), inalantes (32%), como loló e cola, e remédios (23%) também aparecem como as drogas mais procuradas por crianças e jovens.Diante da "fissura" por consumir droga, 42% das vítimas disseram que "transam" ou fizeram sexo oral para conseguir dinheiro, ressalta Werneck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo de violência sofrida&lt;br /&gt;Conversar sobre sexo&lt;br /&gt;74,20%&lt;br /&gt;Mexer com o corpo&lt;br /&gt;50,70%&lt;br /&gt;Pedir para ser tocado&lt;br /&gt;43,10%&lt;br /&gt;Forçar o sexo&lt;br /&gt;22,40%&lt;br /&gt;Fazer fotos sensuais&lt;br /&gt;20,30%&lt;br /&gt;Forçar ver filme erótico&lt;br /&gt;12,30%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o relatório, o valor médio recebido pelas relações é de R$ 37, mas varia entre R$ 10 e R$ 150. O pagamento acontece na forma de dinheiro em 82% dos casos, mas ele também pode ser feito na forma de presentes (26%) ou favores (14%).Vale ressaltar que, além da relação sexual, a violência contra crianças e adolescentes acontece mais comumente na forma de conversas sobre sexo (74,2%), manipulação de partes íntimas do corpo da criança/adolescente (50,7%) e pedidos para ser tocado (43,1%). Família desestruturada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenadora ressalta que a falta de uma família estruturada, onde é evidente a ausência da figura do pai, e o abandono da escola estão entre os principais fatores para que as vítimas continuem sendo exploradas sexualmente. Mais de 88% dos entrevistados moram com a família, apesar de frequentarem as instituições e mesmo tendo relatado história de abuso dentro da família ou envolvimento dos parentes na manutenção da situação de exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas 20% não moram com a mãe e mais de 70% não moram com o pai. De acordo com o relatório, nota-se em geral uma família abusadora e conivente, mas que não recebe nenhum tipo de assistência. "Quanto mais cedo as crianças começam a ter uma vida sexual, e em grande parte das vezes isso acontece em forma de abuso sexual, mais chances elas têm de permanecer na situação de exploração. Então, a escola tem papel fundamental. Quem se manteve na escola conseguiu sair da situação de exploração mais rapidamente. Ou seja, é preciso investir nisso", disse Werneck."Além disso, percebemos também que as instituições especializadas tem falhado e não conseguem atuar sozinhas. É preciso atuar em rede, com as escolas e os postos de saúde, por exemplo, e envolver a família", completou.Outro dado que a pesquisa destaca é o alto percentual de abuso cometido por colegas, amigos da família e namorados, que normalmente acontece em motéis (45,7%), em casa (24,4%), na rua (20,5%), em bar ou bordel (17,8%) e também em posto de combustível (10,9%).Mais da metade das meninas acaba em situação de exploração sexual por influência de amigas (52%) ou de cafetões (38%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/08/ult5772u5618.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/10/08/ult5772u5618.jhtm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-6708937169780794345?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/6708937169780794345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=6708937169780794345' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/6708937169780794345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/6708937169780794345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/11/08102009-12h54-mais-de-60-das-criancas.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-1874408016628718534</id><published>2009-11-07T11:15:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T11:17:27.527-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Há um ponto de exploração sexual infantil a cada 26,7 km&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo&lt;br /&gt;Seja para comprar comida ou fumar crack, o fato é que milhares de crianças e adolescentes estão espalhados pelas rodovias federais brasileiras oferecendo os corpos por até R$ 2. No Brasil, há um ponto vulnerável à exploração sexual infantil a cada 26,7 quilômetros - isso considerando apenas os locais em que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já flagrou ou recebeu denúncia de menores de 18 anos submetidos à prostituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u646798.shtml"&gt;Após tiroteios, PM mantém ocupação em favela da zona oeste do Rio &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/03/ult5772u5921.jhtm"&gt;Armamento da polícia não é menos letal do que o do tráfico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u646787.shtml"&gt;Médico fugitivo, Hosmany Ramos pede para cumprir pena no Tocantins&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u646780.shtml"&gt;São Paulo continua com sol e calor nesta terça-feira; chuvas atingem o Sul &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/11/03/ult4469u48204.jhtm"&gt;Micro-ônibus atropela 4, mata 1 e causa protesto no ABC&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapeamento da PRF apontou a existência de 1.819 pontos "vulneráveis" para a exploração sexual de menores nas estradas. São postos de combustíveis, bares, boates, restaurantes ou mesmo acostamento. Trata-se da quarta edição do mapeamento feito pela PRF em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas os dados gerais pouco variaram em relação à edição de 2007, com Minas Gerais e Rio Grande do Sul encabeçando a lista em número de pontos, com 290 e 217 respectivamente - os dois Estados, no entanto, têm grandes malhas viárias federais. Levando em conta quantidade e extensão das vias, os piores são Distrito Federal, Rio Grande do Norte e São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PRF agora vai utilizar os dados do mapeamento para dividir os locais em graus de vulnerabilidade, em parceria com o Instituto WCF Brasil. O resultado, desta vez, não será divulgado. "Achávamos que o conhecimento dos locais inibiria a atuação de criminosos. Mas constatamos que não inibiu e provocou migração para outros pontos", afirma o presidente da Comissão de Direitos Humanos da PRF-SP, Waldiwilson dos Santos. "Vamos manter sigilo para não atrapalhar as operações."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo após constatar a situação, a conexão com outros órgãos continua falha - somente a PRF tem o levantamento, impossibilitando cruzamento de dados. Das polícias rodoviárias estaduais, apenas a de Pernambuco manifestou interesse em fazer o mapeamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos vulneráveisA distribuição dos pontos vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil expõe conexões com as rotas dos viajantes e com bolsões de pobreza pelo País. Existem 290 áreas críticas apenas em Minas, e oito rodovias federais, incluindo as de maior tráfego - como a BR-040 e a BR-381, que ligam Belo Horizonte ao Rio de Janeiro e a São Paulo, respectivamente -, estão no mapa da prostituição. Em segundo lugar no ranking por Estados vem o Rio Grande do Sul, onde a preocupação é sobretudo com os postos de combustível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o promotor José Carlos Fortes, o resultado mais importante dessas ações não é "processual". "A publicidade sobre a ação do Ministério Público (MP) inibe a prática desse tipo de crime pelos donos dos estabelecimentos e também pelos pais." Isso porque grande parte das crianças e adolescentes é levada para o comércio do sexo pela própria mãe que, geralmente, também foi explorada quando criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A exploração sexual e a miséria também estão intimamente ligadas", destaca o promotor. "Enquanto não combatermos a miséria, que é uma questão de longo prazo, não resolveremos a questão da exploração." Segundo ele, os 290 pontos de vulnerabilidade levantados pela PRF coincidem com as periferias de cidades mineiras de médio porte. Já os serviços de assistência social da região metropolitana de Porto Alegre detectaram casos de prostituição de crianças de bairros pobres cortados pela BR-116.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/11/03/ult4469u48207.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/11/03/ult4469u48207.jhtm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-1874408016628718534?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/1874408016628718534/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=1874408016628718534' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1874408016628718534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1874408016628718534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/11/ha-um-ponto-de-exploracao-sexual.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-1737767685350108650</id><published>2009-04-16T06:44:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T06:45:50.945-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A "NORMALIZAÇÃO" DA PEDOFILIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo é uma  publicação da Câmara dos Deputados Federais. &lt;br /&gt;Centro de Documentação e Informação Coordenação e Publicações. Brasília, DF, 2008.&lt;br /&gt; Faz parte de uma coletânea de artigos que o Deputado Henrique Afonso-AC reuniu no livro: &lt;br /&gt;EM DEFESA DA VIDA E DA FAMÍLIA, Em maio de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “NORMALIZAÇÃO” DA PEDOFILIA&lt;br /&gt;Por Rozangela Justino &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o “Manual sobre crimes de abuso sexual infantil: para promotores de Justiça” (2004: 9):&lt;br /&gt;• Uma criança é sexualmente abusada a cada 4 segundos;&lt;br /&gt;• Uma em cada 3 garotas e 1 em cada 4 garotos são abusados sexualmente antes dos 18 anos;&lt;br /&gt;• Somente uma em cada 4 garotas e 1 em cada 100 garotos têm o abuso sexual denunciado;&lt;br /&gt;• 50% das vítimas se tornam abusadoras;&lt;br /&gt;• Durante uma vida, um pedófilo ativo abusa, em média, de 260 crianças ou adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto que abusar é não respeitar limites, o abuso sexual ocorre quando os limites da sexualidade individual são desrespeitados, desqualificados, minados, abalados, desconstruídos, destruídos, banalizados e diversificados, sendo a livre expressão sexual liberada. Além disso, estudiosos e  profissionais que atendem autores e sobreviventes de abuso sexual declaram que, paralelamente a este, sempre houve ou há ocorrência de outros tipos de violência como o abuso  psicológico, o abuso físico, o abuso de autoridade, o abuso de poder, o abuso espiritual e a traição da confiança. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;COMO A PEDOFILIA É VISTA PELA OMS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em sua atual publicação da CID 10 – Classificação Internacional das Doenças –¬, mais especificamente na Classificação dos Transtornos Mentais e de Comportamento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui a PEDOFILIA (F 65.4) entre os Transtornos de Preferência Sexual (F-65), juntamente com o fetichismo (F 65.0), transvestismo fetichista (F 65.1), exibicionismo (F 65.2), voyeurismo (F 65.3), sadomasoquismo (F 65.5), transtornos múltiplos de preferência sexual (F 65.6); outros transtornos de preferências sexuais (F 65.8) e o transtorno de preferência sexual, não especificado (F 65.9). A PEDOFILIA é então definida como: “... preferência sexual por crianças, usualmente de idade pré-puberal ou no início da puberdade;... preferência por parceiros sexuais adultos, mas que, por serem cronicamente frustrados em conseguir contatos apropriados, habitualmente voltam-se para crianças como substitutos”. (Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento, CID-10: 215)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os transtornos mentais e comportamentais apresentam-se acompanhados de um ou mais transtornos diversos, primários ou secundários, sendo os primários os mais importantes. Em pessoas acometidas pelo transtorno de preferência sexual pedofílica, por exemplo, a mesma  pode ser primária ou secundária a um ou mais dos transtornos de preferência sexual já citados acima e/ou aos seguintes transtornos:&lt;br /&gt;• de identidade sexual: transexualismo (F- 64.0), transvestismo (F 64.1), transtorno de identidade sexual na infância (F 64.2); &lt;br /&gt;• psicológicos e de comportamento associados ao desenvolvimento e orientações sexuais (homo, hétero e bissexual): transtorno de maturidade sexual (F 66.0), orientação sexual egodistônica (F 66.1); transtorno de relacionamento sexual (F 66.2); outros transtornos de desenvolvimento psicossexual (F-66.8); transtorno de desenvolvimento psicossexual, não especificado (F 66.9); &lt;br /&gt;• mentais e de comportamento (do F-00 ao F-99), tais como: transtorno obsessivo-compulsivo;  de dependência emocional; os esquizoafetivos; os de hábitos e impulsos; os de conduta não socializada, etc. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;COMO E ONDE OCORREM OS ABUSOS SEXUAIS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O abuso acontece na interação entre duas ou mais pessoas, sempre envolvendo crianças e adolescentes. Geralmente, o abusador é mais velho ou mais forte que a vítima e exerce alguma forma de autoridade ou poder sobre ela, o que mina os controles individuais de forma a parecer que a criança, assim como o adolescente, consentiu e quis ser abusada(o). Tal ato pode ser violento, porém ocorre mais comumente pela sedução e estímulo do abusador sobre a vítima, de forma a fazê-la sentir-se responsável pelo acontecido. É necessário que se desfaça o mito de que o  abuso sexual ocorre somente quando há contato físico, visto que renomados estudiosos e profissionais consideram até mesmo as palavras com conotação sexual, ditas de forma a seduzir o outro ou a causar constrangimento, também uma forma de abuso, gerando conseqüências negativas à saúde mental do vitimado. As imagens sensuais ou eróticas apresentadas em programas e propagandas de TV, Internet e outros meios de comunicação, além das manifestações culturais em músicas, poesias, artes, moda e  toda outra forma imaginável que possa levar crianças e adolescentes a se excitarem sexualmente são tipos de abusos sexuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos locais em que tais atos ocorrem, devem-se destacar com especial atenção os banheiros públicos, de shoppings, cinemas, rodoviárias, aeroportos, igrejas, escolas, universidades, lanchonetes, restaurantes e outros, especialmente os banheiros masculinos. Ao longo de minha prática profissional, tenho ouvido muitos relatos, principalmente de adolescentes, quanto à exposição dos órgãos genitais nos mictórios, sem cabines individuais, o que oportuniza desde o toque até a realização de “brincadeiras” sexuais. Por tal facilidade, muitos têm elegido banheiros como “pontos de pegação homossexual”, e muitos pedófilos cometem ali tais abusos sexuais homossexuais contra jovens. Muito tenho ouvido de homens compulsivos por essas práticas em banheiros públicos masculinos; por isso, tenho insistido em que se tome como medida preventiva a construção de banheiros com divisão individual, como nos femininos, que impede a entrada de mais de uma pessoa por vez, com portas voltadas para a vista do público, além da  vigilância quanto à presença de crianças e adolescentes no recinto. Alguns lugares, como grandes shoppings, já têm investido nestas construções, criando até o “espaço família”, para que os pais acompanhem seus filhos pequenos, mas ainda há muito para se fazer e a participação do setor público se faz de grande importância. &lt;br /&gt;Apesar do Manual para Promotores de Justiça mostrar uma estatística baseada em denúncias, o silêncio ainda impera entre os sobreviventes dos abusos sexuais, especialmente quando estes ocorrem dentro do próprio lar. Por outro lado, muitas pessoas abusadas não têm consciência dos abusos que sofreram devido à banalização de tais atos, como, por exemplo, as brincadeiras com conotações sexuais constrangedoras, tomadas como “naturais”, ou que fazem parte da cultura ou são impostas para serem naturalizadas. Tudo isso sugere que o número de pessoas abusadas sexualmente seja muito maior do que o apresentado no Manual, e os próprios promotores têm consciência desta realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE CARACTERIZA O ABUSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituições de apoio ao ser humano e à família, como o Observatório da Infância (antiga ABRAPIA - Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e a Adolescência), profissionais, estudiosos e teóricos, dentre eles Furniss, Azevedo, Guerra, Fahlberg, Galvão, Buck, Forward, Zwalen, Cukier e outros (ver bibliografia no fim deste trabalho), concordam que há abuso sexual quando uma criança ou adolescente é manipulada(o) por algum adulto, pessoa mais forte ou cinco anos mais velha que ela(e) através de oferta de recompensas, presentes, carinho, afeto, privilégios, etc, e/ou é obrigado(a)  através de ameaças físicas ou verbais a: &lt;br /&gt;• despir-se parcial ou totalmente;&lt;br /&gt;• deixar tocar em seus órgãos genitais (pênis, vulva);&lt;br /&gt;• masturbar-se ou participar com adulto em masturbação;&lt;br /&gt;• contemplar a nudez total ou parcial de outra pessoa;&lt;br /&gt;• participar de ato sexual normal, oral ou anal;&lt;br /&gt;• assistir a filme, ver revista, foto ou site que contenha cenas de sexo explícito entre pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto envolvendo objetos, animais ou qualquer outro elemento estranho;&lt;br /&gt;• ser protagonista de filme ou foto pornográfica, na companhia de outra criança, adolescente, adulto, animal ou fazendo uso de objetos ou outro elemento estranho;&lt;br /&gt;• participar de conversas abertas sobre sexo para despertar o interesse sexual ou chocar;&lt;br /&gt;• receber telefonemas obscenos;&lt;br /&gt;• incluir no abuso sexual flagelação, tortura e surras;&lt;br /&gt;• ver pornografia para estimular a curiosidade  e/ou mostrar como o autor deseja que seja praticado o sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Sobrevivência Emocional – as dores da infância revividas no drama adulto, Rosa Cukier cita alguns outros teóricos que também consideram abuso sexual quando a criança ou adolescente:&lt;br /&gt;• é intimidada(o) sexualmente através de situações em que viu, ouviu coisas que não quis ou não pôde entender, sentindo-se envergonhada(o), como ouvir ou observar as relações sexuais dos pais, por exemplo; &lt;br /&gt;• é considerada(o) por sua mãe/madrasta mais importante que o seu pai/padrasto;  é considerada por seu pai/padrasto mais importante que a sua mãe/madrasta, o que faz  com que esta criança/adolescente sinta-se o “marido ou a esposa” na relação familiar e não o filha(o), enteada(o);&lt;br /&gt;• tem seu corpo admirado de tal forma que seu pai/mãe ou padrasto/madrasta chegam a verbalização seu desejo de ter outra idade para namorar ou casar com esta criança, dizendo-a (o)  melhor, mais esperta(o), bonita(o) e capaz que o próprio cônjuge;  • tem sua higiene pessoal feita por adulto mesmo em idade e condições de realizá-la sozinha (o), sob qualquer pretexto;&lt;br /&gt;• não recebe informação sexual adequada a sua idade ou as recebe distorcidas ou mesmo em excesso para sua faixa etária. Ex. A menina que não sabe o que é menstruação, que pensa que beijar engravida, a criança/adolescente a quem foi dito que a masturbação causa lesões físicas, que aprendeu coisas para as quais ainda não estava preparada (o) e não podia compreender por ser muito pequena(o), o que lhe causou confusão, medo, etc;&lt;br /&gt;• é tão pequena(o) que não compreende a intenção sexual, mas percebe algo no comportamento do adulto que lhe faz sentir vergonha, lesa sua auto-estima e traz sentimentos de conseqüências terríveis para o seu futuro, passando a se sentir fadada(o) a um destino trágico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ESTÍMULO SOCIAL À PEDOFILIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças podem ser estimuladas sexualmente quando, involuntariamente, assimilam de modo  subliminar os conceitos e valores advindos da liberação sexual.  A estimulação vem de propagandas e marketing  de produtos que são associados a imagens sensuais e sexuais observadas através de filmes, outdoors, periódicos, teatros e até mesmo nos programas e propagandas envolvendo crianças e adolescentes, além das manifestações culturais  produzidas especialmente para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No calendário cultural do país, já foram incluídas diversas manifestações populares que incluem naturalmente cenas sensuais, de simulação de sexo (explícito ou não) sem censura, nas quais participam crianças e adolescentes. São imagens advindas da música, da poesia, das artes plásticas, até do Carnaval e das passeatas gays. Tais manifestações 'culturais' podem ser assistidas abertamente e, além da livre manifestação sexual dos participantes, as imagens têm divulgação muitas vezes simultânea pela mídia. Em uma observação mais detalhada, poderíamos, então, afirmar que há na sociedade uma forma de aceitação da pornografia ao vivo. O modo como  periódicos,  revistas e mesmo livros escolares abordam as imagens de pessoas nuas ou semi-nuas e a exposição dessas imagens nas bancas de jornais, sem controle do conteúdo, também chega a ser abusiva, mesmo porque é um comércio realizado inclusive junto a escolas. As crianças e adolescentes levados a assimilarem esses comportamentos como normais também podem assimilar que esta é a maneira adequada de se comportarem no contato físico na relação abusiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não se pode deixar de citar o incentivo fornecido pelo próprio Estado quando este distribui cartilhas “educativas” a crianças e adolescentes nas escolas, orientando-as quanto ao comércio do sexo, e ao defender a inclusão pelo Ministério do Trabalho da prostituição como categoria profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses estímulos criam uma certa passividade social e cultural com relação às mais diversas formas de abusos, sem mesmo que se tenha a consciência de os estar sofrendo ou praticando, ainda que de forma sutil. Certamente, autores de abusos aproveitam tal passividade para se estimularem sexualmente, estimulando também possíveis futuras vítimas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CARACTERÍSTICAS DOS PEDÓFILOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores de abusos sexuais estão presentes em todas as classes sociais, etnias, religiões e profissões, independente da orientação sexual homossexual ou heterossexual. São pessoas de aparência normal como empresários, políticos, profissionais da área da saúde ou educação, escritores, artistas, donas-de-casa, de alto ou baixo poder aquisitivo. Podem ser adultos que mantêm atividades sexuais com outros adultos, mas que em determinadas situações abusam de crianças e adolescentes. São imaturos emocionalmente e podem cometer os abusos freqüentemente ou não, quando incapazes de adotar linhas de comportamento sexual adulto; apresentam conflitos matrimoniais; insatisfação sexual; baixa auto-estima; abuso de álcool e outros tipos de drogas; são ansiosos e inseguros e temem as relações sexuais com adultos por medo de não estar à altura do parceiro(a) e por receio de sofrer críticas ou rejeição. Por isso, relacionar-se com crianças lhes dá segurança, pois controlam a situação e podem se apresentar como pessoas experientes que ensinam coisas ‘muito importantes’ para a vida de suas vítimas, racionalizando os abusos sexuais e atribuindo-os às circunstâncias em que foram produzidos. Os pedófilos costumam afirmar que a vítima não é a criança, mas eles próprios, e interagem com as crianças como se elas fossem maiores de idade. Porém, também cabe observar que algumas pessoas, movidas por interesses políticos e econômicos, têm se envolvido em abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes como uma grande oportunidade de mercado, contribuindo para o aumento do crime organizado para este tipo de violência contra crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTEXTUALIZANDO: UMA ABORDAGEM POLÍTICA PARA UM PROBLEMA DE SAÚDE MENTAL, SOCIAL E LEGAL&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os contextos social, grupal e individual em que ocorrem os abusos influenciam-se mutuamente.  Querendo ou não, todos nós estamos envolvidos com o abuso sexual que acontece nos lares e nas comunidades nacional e internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teóricos como Judith Butler , do movimento da desconstrução social, também denominado “queer”, composto pelos movimentos homossexual, feminista e o da revolução científica, juntamente com anarquistas, anti-sociais, satanistas e todos os outros opositores do atual sistema de crenças e valores sociais, especialmente dos valores cristãos, já declaram que o incesto é um tabu que precisa ser desconstruído e que as relações sexuais entre pais ou familiares com as crianças e os adolescentes devem fluir livremente, sem censuras, pois as proibições não passam de “tabus” criados pelo sistema patriarcal e pelo que denominam “normatividade compulsória heterossexual”. Tais movimentos sociais, especialmente os movimentos pró-homossexualismo e feminista, estão empenhados em aprovar Projetos de Leis no Brasil para garantir “os seus direitos”, ou seja, a legalização da diversidade e da livre expressão da orientação sexual. Seus argumentos para a implantação de políticas públicas antidiscriminação têm sido a dos assassinatos de homossexuais em função da sua orientação sexual e os direitos das mulheres sobre o próprio corpo. No entanto, o Brasil é um dos países mais tolerantes quanto ao movimento pró-homossexualismo, a discriminação e o assassinato de pessoas, inclusive de crianças ainda no ventre materno, com altas taxas em toda a população, em especial entre os de baixo poder aquisitivo, os negros, além de crianças e adolescentes que têm sido as principais vítimas da violência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participando de conferências e congressos de gays e lésbicas, já presenciei os próprios ativistas declararem quanto ao seu empenho em aprovar as leis de “políticas antidiscriminação” para depois, então, aprovarem “outras”, pois querem que sejam legalizadas todas as formas de expressão sexual, visto que “o importante é ser feliz”. Parece que a livre expressão da orientação sexual envolvendo crianças e adolescentes está incluída na diversidade sexual tão proclamada por estes movimentos sociais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora, no Brasil, estes movimentos sociais estejam empenhados em aprovar leis para avançarem em seus direitos, estudiosos já pontuam que os mesmos estão se divertindo com os efeitos do seu movimento desconstrutor na sociedade, ou seja, com a subversão, desordem, desestabilização e criação de novos conceitos e valores, inclusive familiares, abalando os alicerces já estabelecidos, onde a destruição pessoal e a do seu próximo parecem inclusas. Mostram ter perdido o sentido pleno da vida e propõem uma cultura de morte (morte dos valores sociais, da dignidade humana, da garantia de direitos individuais que tanto apregoam). É possível que esse seja um movimento de revolta identificado com autores de abusos que agora queira destruir a humanidade a partir da liberação sexual, onde o abuso já faz parte do repertório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses movimentos sociais são financiados pelos países desenvolvidos, que desejam o domínio político e econômico dos países em desenvolvimento, tais como o Brasil, a partir do controle demográfico. A grande preocupação destes países é com a “política do alimento”, e apoiar o desconstrutivismo é uma das estratégias para reduzir a população e alimentar os países que têm mais poder político e econômico em relação aos demais.  Assim, temos uma abordagem política para um problema que deveria ser de saúde social e mental, como podemos perceber nas observações abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abuso sexual gera um problema de saúde mental, especialmente porque uma fase do desenvolvimento humano foi desrespeitada. Por sermos seres sexuados, a criança não pode evitar o estímulo sexual quando forçada a um desenvolvimento fálico prematuro. A criança é uma pessoa estruturalmente dependente de cuidados físicos, emocionais e, muitas vezes, o único afeto significativo que recebe é por parte do autor do abuso, podendo ser esta a razão para a cumplicidade da criança com seu abusador, observada em muitos casos. Por outro lado, a criança que recebe sexo em vez de carinho pode sentir-se tão confusa e culpada que pareça se insinuar sexualmente quando, na verdade, procura afeto. A responsabilidade pelo abuso é do autor, e não da criança, pois ainda que “pareça” querer seduzir, a criança precisa ser orientada pelo adulto que este comportamento não é apropriado para a sua faixa etária. Os limites da relação podem não ser observados,  pois há freqüente  dificuldade em separar o afeto do sexo na relação com crianças e adolescentes por parte do autor do abuso sexual, que pode ser uma pessoa com facilidade para lidar com crianças, que demonstre afeto especial e tenha acesso fácil a elas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Este é um problema de saúde mental porque tanto autores quanto vítimas de abusos podem guardar dentro de si uma criança ferida – autores de abusos sexuais podem ter sido vitimados e, ao se identificarem com quem abusou deles, podem também se tornar perpetradores de abusos. No processo de intervenção, todos devem ser tratados, apoiados: autor, vitimado, família e apoiadores – profissionais, conselheiros espirituais, família, amigos. Devido à complexidade do problema, exige-se para o trabalho uma equipe interdisciplinar e multiprofissional. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enquanto problema social e legal pelo envolvimento do crime organizado com finalidades políticas e econômicas internacionais, o trabalho necessita ser realizado em parceria com o poder público, do Ministério Público aos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo; das autoridades ao indivíduo, todos devem participar da discussão e ações preventivas quanto ao abuso sexual. A impotência diante do abuso sexual sugere que toda a sociedade possa estar implicada com este assunto e enfermada por ele.  Os abusadores sociais, com finalidades políticas e econômicas, podem sentir gozo diante da possível aceitação e naturalização do abuso sexual, mas na verdade o que ocorre é a manipulação social por um movimento que lucra com apetites sexuais desenfreados de muitos adultos vitimados, sobreviventes dos abusos sexuais e que não foram tratados, que acabam se deixando levar por este movimento usurpador que não respeita nem mesmo as crianças e os adolescentes como pessoas em processo de desenvolvimento. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nunca se falou tanto em proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes e nem as autoridades e a população se sentiu tão impotente; possivelmente também pela falta de definição e identificação contextualizadas, dificultando a tomada de medidas de prevenção dos abusos sexuais, haja vista que as próprias “manifestações sócio-culturais” abordadas anteriormente já terem sido absorvidas pela sociedade. Pode parecer redundante, mas é preciso muita atenção para que se identifique um possível crime organizado com o intuito de nos educar a aceitar o abuso sexual como natural, sendo seus principais mentores que manipulam pessoas através do poder político e econômico, possivelmente para o controle de população. Além disso, em países onde a diversidade sexual e a livre expressão da orientação sexual já se encontram legalizadas, como a Holanda, além de associações há também partidos políticos declaradamente pedófilos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, o abuso sexual contra a criança e o adolescente envolve saúde mental, saúde social e é um problema legal porque pode gerar confusão mental na vítima de tal forma que ela experimente um misto de repulsa, raiva, ódio, aversão pelo autor do abuso, ao mesmo tempo em que deseja a sua proximidade, pois o abuso sexual pode excitar, dar prazer e viciar. Por essas razões, a vítima poderá sentir-se culpada por não ter conseguido impedir o prazer no abuso, além de ser atraída para um círculo vicioso, uma espécie de ritual que acontece na relação abusador/abusado, parecendo para ela desejar mais e mais o abuso, como se uma força maior a envolvesse nisso. Esse é o efeito perverso da lavagem cerebral para a naturalização do abuso sexual, que leva perpetradores e perpetrados pelo abuso a uma interação aditiva que alimenta o comportamento pedofílico, cujo agravante pode chegar à exploração sexual, em que o abuso sexual se torna uma máquina de fazer dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUTROS EFEITOS DO ABUSO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O abuso sexual causa depressão, baixa auto-estima, insegurança, desestabiliza as relações familiares e sociais, gera desconfiança em todas as relações, causa impotência sexual, frigidez, fobias, pânicos diversos, homossexualidade, aborto, morte, além da própria pedofilia e transtornos sexuais, comportamentais, relacionais e afetivos diversos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da sexualidade estar sendo tão debatida, nunca vimos na história da humanidade pessoas com tantas dificuldades em lidar com ela, por vezes podendo ser confundidas com animais irracionais por manterem relações sexuais em qualquer lugar, de qualquer maneira e com qualquer pessoa ou ser vivo, mesmo um animal, ou objeto! Como se não bastasse, a propaganda de estimulantes do apetite sexual e as cobranças para que se tenha muito desejo e desempenho faz com que as pessoas considerem natural a resposta sexual em todos os ambientes em que se encontram. Assim, cresce a cultura da morte, onde mais e mais pessoas, especialmente os jovens, não se importam com as ISTs - Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e bactérias, a praga mais atual,  advindas da sodomia (relações sexuais anais). Tudo isso pode gerar morte física, emocional e espiritual dos protagonistas envolvidos nos abusos sexuais. Os laboratórios farmacêuticos também lucram com medicamentos para estimular o apetite sexual, coquetéis para infecções sexualmente transmissíveis,  aids e bactérias mortíferas,  além de ansiolíticos, antidepressivos e todos os medicamentos utilizados na psiquiatria.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A minha hipótese é que, na atualidade, 100% da humanidade sofreu ou sofre abuso sexual nos diversos moldes aqui descritos, enquanto que, de acordo com o Manual para Promotores de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, 50% ou mais dela é autora de algum tipo de abuso sexual, como inclusive reconhecem alguns promotores de Justiça com quem já tive a oportunidade de trocar informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, conter o abuso sexual é um grande desafio para a sociedade implicada diretamente com os abusos, escravizada por ele, atendendo assim aos já citados interesses políticos e econômicos por trás desta violência que tem como pano de fundo o controle demográfico, ou seja, a solução para o problema de alimentação dos países desenvolvidos (também chamados do Norte), através da escravização sexual dos países em desenvolvimento (denominados do Sul, “O quintal do Norte”) e sua conseqüente degradação moral, sexual, espiritual e, por fim, destruição e morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Art. 227 da CF/88 declara que todos somos considerados responsáveis por colocar as crianças e os adolescentes a salvo de formas de exploração, violência e crueldade contra a eles, e o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - coloca como dever de todos (família, sociedade, poder público) denunciar, inclusive suspeitas de abusos sexuais,  ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público.  Porém, denunciar por si só não se tem apresentado eficaz para conter o abuso sexual propriamente dito, o que URGE é a realização de um trabalho de conscientização do que fora aqui exposto a pessoas físicas e jurídicas, grupos sociais, à sociedade como um todo, envolvendo as autoridades e o poder público em geral na prevenção de abusos sexuais, pois todos nós estamos implicados em tal situação, somos responsáveis por denunciá-la e tratá-la, além de agir preventivamente para não sermos minimamente coniventes e co-autores de abusos sexuais praticados contra nossas crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Qualquer que recebe uma criança em meu nome, a mim me recebe... e quem fizer tropeçar a  um  destes  pequeninos  que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar...”                   (Evangelho de São Mateus, 18:5-6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABRAPIA. Abuso Sexual: mitos e realidade. Coleção Garantia de Direitos – escola e comunidade. 4a. edição. Petrópolis, RJ : Editora Autores e&amp; Agentes e&amp; Associados, 2002, 60 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZEVEDO, Maria A e GUERRA, Viviane N.de A. Pele de Asno Não é Só História... – um estudo sobre vitimização sexual de crianças e adolescentes em família.  São Paulo: Roca, 1988, 151p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;BAUDRILLARD, Jean – As Estratégias Fatais. Tradução: Ana Maria Scherer. Rio de Janeiro: Rocco, 1996, 169p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BUCK, C.  e FORWARD, Susan. A Traição da Inocência – o incesto e  sua devastação. Tradução de Sergio Flaksman. Rio de Janeiro: Rocco, 1989, 221p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;BUTLER, Judith P. - Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução: Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, 236p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CLASSIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTO DA CID-10: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas – Coord. Organização Mundial de Saúde. Trad. Dorgival Caetano. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CLOWES, Brian – Os Fatos da Vida – um guia indispensável para as questões da vida e da família. DF: Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, 1999, 540 p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, promulgada em 5 de outubro de 1988. Editora Saraiva, 18º edição, atualizada e ampliada, 1998.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CUKIER, Rosa. Sobrevivência Emocional – as dores da infância revividas no drama adulto. São Paulo: Agora,  1998, 118 p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, Editora Saraiva, 8a. edição, atualizada e ampliada, 1998.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;FAHLBERG, Victoria.  Fatores que Influenciam o Risco de Violência Doméstica. Rio de Janeiro. Publicação Interna do Departamento de Serviço Social da PUC – Rio, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FURNISS, Tilman. Abuso Sexual da Criança – uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre – RS:Artes Médicas, 1993, 337p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GALVÃO, Lucilio N. Exploração Sexual das Crianças – a Pedofilia. Revista Miriam, nov/1996.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-modernidade - Tradução: Tomaz Tadeu da Silva, Guacira Lopes Louro - 10a. ed - Rio de Janeiro: DP&amp;A, 2005, 102 p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;LOURO, Guacira Lopes - Um Corpo Estranho - ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2004, 96p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;MANUAL SOBRE CRIMES DE ABUSO SEXUAL INFANTIL: para promotores de justiça. Rio de Janeiro: PGJ, 2004.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;NOLASCO, Sócrates - De Tarzan a Homer Simpson: banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais. Rio de Janeiro: Rocco, 2001, 318 p.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;SILVA, Tomaz Tadeu da - Identidade e Diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000, 133p&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ZWAHLEN, Isabel – Abuso Sexual. São Paulo: Bompastor, 1996, 85p.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-1737767685350108650?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/1737767685350108650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=1737767685350108650' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1737767685350108650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1737767685350108650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/04/normalizacao-da-pedofilia.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-2150219388489337688</id><published>2009-01-30T02:34:00.001-08:00</published><updated>2009-01-30T02:36:14.991-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>III ENCONTRO DA ABRACEH + notícias + livro e revista &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim diz o senhor...: eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há deus”. (Isaías 44:6)&lt;br /&gt;                                                          &lt;br /&gt;Em 2009, A ABRACEH estará promovendo o seu III ENCONTRO + notícias + livro e revista:&lt;br /&gt;1) O futuro da  ABRACEH, o que fizemos  em dezembro e  janeiro e o que faremos em  fevereiro + site da ABRACEH;&lt;br /&gt;2)  Mega evento no feriado do Carnaval;&lt;br /&gt;3) Obama promove a cultura da morte para dominar o mundo - carta do Carlos Grand para “O Globo”;&lt;br /&gt;4) Boicote à Rede Globo – partindo de quem reside na Índia.&lt;br /&gt;INDICAÇÃO DE LIVRO: Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil – estratégias para solução e prevenção de conflitos. Dr. Guilherme Zanina Schelb (Procurador da República) - ed do autor,  2007. Livro excelente para todos que trabalham com crianças e adolescentes! Apresenta orientações acerca do abuso e exploração sexuais e  investigação de situações suspeitas quanto à criminalidade ligada a drogas, armas, explosivos, envolvendo crianças e adolescentes. &lt;br /&gt;REVISTA: A revista Graça, Show da Fé de Janeiro (ano 10 – nº 114) na matéria “Crianças fora da Rede” contou com a contribuição das observações de Rozangela Justino no III Congresso Mundial para o Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Esta Revista é encontrada nas Igrejas da Graça, assim como o livro: A GRAÇA DE DEUS E O HOMOSSEXUAL QUE MORA AO LADO, que inspirou o III ENCONTRO DA ABRACEH. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ABRACEH estará promovendo o seu III ENCONTRO nos dias:&lt;br /&gt;                               &lt;br /&gt;10, 11 (das 9 às 19 horas) e 12 ( das 9 às 13h) de abril de 2009&lt;br /&gt;Local:  Missão CENA, à R. Gal. Couto de Magalhães, 280, LUZ, São PAULO, SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMA: “OPOR-SE  AO MESMO TEMPO QUE ESTENDENDO A MÃO”&lt;br /&gt;(Romanos 12: 2 e Isaías 41:13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INVESTIMENTO:&lt;br /&gt;Até o dia 31 de janeiro de 2009: R$ 50,00;&lt;br /&gt;Até o dia 28 de fevereiro de 2009: R$ 60,00;&lt;br /&gt;Até o dia 31 de março de 2009: R$ 70,00;&lt;br /&gt;Do dia 1º. de abril até o dia do evento: R$ 80,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENÇÃO: &lt;br /&gt;O valor da inscrição acima lhe dará direito ao almoço nos dias 10, 11 e 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depósito conta ABRACEH: BANCO DO BRASIL: agência 1251-3 c/c 24.611-5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envie um e-mail para info@abraceh.org.br e abraceh@urbi.com.br  dizendo que fez a sua inscrição. Anexe cópia do comprovante de pagamento escaneado ou envie-o pelo endereço terrestre da ABRACEH: Caixa postal 106.075, Niterói, RJ CEP 24.230-970.&lt;br /&gt;Guarde o seu comprovante de depósito e apresente-o no dia do evento, para evitar qualquer dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na própria Rua Gal. Couto de Magalhães existem hotéis que poderão servir aos participantes (tais despesas serão por conta de cada participante). Os que tiverem dificuldades de arcar com o custo de hospedagens podemos disponibilizar algumas vagas, para se acamparem,  gratuitamente, na Missão CENA,  mas somente para os primeiros que se inscreverem, até esgotarem-se as vagas, que são limitadas. Inscreva-se logo! Não perca esta oportunidade!&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;Estarão presentes os seguintes preletores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Dr. Paulo Fernando Melo da Costa (DF) - advogado, assessor parlamentar, um dos líderes do movimento pró-vida família (www.paulofernando.com.br / www.providafamília.org.br ),  compõe a administração da ABRACEH;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Claudemiro Soares (DF) – administrador, especialista em políticas públicas, escritor do livro “Homossexualidade Masculina – escolha ou destino?” – este livro trata da atração pelo mesmo sexo e as abordagens terapêuticas para a mudança de orientação sexual – o próprio Claudemiro deixou a homossexualidade e desenvolveu a heterossexualidade – é casado e tem uma filha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Rosemary Jeremias (RJ) – Professora do Seminário Teológico Batista de Niterói, líder da Missão Grupo de Amigos, fundada nos anos 80, no Rio de Janeiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Zé’ev Hashalom (SP), Professor Universitário, Filósofo e Escritor, denominado: O Cavaleiro da Subjetividade II e A Serviço das Manifestações Anti-Estéticas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) João Luis Vieira (RJ) -  Técnico especializado em  prevenção pelo SENAD, USP, UNSC e trabalha na Clínica Aldeia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Valéria Lemonache (SP), psicóloga e conselheira da Igreja Bola de Neve; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Missionários das Missões CENA (SP), JEAME (SP), Grupo de Amigos (RJ), e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Os participantes das reuniões e eventos da ABRACEH, assinam lista de presença declarando que concordam com  as normas da ABRACEH, assim como preenchem a ficha de adesão na categoria de apoiador (simpatizante), além de uma declaração de que está comparecendo aos nossos Encontros, voluntariamente. A participação é restrita a pessoas que tenham no mínimo de 18 anos, portanto, leve a sua identidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ NOTÍCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)  O futuro da  ABRACEH, o que fizemos  em dezembro e  janeiro e o que faremos em  fevereiro + site da ABRACEH:&lt;br /&gt;URGE a necessidade de estarmos no Distrito Federal em 2009, para ficarmos mais perto do poder público brasileiro e termos um ministério de apoio na região, mantendo os já existentes em São Paulo e no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proximidade dos Deputados, Senadores e Presidente da República, é fundamental para a efetivação da garantia dos nossos direitos. 2009 promete ser um ano de grandes lutas para a igreja brasileira, movimento de apoio ao ser humano e à família, para o povo de Deus, devido às políticas pró-homossexualismo, pró-aborto, pró-cultura da morte impostas ao povo brasileiro. A vitória depende das nossas orações e se você não pode estar em Brasília, a sua contribuição será fundamental tanto para a ABRACEH quanto para a sua presidente Rozangela Justino que se dispõe a estar no DF!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você percebe esta necessidade, participe desta missão apoiando a presidente da ABRACEH. As suas constantes ofertas, serão um dos sinais para que este propósito se concretize.  Depósitos: Itaú, ag 0720, c/c 34.527-1 ou Caixa Econômica Federal c/p 0175 013 00425559-8&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Também necessitamos ampliar o trabalho de apoio em todo o Brasil: da Amazônia ao Rio Grande do Sul  há solicitações para o apoio da ABRACEH. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oremos para que as nossas ações estejam em sintonia com a vontade de Deus e que somente a Sua vontade seja feita. Contamos com as preciosas bênçãos do Senhor JESUS para nós todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEZEMBRO e JANEIRO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro dedicamos grande parte do nosso tempo à resposta dos milhares de e-mail em nossa caixa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3 de janeiro, comemoramos o nosso 5º ano de vida, juntamente com a Pra. Ruth, fundadora da ABRACEH, na Igreja Batista Lírio do Vale. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro, também nos reunimos com uma das parceiras da ABRACEH, a Comunidade S8. Com a Diretora Elen Fontes tratamos da situação em que se encontra o bairro de Marambaia, onde fica a sede da S8. Marambaia, pertence ao Município de  São Gonçalo, totalmente abandonado pelo poder público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ABRACEH que se preocupa também com a violência estrutural (promovida pelo próprio Estado) reivindicou à Prefeita e aos Vereadores de São Gonçalo a providência da água, esgoto, coleta de lixo, melhora dos transporte coletivo, passarelas, etc para a população local. Enviamos um e-mail para o Deputado  Federal Neilton Mulin pedindo a sua intervenção quanto ao transporte coletivo e aguardamos a resposta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vereadora Isa, imediatamente, tomou a iniciativa de ir à Comunidade fazer uma abaixo-assinado para reivindicar o redutor de velocidade em frente ao Supermercado Jovany. Local de grande movimentação onde atravessam milhares de crianças advindas da Escola S8 e da própria prefeitura e de outras escolas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver se os Vereadores e Prefeitura se despertam para as necessidades desta população. A ABRACEH fez a sua parte, dando o pontapé inicial e o povo deverá estar mais próximo dos vereadores e prefeitura, para que cumpram com os seus compromissos para com o povo. Estamos pensando em intervir junto aos Deputados Estaduais, Federais e Senadores do Estado do Rio de Janeiro, para que estas Violências contra o Povo de São Gonçalo deixem de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos que a partir da violência do Estado, o povo fica vulnerável a várias outras, tais como violências físicas, psicológicas, sexuais, ..., especialmente contra a criança e o adolescentes, pessoas em processo de desenvolvimento em situação constante de risco social/familiar em São Gonçalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação de Marambaia só não está pior, devido às várias igrejas evangélicas e missões presentes na região, onde o povo sofrido tem a sua esperança voltada para o Senhor Jesus. Em Marambaia há um povo que adora o Deus Vivo! No entanto, ainda ocorrem muitos roubos, assaltos, homicídios, drogas e violências sexuais na região e urge  o evangelismo  constante para que mais vidas sejam transformadas! Sabemos que o Estado precisa fazer a sua parte para que não seja o maior autor e/ou co-autor de tamanha violência contra este povo sofrido cuja esperança é colocada somente no Senhor JESUS, por parte dos que já O aceitaram como Senhor e Salvador de suas vidas e se preparam para herdar o Reino de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FEVEREIRO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro, a ABRACEH estará nas Jornadas Evangélicas em Defesa da Vida e da Família coordenadas pelo FENASP - Forum Evangélico de Ação Social e Política, em Recife-PE e João Pessoa-PE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também estaremos com um stand no XI Encontro da VINACC e conversaremos com  3 pessoas que deixaram a homossexualidade. Rozangela Justino também estará participando de um painel sobre Políticas Públicas e Estratégias da Nova Ordem Mundial para o Controle de População, discursando sobre o tema: A MULHER, O ABORTO e o CONTROLE DE POPULAÇÃO. Recebemos a doação de 200 fetos de gesso + folhetos + DVDs sobre o aborto para levarmos para Campina Grande.  Que Deus abençoe ricamente a estes irmãos que já fizeram algumas doações no ano passado, para o X ENCONTRO DA VINACC, mas preferem o anonimato! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaremos em São Paulo, no dia 14 de fevereiro, das 14 às 18 horas, na Missão CENA para reiniciarmos o trabalho de apoio nesta cidade. Estamos com saudades do povo de São Paulo, onde em abril realizaremos o nosso III ENCONTRO! Se você ainda não reservou a sua vaga no III ENCONTRO DA ABRACEH faça-o já! Não perca esta oportunidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite sempre o site da ABRACEH:  www.abraceh.org.br  , pois estamos procurando atualizar as notícias e também postando as mensagens no blog da ABRACEH: HTTP://abraceh.blogspot.com , pois ainda não temos recursos para manter as mensagens antigas no site, por ainda dependermos de trabalho voluntário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invista neste ministério! Seja um apoiador contribuinte:  Depósito conta ABRACEH: BANCO DO BRASIL: agência 1251-3 c/c 24.611-5&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;2) MEGA EVENTO NO FERIADO DO CARNAVAL:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe juntamente com a sua família do maior evento cristão brasileiro, em toda a América Latina,  neste feriado de Carnaval e gratuito! Somente passagem, hospedagem e alimentação será por conta de cada participante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestras, debates, louvores, para toda a família, incluindo crianças e adolescentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do dia 18  a 24 de fevereiro  o Encontro terá mais de trinta palestrantes, entre pregadores, pesquisadores e professores, de renome nacional e internacional, que participarão de seminários, palestras, workshops e painel – num total de cerca de 90 participações. Também serão realizados 19 eventos paralelos com temas voltados para: família, juventude, louvor, intercessão, teologia, a filosofia, cidadania, missiologia, sexualidade, ética, liderança e a defesa da fé cristã, além da Ação Social e Cidadania com Cristo, que oferecerá atendimentos gratuitos à comunidade carente da cidade.&lt;br /&gt;Os encontros da VINACC  proporcionam uma reflexão social, filosófica, bíblica e teológica sobre as grandes questões que desafiam a humanidade neste terceiro milênio, numa perspectiva de exaltar a pessoa de Jesus Cristo, edificar a Igreja, defender a Fé cristã e promover a proclamação do evangelho.&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;Maiores detalhes:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.conscienciacrista.org.br&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Clamamos  a todos que possam estar orando ao Deus Todo Poderoso, para que esteja suprindo todas as necessidades do evento!&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Nos encontraremos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) OBAMA PROMOVE A CULTURA DA MORTE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para facilitar o domínio dos EUA sob os demais países , Obama mostra a sua fome e sede de poder político e econômico ... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama financia grupos pró-aborto no mundo!&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o povo pode mudar. Reflexões sobre o abortamento.&lt;br /&gt;Por Carlos Grand [cgrand@ajato.com.br]&lt;br /&gt;Enviado para “O Globo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, a Suprema Corte americana, no caso DRED SCOTT x SANDFORD, em *1857*, defendeu a escravidão e o direito de matar o escravo negro, à luz dos seguintes argumentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) o negro não é uma pessoa humana e pertence ao seu dono;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) não é pessoa perante a lei, mesmo que seja tido por ser humano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) só adquire personalidade perante a lei ao nascer, não havendo qualquer preocupação com sua vida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) quem julgar a escravidão um mal não tenha escravos, mas não deve impor essa maneira de pensar aos outros, pois a escravidão é legal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) o homem tem o direito de fazer o que quiser com o que lhe pertence, inclusive como o escravo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) a escravidão é melhor, do que deixar o negro enfrentar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em *1973*, portanto 116 anos após a sentença citada anteriormente, no caso ROE &amp; WAE, os argumentos utilizados naquele país para a realização do abortamento, foram os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) o nascituro não é pessoa, e pertence à sua mãe;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) não é pessoa perante a lei, mesmo que seja tido por ser humano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) só adquire personalidade ao nascer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) quem julgar o aborto mau, não o faça, mas não deve impor essa maneira de pensar aos outros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) toda mulher tem o direito de fazer o que quiser como seu corpo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) é melhor o aborto do que deixar uma criança mal formada enfrentar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 24 de janeiro de 2009, 152 anos depois, o da pena de morte do escravo, no caso Dred Scott, os jornais publicam uma decisão do presidente americano recém eleito Barak Obama, anulando uma decisão anterior que proibia o uso de recursos para subvencionar grupos que pratiquem ou ajudem a prática do abortamento. Justifica Obama tal decisão, baseado em princípio que levou a Suprema Corte daquele país a abolir leis antiaborto em 1973 como no caso ROE &amp; WAE, citado anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenhamos toda simpatia pelo novo presidente, lamentamos tal decisão com espanto e horror pois impressiona a semelhança dos fundamentos usados pela Suprema Corte estadunidense para decidir os casos citados. Como serão interpretados os julgados sobre aborto daqui a um século?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos de opinião que a audácia da esperança invocada na brilhante campanha do novo presidente deva ser manifesta com audácia de realizar imediatas mudanças na mais alta corte americana. Sim, o povo pode mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Grand&lt;br /&gt;por uma cidadania ativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) BOICOTE À REDE GLOBO:&lt;br /&gt;"… porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles …" Os. 14:9 &lt;br /&gt;Por Shakti, divulgado pelo Dr. Jairo Rocha.  &lt;br /&gt;        Ainda me recordo quando estava no Brasil me preparando para ir à Índia a quantidade de livros e artigos na internet que tive de estudar para não ser tão ignorante da vasta cultura que teria de enfrentar pela frente. Percebi que por onde ia, dificilmente encontrava alguém que pudesse me adicionar algum conhecimento prático do que realmente é a Índia. E ainda hoje para a maioria de nós brasileiros este sub-continente é um mistério cercado de lendas e mitos. &lt;br /&gt;Quando cheguei a Índia, verifiquei que todo meu conhecimento vindo dos livros e horas na frente de um computador pouco me ajudaram. E hoje depois de quase 4 anos neste país continuo um aprendiz, e cada vez mais me convenço que poderei viver aqui por décadas e não compreenderei toda esta diversidade que me cerca..  &lt;br /&gt;Nos últimos meses tenho recebido e-mails e até mesmo ligações de pessoas de várias partes do Brasil empolgadas me contando da novela que a globo lançará com uma estória baseada na Índia, com o título "Caminhos da Índia". Comecei investigar qual seria a trama da novela e quais seriam os pontos de exploração usados.  &lt;br /&gt;Não para minha surpresa descobri que será uma novela totalmente voltada para a divulgação do hinduísmo no Brasil. Para quem não sabe, grande parte da população da Índia é hindu. O hinduísmo é uma religião politeísta com seus mais de 33 milhões de deuses, que são adorados das mais diversas maneiras.  &lt;br /&gt;Quando o telespectador brasileiro ligar sua televisão para ver essa novela, estará abrindo as portas de seu lar, sua mente e coração para receber toda a influência do culto e adoração dado a estes deuses e seus mantras, rituais, sacrifícios e oferendas.  &lt;br /&gt;Obviamente não posso escrever esta carta de uma maneira convincente a todos os telespectadores brasileiros, pois cada um acredita no que quer e ver e recebe o que bem entende.  &lt;br /&gt;Mas de uma forma bem específica posso alertar que nós os cristãos comprometidos podemos facilmente fazer com que essa novela seja um fracasso. O que não seria fazer passeatas, abaixo assinado, greve de fome, etc... Isso sinceramente não resolve nada. A forma mais simples e eficaz seria primeiramente e principalmente sermos sinceros e sensatos e não assistirmos essa novela. Não conectarmos nossos televisores a este canal no momento em que estiver no ar este proselitismo explícito da religião hindu em nossos lares. Não podemos compactuar com esta maldição que está prestes a invadir nossas casas.  &lt;br /&gt;Não é hora de sermos hipócritas! Os evangélicos brasileiros são noveleiros SIM!!! Fiz questão de não trazer estatísticas para provar o que estou falando. No fundo sabemos que o povo evangélico é um dos grandes responsáveis pelo sucesso que as novelas "globais" e não "globais" fazem no país. Por que nós somos um dos principais consumidores desse lixo que é vendido em nossos televisores 6 vezes por semana.  &lt;br /&gt;Somos mais de 35 milhões de evangélicos no país, se contarmos que somente 10% deste número seja noveleiro ( o que acredito ser muito mais) e aderirem ao boicote, serão mais de 3 milhões e 500 mil pessoas que não assistirão esta novela e farão que ela seja um fiasco de audiência. &lt;br /&gt;Conclamo vocês meus irmãos a não compactuarem com isso. Não sejam responsáveis por tamanho mal a nossa nação, não seja um patrocinador da obra de satanás. Essa novela não pode trazer nenhum benefício para sua vida, pelo contrário estará contaminando o ambiente familiar de sua casa com mensagens demoníacas e tão pouco servirá como uma fonte de conhecimento de outra cultura. Não veja essa novela, faça que ela seja um fracasso e saia do ar. Nós temos a força, só basta fazermos nossa parte. &lt;br /&gt;Repasse para todos os seus contatos cristãos. Unidos podemos.  &lt;br /&gt;Que o Senhor os dê graça e sabedoria.  &lt;br /&gt;Shakti.  &lt;br /&gt;"Assim diz o senhor...: eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há deus”. (Isaías 44:6)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-2150219388489337688?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/2150219388489337688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=2150219388489337688' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/2150219388489337688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/2150219388489337688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/iii-encontro-da-abraceh-noticias-livro.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-1847637796869593499</id><published>2009-01-30T02:33:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T02:34:34.503-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>HOLANDA - Update Narth - Associação Americana de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NARTH Update January 15, 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias da Holanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Discreto subsídio do Estado:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma primeiro e relutante sinal do reconhecimento oficial holandês da mudança de orientação &lt;br /&gt;Organizações protestantes ajudam pessoas com problemas homossexuais &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gerard J.M. van den Aardweg, Ph.D.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma andorinha só não faz verão. Porém, os subsídios recentemente concedidos a duas organizações protestantes de aconselhamento a homossexuais, que não se baseiam na aceitação do estilo de vida homossexual, e que de alguma forma mostram a possibilidade da mudança, por Ronald Plasterk, (socialista) Ministro Holandês da Educação, Cultura e Ciência,  pode ser vista como a primeira andorinha a ter reconhecimento. A decisão de distribuir um total de  50.000 euros a um grupo evangélico ("Onze Weg", " Nosso Caminho") e 85.000 para um grupo alemão reformado ("Anders", " Outro Modo") por três anos, parece um gesto relutante de reconhecimento oficial ao direito de existência de organizações que não compartilham a ideologia gay. Apesar de ser um pequeno gesto, essa decisão é, contudo, um fato positivo, em vista da realidade de a doutrina gay emancipatória usufruir de um quase monopólio no governo holandês, na avassaladora maioria dos partidos políticos, na mídia e nas comunidades eclesiásticas por pelo menos 20 anos, além dos subsídios federais e municipais irem abundantemente em mão única, para o grupo ativista gay COC. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas a sua significância não pode ser exagerada, pois a razão principal do subsídio é um compromisso político, uma concessão ao pequeno partido União Cristã (UC) por participar na coalisão dominante. Assim, é incerto o que acontecerá em uma coalisão futura sem o UC. De todo modo, o singelo subsídio não pode ser visto como uma mudança substancial de curso na política oficial quanto aos direitos dos homossexuais e ao 'casamento gay', tendendo a uma implementação menos rígida, mais liberal, do apoio governamental à doutrina gay, e isso é vantagem. O Ministro da Educação com certeza endossa o princípio da igualdade de direitos segundo a interpretação do movimento gay. Para mostrar sua ortodoxia política, ele participou expansivamente da 'parada gay' em Amsterdam, passeando pelos canais na companhia do também mente aberta Prefeito da cidade, Jacob Cohen, em um dos barcos cheio de gays exibicionistas e 'divertidos'. Uma manifestação pueril, que não melhora a imagem pública dessas autoridades participantes, e que aumenta o número de pessoas comuns que desdenham disso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outro lado, Mr. Plasterk não parece insensível aos argumentos dos que pleiteam o direito dos cristãos com atração pelo mesmo sexo de sair das relações homossexuais e entrar por um caminho de mudança, e de serem aconselhados de acordo com a suas escolhas. Ele pareceu benevolente com os representantes dos grupos subsidiados que deixaram a homossexualidade e talvez um pouco surpreso por ouvir, pela primeira vez em sua vida, um deles contar sua história pessoal de profunda mudança; pois, em geral, relatos de mudança são descartados de antemão porque prevalece a máxima 'nasci deste jeito', assim, a falta de conhecimento é a regra. De qualquer jeito, o Ministro tem algumas reservas com relação às atitudes hegemônicas do alardeado grupo ativista COC, que age como se pudesse ditar a infalível doutrina homossexual e falar para todas as pessoas com inclinação pelo mesmo sexo ( Não estimulou a modéstia deles receberam o título de 'real', a poucas décadas atrás). Com certeza, os subsídios de Plasterk deixaram o COC muito aborrecido, mas o ministro argumenta que seu objetivo é precisamente promover a emancipação homossexual dentro do protestantismo ortodoxo (homofóbico), e que essas organizações fazem um trabalho muito útil no 'debate' da homossexualidade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma observação política, mas que não é de todo infundada. Na proporção que, de um lado, a homossexualidade tem se tornado um assunto mais aberto nos círculos protestantes, por outro lado as experiências com ministérios cristãos não preenchem as expectativas otimistas do princípio de grandes porcentagens de 'curas' - mudança, mudança radical, ocorre, mas em muitos casos é relativa. A desconfiança geral quanto aos ministérios dirigidos à mudança cresceram juntamente com a tolerância por parcerias homossexuais 'legítimas'. Isso acontece com certeza porque a mentalidade entre os jovens teólogos ortodoxos Calvinistas a esse respeito mudou consideravelmente, o que se reflete nos vários ministérios individuais (Diferenças do tipo: nas palavras de um pastor Calvinista pelos anos de 1800:" A Holanda tem tantas seitas quanto tem mosquitos nas noites de verão). O comportamento homossexual certamente não é encorajado, mas,  por muito ser deixado para a 'consciência' do indivíduo ou para a sua relação subjetiva com Deus, isso nem sempre leva a uma rejeição do relacionamento homossexual, deixado somente aos esforços consistentes de alcançar a mudança mais favorável. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Finalmente, os subsídios são (livremente) condicionados à natureza não-terapêutica das atividades das organizações beneficiadas. De fato, nenhuma delas se apresentou como grupo terapêutico; uma até expressou pouca credibilidade nas possibilidades terapêuticas. Nem o grupo pioneiro fundado há 25 anos por Johan van der Sluis (nascido em 38), tendo ele mesmo superado a atração pelo mesmo sexo nos anos 70 e até hoje dando um testemunho consistente sobre ela. O grupo não conduz terapias, mas propaga a imoralidade do comportamento homossexual ,enquanto encoraja tentativas de resistir e argumentar essas grandes melhoras e afirmar que em um número de casos a mudança profunda é possível. Eles respaldam grupos de apoio e divulgam informações (livros, sites) com os assuntos acima.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim como para o COC, os seus dias de glória passaram. O ativismo gay holandês agora tem tudo o que queria: direitos legais, até super direitos de compensação por prováveis discriminações no passado e um tipo de condição de vítima privilegiada. Então, eles não têm mais exigências? Claro que têm, mas suas lamentações sobre discriminação começam a soar mais maquinadas e alienadas. No momento, por exemplo, dezembro, o COC quer promover a intalação de presépios de Natal com duas 'Maria' ou dois 'Josés', pois o tradicional Maria e José seria muito doloroso para casais gay. A imagem das organizaçõs oficiais gays também sofrem escândalos financeiros: fraude cometida pelo lider dos Jogos gays, dois anos atrás, e agora o COC tem que vender seu escritório central em Amsterdam por causa de mal gerenciamento financeiro ( o COC tem centros em praticamente todas as cidades holandesas). Acrescente-se a isso que o crescimento rápido da população muçulmana na Holanda, especialmente nas grandes cidades, é fortemente anti-gay, tanto os mais velhos quanto os mais jovens; é uma questão de tempo para que isso tenha seus efeitos políticos. A situação na Holanda progressiva é mais ou menos assim: a ideologia do ativismo gay é solidamente enraizada no governo e na mídia, mas se olharmos um pouco abaixo da superfície, há rachaduras na terra.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.narth.com&lt;br /&gt;1-866-364-4744 (toll-free)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-1847637796869593499?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/1847637796869593499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=1847637796869593499' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1847637796869593499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1847637796869593499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/holanda-update-narth-associacao.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-2851568558461904569</id><published>2009-01-30T02:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T02:33:20.336-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tráfico de órgãos é uma realidade comprovada no Brasil e no exterior&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;27/01/2009 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Revista Newsweek de 19 de janeiro corrente, reproduzida após estes comentários, traz mais uma reportagem sobre tráfico de órgãos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Poucas pessoas sabem destes fatos porque a mídia brasileira recusou-se a divulgá-los para não comprometer os interesses dos lucros que gravitam em torno do sistema transplantador no Brasil: no ano de 2004, houve a realização de uma CPI do Tráfico de Órgãos que comprovou a existência deste tráfico dentro de hospitais brasileiros, retirando por completo o rótulo de “lenda urbana” sobre este assunto. Mais: esta CPI, com a qual colaboramos, não constatou apenas a venda de um dos órgãos vitais duplos de pessoas que continuavam vivendo, mas o homicídio de crianças e jovens para a retirada de todos os seus órgãos.  No decorrer destes acontecimentos, inclusive, o administrador de um hospital em Minas Gerais onde havia caso de tráfico conseguiu praticar “suicídio” com dois tiros na cabeça.  A versão do suicídio com dois tiros foi aceita pelas autoridades e a razão pela qual ele morreu não foi investigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi constatado que o Brasil está entre os cinco países onde há maior incidência do tráfico de órgãos, junto com países como China e India.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dados já eram denunciados pela antropóloga Nancy Scheper-Hughes da ONG http://sunsite.berkeley.edu/biotech/organswatch/&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No espaço http://biodireitomedicina.wordpress.com/ disponibilizaremos todas as atas desta CPI.  Na coluna à direita daquele site pode ser consultada a categoria de links em “Tráfico de Órgãos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Resolução 1752/2004 do CFM [1], quando “autorizou” os médicos a retirarem os órgãos dos anencéfalos para transplantes, procurou “oficializar” esta prática em um universo de pessoas (anencéfalas) altamente vulneráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Resolução do CFM tem um conteúdo homicida, pois causar a morte do anencéfalo encontra tipificação no artigo 121 do Código Penal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da reportagem da Revista Newsweek de 19 de jan. colocamos links relacionados com este assunto [2].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1]  &lt;br /&gt;http://biodireitomedicina.wordpress.com/2008/12/29/anencefalia-morte-encefalica-e-o-conselho-federal-de-medicina/&lt;br /&gt;[2] http://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/ Celso Galli Coimbra &lt;br /&gt;- OABRS 11352Link para esta página e para a reportagem da &lt;br /&gt;Revista Newsweek:http://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/27/trafico-de-org…vada-no-brasiltrafico-de-orgaos-e-uma-realidade-comprovada-no-brasil/__._,_.___ .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-2851568558461904569?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/2851568558461904569/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=2851568558461904569' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/2851568558461904569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/2851568558461904569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/trafico-de-orgaos-e-uma-realidade.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-3892289174068711547</id><published>2009-01-30T02:25:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T02:31:38.941-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ABORTO NO PARAÍSO TERRESTRE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ogeni Luiz Dal Cin*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduzido o ser humano a “produtor” e “consumidor”, segundo as exigências do “sistema econômico-financeiro”, a produção representa o princípio da realidade e o consumo, o princípio do prazer. Todo o bem consiste em não perder de vista que viver é produzir e consumir, podendo, esse binômio, ser traduzido juridicamente em deveres (e obrigações) e direitos. Assim, a única e verdadeira crise é a crise de ordem econômico-financeira, a crise ontológica por excelência, pois as demais, apenas epifenomênicas, atingem somente valores que são meros sentimentos subjetivos, de ordem cultural ou religiosa, pouco importando na efetiva conquista do bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto existencial, perde o sentido maior a discussão a respeito do valor da vida humana como bem ontológico de todos. Com efeito, o sistema internacional, acima do bem e do mal, controla o planeta Terra com a finalidade de propiciar o máximo de produção e de consumo. Ele é o senhor que financia os meios e impõe limitações ao direito de existir de certos seres humanos, sob o sofisma de que é para o bem de todos. Por isso, tem o direito de controlar, livremente e sem constrangimento, o consumo de todos os seres humanos, estabelecendo os que devem ser descartados, antes ou depois de nascer. Nada nem nunca houve algo de tão típico da chamada “consciência burguesa”, hoje também uma das mais altas bandeiras das esquerdas, “filhotas” do marxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “abortistas” têm verdadeira ojeriza ao livro da Bíblia, principalmente à concepção de Deus pessoal, Deus da vida, e pela transcendência do paraíso prometido a todos enquanto conquistado na efetiva ação histórica concreta de promoção de toda vida humana.  Em nome do empenho de conquistar o paraíso terrestre, sinônimo da felicidade individual e coletiva, fechado exclusivamente no tempo e só para o tempo, os “abortistas” seguem, pregam e impõem a “religião atéia” dos que comandam o “Sistema da Terra”. Apresentam, por isso, como inevitável e normal a doutrina que autoriza a matar os nascituros indesejados, podendo, contudo, chegar aos nascidos improdutivos. Tudo como exigência inquestionável da “Mãe-Terra” que condiciona, assim, a entrada na habitação do paraíso terrestre, sem culpa, sem dor, sem miséria, manifestando o grande poder representado pelos senhores da morte, quer no Brasil, quer no exterior. Esta, a nova consciência humana a ser pregada e difundida pelos “abortistas”. Mesmo não sendo explícita, no início, a ordem é a de cortar qualquer ligação com Deus transcendente, com a consciência moral natural que daí decorre, para relativizar todos os valores fundamentais insertos na ordem jurídica. É que o direito à vida, em última instância, acabará, logicamente, a se reduzir, para os “abortistas”, a uma questão meramente religiosa, isto é, de uma religião de teísmo transcendente, já que a defesa última dos que propugnam pelo aborto, a rigor, também é religiosa em seus pressupostos ontológicos e em sua pregação salvífica. Esta a maior irracionalidade da pretensa racionalidade dos “abortistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aborto é um sofisma. Não é o direito à vida inerente ao valor do ser humano. Para os “abortistas”, o direito à vida, fora do binômio produtor/consumidor – que por si é garantia de vida -, reduz-se às ligações afetivas entre as pessoas, donde nasce a dor da perda, a única que subjetivamente importa. Assim, o nascituro ainda não é conhecido para possibilitar ligações afetivas mais completas e complexas, tornando menos aguda a sua destruição e destinação para o lixo. A mãe, aconselhada e induzida a matar seu filho nascituro por agentes especializados, e que, com isso, decide pelo abortamento, não verá nada. E, no entanto, ainda que este não deixe vestígio algum de que existia de fato, que era alguém, um ser humano, esta mãe dificilmente conseguirá livrar-se da culpa. Se o nascituro sofre ao ser assassinado, pouco importa, pois ninguém vê sua dor e seu instinto de viver, porque tudo é feito por um profissional da morte a serviço do sistema envolvente – e as ligações afetivas ainda não são tão profundas e amplas. Além disso, outros profissionais da morte se encarregam da limpeza psicológica na mãe e familiares. Tudo no mais absoluto silêncio, na maquinação sigilosa entre quatro paredes, bem longe da mídia. E o Governo brasileiro, como já se manifestou favorável ao direito de matar crianças não nascidas, não só endossa esse modelo de sociedade, mas promete recursos financeiros necessários para as mães executarem seus filhos nascituros, mesmo não existindo, atualmente, verbas para atender a um padrão mínimo da saúde. Espera apenas a autorização legislativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso porque o direito à vida não é mais um direito do ser, mas é apenas o conjunto das ligações afetivas do ser com a mãe, com seus familiares e seus amigos. Um bom apagador, químico ou psíquico, das ligações afetivas resolve o problema da vida e da morte, viabilizando definitivamente o paraíso terrestre movido pelo impulso do Sistema da Produção e do Consumo, não mais existindo, então, pobres, culpa, dor, angústia, pois nem Deus será mais necessário. E, finalmente, ninguém mais ousará discutir a necessidade da prática do aborto, pois tudo estará sob os olhares bondosos do Estado provedor da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; * Ogeni Dal Cin é advogado e filósofo, Membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autorizada ampla divulgação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-3892289174068711547?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/3892289174068711547/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=3892289174068711547' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/3892289174068711547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/3892289174068711547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/aborto-no-paraiso-terrestre-ogeni-luiz.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-1539855378113303398</id><published>2009-01-21T08:54:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T08:56:32.331-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CHINA LIBERA MÃE GRÁVIDA - PROTESTO INTERNACIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezado Amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem ao presidente eleito Obama: Não restitua o financiamento ao Fundo de População da Nações Unidas. A Agência de Controle Populacional das Nações Unidas esteve cruzada de braços enquanto a uma jovem mãe na China a queriam fazer abortar contra sua vontade. É o cúmulo que UNFPA esteja divulgando que está orientando ao governo chinês para um “programa centrado no cliente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steven W. Mosher&lt;br /&gt;Presidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steven MosherUma jovem mãe grávida de seu terceiro menino foi liberada depois de escapar por pouco a um aborto forçado das mãos de autoridades chinesas, tal como o informou a Rádio Free Ásia - RFA (Radio Ásia Livre).  Arzigul Tursun, grávida de 6 meses, tinha sido programada para o dia de hoje para receber uma injeção letal que teria provocado a morte de seu menino por nascer, segundo o Projeto de Direitos humanos de Uyghuyr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem, lhe permitiu retornar a seu lar ilesa, ao menos por agora, já que o caso atraiu a atenção internacional e a indignação geral. Em uma entrevista com a RFA, Tursun disse, “Estou bem e agora me encontro em meu lar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem mãe, que é membro de uma minoria turca chamada os Uyghurs, tinha sido programada para um aborto porque as autoridades lhe haviam dito que ela tinha violado as políticas de controle populacional da China, concebendo ao terceiro menino.  Às  mulheres das minorias na China, geralmente, se lhes permite ter dois meninos antes de ser esterilizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indulto de último minuto fez que Tursun, pela terceira vez, tenha salvado a vida de seu menino com as justas.  As duas vezes anteriores, tinha sido capturada pela polícia de controle populacional da China e enviada ao hospital sob custódia. Essas duas vezes tinha conseguido se virar para escapar e recuperar sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu marido narrou a RFA que a última vez que ela fugiu, os oficiais locais tinham ameaçado confiscar a sua casa, colheitas e campos se ele não lhes revelava a localização de sua esposa. É prática usual da polícia de controle populacional da China destruir lares e confiscar propriedades daqueles que se recusam a cumprir suas ordens de realizar abortos. Pouco tempo depois, a polícia localizou a Tursun no lar de um parente onde se escondeu e imediatamente a detiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os que publicamente condenaram as ações do governo chinês e exigiram a liberdade de Tursun, estiveram os congressistas dos Estados Unidos, Chris Smith e Joe Pitts. Smith remarcou, “Na verdade, o governo chinês obrigará a abortar um menino em seu terceiro trimestre, apesar de que os esforços  desesperados da mãe por salvá-lo-se converteram em uma notícia mundial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fundo populacional das Nações Unidas que esteve apoiando ativamente a política de um só menino na China por muitos anos, esteve notoriamente silente. Apesar das contínuas perseguições a muitas mulheres, como Arzigul Tursun, UNFPA continua apoiando à agência chinesa que está a cargo de fazer cumprir esta política opressiva de limitar a natalidade.  O que é pior, os contribuintes dos Estados Unidos sob o mandato do presidente eleito Obama, muito em breve poderiam voltar a financiar a UNFPA sem que exista nenhuma mudança em seu comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, o governo norte-americano negou recursos à agência das Nações Unidas por ser cúmplice no programa de controle populacional forçado da China. Uma investigação do Population Research Institute de 2001 na China registrou que os abortos forçados, esterilizações forçadas e outros abusos estavam acontecendo nesse país com o conhecimento prévio e consentimento implícito de UNFPA. Como resultado, a agência das Nações Unidas perdeu ao redor de US$ 240 milhões. Durante esses anos, o presidente Bush apelou anualmente à Emenda Kemp-Kasten pois esta nega o financiamento a qualquer organização que apóie ou participe de programas que realizem abortos forçados ou esterilizações involuntárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última resolução do Departamento de Estado que determinou que UNFPA não está apta para receber financiamento devido à Emenda Kemp-Karsten que foi emitida em Junho de 2008. Apesar disso e segundo a congressista Carolyn Maloney (D-NY), o presidente eleito Barack Obama tem a intenção de canalizar milhões de dólares para  UNFPA, sem lhe importar a colaboração com o programa de controle populacional chinês. De fato, durante a campanha eleitoral do atual presidente eleito Obama prometeu restituir o financiamento federal a UNFPA e este compromisso também está  contido na plataforma do Partido Democrata de 2008.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;UNFPA nega que suas atividades na China apóiem as práticas de controle populacional forçado. Pelo contrário, declara que está “estruturada para demonstrar que a vontade livre e o consentimento informado são a chave para o êxito dos programas de planejamento familiar,” com o propósito de reduzir o número de gravidezes não planejadas e abortos. Também afirma que eliminou a coação em certos lugares da China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, isto não convenceria a Arzigul Tursun. UNFPA esteve operando na China desde 1979(!) e a brutalidade dos controladores da população a China continua a ritmo acelerado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quanto a Arzigul Tursun e seu menino não nascido, o governo chinês duvidou por agora. Mas não, estarão livres de represálias. Ainda se a Tursun lhe permite continuar com sua gravidez, existe o risco de que seu bebê seja assassinado com uma injeção letal ao momento de seu nascimento. Um fato  comum na China. Além disso, é virtualmente seguro que ela mesma será esterilizada nesse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Obama restituir o financiamento a UNFPA, sua administração estará financiando tragédias como estas de maneira cúmplice com dezenas de milhões de dólares dos contribuintes. Tanto o povo norte-americano como o chinês merecem algo melhor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Steven W. Mosher é o Presidente do Population Research Institute e o autor do Population Controle: Real Costs and Illusory Benefits &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.&lt;br /&gt;(c) 2007 Population Research Institute.&lt;br /&gt;Permissão para reprodução concedida. Redistribuição de forma estendida. Os créditos são necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inscrever-se na versão em português do Boletim Semanal envie um email para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boletin@lapop.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que foi escrito aqui deve ser interpretado como uma tentativa de ajudar ou dificultar a aprovação de projetos de lei no Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Population Research Institute dedica-se a acabar com os abusos contra os direitos humanos cometidos em nome do planejamento familiar e acabar com os contrários paradigmas sociais e econômicos derivados da mentira da "superpopulação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América Latina pode-se entrar em contato com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Polo Samaniego&lt;br /&gt;Diretor do Escritório para a América Latina&lt;br /&gt;E-mail: carlospolo@lapop.org&lt;br /&gt;Telefone: (511) 719-6147&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Copyright 2006-2008 lapop.org. Todos los derechos reservados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-1539855378113303398?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/1539855378113303398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=1539855378113303398' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1539855378113303398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/1539855378113303398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/china-libera-me-grvida-protesto.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-3273502108915439169</id><published>2009-01-20T03:22:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T03:23:42.212-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Projeto - 19/01/2009  15h57&lt;br /&gt;Projeto determina perda de bens usados em exploração sexual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmara analisa o Projeto de Lei 4402/08, do Senado, que determina a perda de valores ou bens utilizados na exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a proposta, os valores serão revertidos em benefício do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do estado onde ocorrer o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90), que atualmente prevê a cassação da licença de funcionamento do estabelecimento utilizado na exploração ou prostituição de menores de idade, além de pena de reclusão de quatro a dez anos e multa para o infrator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuidade do crime&lt;br /&gt;O autor da proposta, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), condena o fato de o aliciador de crianças e adolescentes dispor de seus bens na prisão, caso seja preso, e fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manutenção do patrimônio, na avaliação do parlamentar, permite a continuidade do crime. "Flagrado, o criminoso escapa por alguma filigrana jurídica. De volta às ruas, recebe os automóveis, os imóveis e o dinheiro que havia auferido e continua a explorar a prostituição", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A reprovação à barbárie tem de alcançar o bolso dos criminosos. Ao observarem que os autores desse delito estão sendo pegos e ficando sem o patrimônio, os demais exploradores podem abandonar a prática e quem tiver a intenção de entrar para o crime se confrontará com a possibilidade da reprimenda econômica aliada aos efeitos penais", complementa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sequelas&lt;br /&gt;Segundo o senador, a reversão dos bens apreendidos em favor do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente permitirá custear em parte a reparação dos danos provocados à criança ou ao adolescente explorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demóstenes Torres lembra que as vítimas, mesmo após o fim da exploração, continuam a sofrer as sequelas do crime. "São também efeitos [da exploração] as doenças, notadamente as sexualmente transmissíveis, a gravidez e as violências comum e doméstica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, "não é exagero afirmar que a maioria [das vítimas] acaba viciada em drogas lícitas, como bebidas alcoólicas e cigarro, e ilícitas". O fundo, continua, auxiliará no tratamento desses males, que é caro e deve ser ininterrupto. Além disso, poderá ser empregado em campanhas contra a exploração sexual de menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tramitação&lt;br /&gt;O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Íntegra da proposta:&lt;br /&gt;- PL-4402/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias anteriores:&lt;br /&gt;Proposta amplia cerco à violência contra crianças&lt;br /&gt;Declaração pede pacto de combate à violência sexual contra criança&lt;br /&gt;Parlamentares querem mais rigor no combate à pedofilia na internet&lt;br /&gt;Lula sanciona em congresso lei aprovada na Câmara contra pedofilia&lt;br /&gt;Congresso Nacional enfrenta a pedofilia em diversas frentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem - Noéli Nobre&lt;br /&gt;Edição - Newton Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Câmara&lt;br /&gt;Tel. (61) 3216.1851/3216.1852&lt;br /&gt;Fax. (61) 3216.1856&lt;br /&gt;E-mail:agencia@camara.gov.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-3273502108915439169?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/3273502108915439169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=3273502108915439169' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/3273502108915439169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/3273502108915439169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/projeto-19012009-15h57-projeto.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-5944358942639238244</id><published>2009-01-19T10:20:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T10:21:11.280-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A CPI da Exploração Sexual Infanto-Juvenil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Carlos Bordalo &lt;br /&gt;Carlos Bordalo &lt;br /&gt;O crime de pedofilia é dos mais hediondos cometidos contra dignidade e a vida da pessoa. Ele interrompe o desenvolvimento humano e marca a vítima para sempre. Mesmo que condenado, o crime deixa a vítima acometida pelo roubo de sua personalidade em desenvolvimento e, consequentemente, condena à mesma sombra a vítima e o molestador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedofilia possui, também, a dimensão de crime contra a humanidade, na medida em que, simbolicamente, violenta a criança - arquétipo da gênese do ser-humano - aquilo pelo qual tiveram que ser os chefes de Estado, chanceleres, juízes, mega-milionários, médicos, antes de serem o que são. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais crentes, o nascimento de crianças representa a esperança divina na humanidade. Pois que a pedofilia é o atentado a essa esperança. Fruto podre dos escaninhos mais sombrios da psicologia individual, ela encontra sua versão de mercado na exploração sexual infanto-juvenil. Exploração, porque crianças e adolescentes não se prostituem voluntariamente. Há dois séculos, dois alemães disseram que o lado positivo do advento do capitalismo era justamente esse "efeito Midas" do capital, de converter tudo que toca em mercadoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase um século depois, um sábio russo constatou que a tomada do mundo pelo capitalismo significava não apenas a moderna produção, tecnologia informacional, liberdade artística e profissional, mas se imbricava, tornando mercadoria, também os aspectos mais atrasados das sociedades tornadas capitalistas, juntando progresso e atraso literalmente na "mesma moeda". Não é à toa que as redes de tráfico internacional de mulheres, de prostituição, de escravidão sexual apontam do Sul para o Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É disso que se trata o conteúdo das denúncias do bispo do Marajó, Luis Azcona. Na dimensão individual, somos apresentados a um tipo de gente que encontra realização sexual em meninas de 9, 12, 13, 14 anos. Uma escabrosidade. Na dimensão social, nos deparamos com médicos, autoridades públicas e empresários que enriquecem através deste "assassinato", lucrando com a sombra a que condenam essas crianças, portadores do dinheiro dos sombrios escaninhos da psicologia humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas com status social, bom nível de vida, acesso à educação formal. Pessoas que refletem o desenvolvimento desigual e combinado também da moral moderna que, infelizmente, mercantilizada, não forma apenas PHDs e prêmios Nobel pelo que possibilita em termos de desenvolvimento humano. Forma também, paradoxalmente, "doutores" que gostam de abusar de crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos obrigados a pensar em nossos filhos, netos, sobrinhos não apenas na perspectiva que gostaríamos, mas nesta que se impõe sobre essas meninas. Crianças traficadas, pagas com óleo diesel que abastecem balsas muitas vezes pilotadas por seus pais, pratos de comida. Crianças virgens leiloadas para abusadores que, além do crime que cometem, revelam o erotismo bizarro baseado na mais vil mentalidade que escalona mulheres por uma pele - o hímem - que remonta aos primórdios da evolução humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para investigar essas denúncias, após uma incansável luta que durou anos, a Assembléia Legislativa do Pará instalou a CPI da Exploração Infanto-Juvenil que, ironia do destino, está sendo pautada por outras denúncias que chegam à opinião pública através dos Conselhos Tutelares, Conselhos dos Direitos das Mulheres, Conselhos de Defesa da Criança e do Adolescente, envolvendo um deputado da Casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora a repulsa que dá ler as peças processuais, os grandes homens públicos - que jamais tomariam parte deste escárnio contra a vida de menores indefesos pela idade e pela pobreza produzida nas últimas décadas em que o Pará foi governado por agentes das elites que tornaram o Estado um escritório administrador de seus negócios  - precisam conciliar a indignação ante as acusações e a defesa do Estado Democrático, que deveria proteger a menor que denunciou o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses homens públicos já tomaram uma decisão: a de que não haverá acobertamento , rechaçando os ritos sumários que nos igualariam em tirania ao que corre em segredo de justiça, ainda que resguardada a presunção de inocência. Para defender com coerência as garantias constitucionais de todos os envolvidos, a Assembléia Legislativa precisa muito mais que a formalidade das sessões públicas da CPI. Precisa convocar a sociedade a participar, dizer o que sabe, o que viu, apresentar caminhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental que o conhecimento técnico somado à histórica militância na defesa da dignidade da pessoa humana, seja quem for esta, sirvam aos trabalhos da CPI. Que quem precise se defender que o faça de peito aberto perante os que delegam representação aos parlamentares: esta mesma sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, nosso mandato requereu que a Dra. Vera Tavares, ex-presidente da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos e ex-Secretária de Segurança Pública do Estado, assessore a CPI, que o bispo Azcona seja ouvido juntamente com o Deputado Luis Afonso Seffer, recentemente denunciado pelo Ministério Público por supostamente molestar uma criança de nove anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, estimularemos, a exemplo do Conselho Tutelar de Belém, que as entidades envolvidas com a temática peçam para acompanhar os trabalhos da CPI, credenciando-se junto à presidência desta. Não abriremos mão de expor ao mais amplo público, respeitando os procedimentos devidos e o bom senso, tudo o que for objeto da investigação da CPI da Exploração Sexual Infanto-Juvenil, para que eliminemos essa chaga que abala os paraenses e para que protejamos a inocência de nossas crianças e adolescentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não abriremos mão do compromisso com o novo desenvolvimento do Estado, onde nosso povo desfrute do que tem de bom no mundo e elimine para sempre as causas econômicas e as conseqüências psicológicas e sociais que anos de prioridades invertidas para os ricos e poderosos nos fizeram amargar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Bordalo é deputado estadual do Pará, autor e membro da CPI da Exploração Sexual Infanto-Juvenil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-5944358942639238244?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/5944358942639238244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=5944358942639238244' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/5944358942639238244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/5944358942639238244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/cpi-da-explorao-sexual-infanto-juvenil.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-8667024734080130476</id><published>2009-01-19T09:55:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T09:58:17.797-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mulher criada por homossexual dá seu testemunho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Filed under: Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 10:15 pm on Friday, January 16, 2009&lt;br /&gt;http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/01/16/mulher-criada-por-homossexual-da-seu-testemunho/ &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         É relevante o testemunho da sra. Dawn Stefanowicz, que foi criada em um lar homossexual, mostrando o prejuízo que ela sofreu em sua formação. A matéria foi publicada em Madri, em 12 out 2006, pelo site www.acidigital.com. Transcrevemos abaixo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Uma mulher canadense que foi criada em um lar homossexual se dedica agora a assistir a outras pessoas que atravessam a mesma situação e a pedir aos governos do mundo que protejam o matrimônio entre homem e mulher. Conforme informa o site: ForumLibertas.org, Dawn Stefanowicz vive em Ontario, Canadá, com seu marido de toda a vida e seus dois filhos, que educou em casa. Atualmente prepara sua autobiografia e desenvolve um ministério especial no website (em inglês): Brinda ajuda a outras pessoas que como ela cresceram a cargo de um pai homossexual e foram expostos a este estilo de vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Stefanowicz explica no site “como em sua infância esteve exposta a trocas de casais gays, praias nudistas e a falta de afirmação em sua feminilidade, como lhe feriu o estilo de vida no qual cresceu, e oferece ajuda, conselho e informação para outras pessoas que cresceram feridas em um ambiente de ‘família’ gay, um estilo de ‘família’ que ela não deseja para ninguém e que acredita que as leis não deveriam apoiar”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seu testemunho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em seu relato, Stefanowicz explica que devido a uma doença grave de sua mãe ficou aos cuidados de seu pai homossexual quando ainda era uma menina. “Estive exposta a um alto risco de doenças de transmissão sexual devido ao abuso sexual, aos comportamentos de alto risco de meu pai e a vários casais”, relata. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Inclusive quando meu pai estava no que pareciam relações monógamas, continuava fazendo ‘cruising’ procurando sexo anônimo. Cheguei a me preocupar profundamente, a amar e entender com compaixão o meu pai. Compartilhava comigo o que lamentava da vida. Desgraçadamente, sendo criança alguns adultos abusaram sexual e fisicamente dele. Devido a isto, viveu com depressão, problemas de controle, acessos de raiva, tendências suicidas e compulsão sexual. Tentava satisfazer sua necessidade pelo afeto de seu pai, por sua afirmação e atenção, com relações promíscuas e transitórias. Os (ex) parceiros de meu pai, com os que tratei e cheguei a apreciar com sentimentos profundos, viram suas vidas drasticamente cortadas pela AIDS e o suicídio. Tristemente, meu pai morreu de AIDS em 1991″, recorda. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Segundo Stefanowicz as “experiências pessoais, profissionais e sociais com meu pai não me ensinaram o respeito pela moralidade, a autoridade, o matrimônio ou o amor paterno. Sentia-me temerosamente sossegada porque meu pai não me permitia falar dele, seus colegas de quarto, seu estilo de vida e seus encontros nessa subcultura. Enquanto vivi em casa, tive que viver segundo suas regras”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Sim, amava meu pai. Mas me sentia abandonada e desprezada porque meu pai me deixava freqüentemente para estar vários dias com seus companheiros. Seus parceiros realmente não se interessavam por mim. Fui danificada pelo mau trato doméstico homossexual, as tentativas sexuais com menores e a perda de parceiros sexuais como se as pessoas fossem só coisas para usar. Procurei consolo, procurei o amor de meu pai em diversos namorados a partir dos 12 anos”, sustenta. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Stefanowicz lembra que “desde tenra idade, se expôs a conversas sexualmente explícitas, estilos de vida hedonistas, subculturas GLBT e estações de férias gay. O sexo me parecia gratuito quando era menina. Expôs a manifestações de sexualidade de todo tipo incluindo sexo em casas de banho, travestismo, sodomia, pornografia, nudismo gay, lesbianismo, bisexualidade, voyeurismo e exibicionismo. Aludia-se ao sadomasoquismo e se mostravam alguns aspectos. As drogas e o álcool freqüentemente contribuíam para baixar as inibições nas relações de meu pai”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Meu pai apreciava o vestir unissex, os aspectos de gênero-neutro, e a trocar de roupa quando eu tinha 8 anos. Eu não via o valor das diferenças biologicamente complementares entre homem e mulher. Nem pensava sobre o matrimônio. Fiz votos de nunca ter filhos, porque não cresci em um ambiente de lar seguro, sacrificial, centrado nas crianças“, assinala. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As conseqüências&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Mais de duas décadas de exposição direta a estas experiências estressantes causaram insegurança, depressão, pensamentos suicidas, medo, ansiedade, baixa auto-estima, insônia e confusão sexual. Minha consciência e minha inocência foram seriamente danificadas. Fui testemunha de que todos os outros membros da família também sofriam“, sustenta Stefanowicz. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela assegura que só depois de ter tomado as decisões mais importantes de sua vida, começou a dar-se conta de como a tinha afetado crescer nesse ambiente. “Minha cura implicou olhar de frente a realidade, aceitar as conseqüências a longo prazo e oferecer perdão. Podem imaginar ser forçados a aceitar relações instáveis e práticas sexuais diversas desde curta idade e como afetou a meu desenvolvimento?. Infelizmente, até que meu pai, seus parceiros sexuais e minha mãe morreram, não pude falar publicamente de minhas experiências“, explica. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Ao final, as crianças serão as vítimas reais e os perdedores do matrimônio legal do mesmo sexo. Que esperança posso oferecer a crianças inocentes sem voz? Governos e juízes devem defender o matrimônio entre homem e mulher e excluir todos os outros, pelo bem de nossas crianças”, conclui”. (Termina aqui a matéria de Stefanowicz). Veja mais detalhes em:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; http://www.dawnstefanowicz.com/dawntest.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-8667024734080130476?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/8667024734080130476/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=8667024734080130476' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/8667024734080130476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/8667024734080130476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/mulher-criada-por-homossexual-d-seu.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-5673940069463403381</id><published>2009-01-19T09:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T09:54:59.382-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Cadeia para as mulheres que fazem aborto?"&lt;br /&gt;(a armadilha dos abortistas)&lt;br /&gt;Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente do Pró-Vida de Anápolis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a campanha eleitoral de 2008, uma candidata a vereadora ofereceu um folheto a uma senhora que passava por uma praça do Rio de Janeiro. A transeunte era Mônica Torres Lopes Sanches, intrépida defensora da vida, mãe de Giovanna, uma menina anencéfala nascida em 25/03/2005. Ao perceber pelo folheto que a candidata defendia o aborto, Mônica deu meia volta e foi manifestar sua discordância. A candidata replicou: "O que pretendemos é apenas descriminar o aborto. Queremos que as pessoas que praticam aborto não sejam mais penalizadas". Quando o assunto da conversa se tornou a morte de (supostamente) muitas gestantes por causa do aborto clandestino, praticado em condições "inseguras", Mônica relatou o caso de uma mulher que, apesar de ter praticado aborto com um "excelente" médico, sofreu terrivelmente com a curetagem e passou muitos anos sem conseguir dar à luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A candidata então preparou uma armadilha em forma de pergunta: "Você acha que essa mulher tinha que ser presa?". Mônica respondeu prontamente: "É claro! Ela matou o filho dela!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decepcionada porque Mônica não mordera a isca, a candidata recebeu de volta o folheto juntamente com a garantia de que não ganharia o voto daquela eleitora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo de falar em "pena" para o aborto&lt;br /&gt;A estratégia abortista de concentrar a atenção na pena para as mulheres que abortam têm-se mostrado eficiente, sobretudo diante de pessoas pró-vida incautas. Evita-se falar (pelo menos em um primeiro momento) em um direito ao aborto. Fala-se, em vez disso, em evitar o sofrimento imposto pela lei àquelas que praticam esse crime. Apela-se para o sentimento de misericórdia e pede-se que a pena seja excluída da legislação. Em vez de "legalizar" o aborto, fala-se em "descriminar" ou "despenalizar" o aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa estratégia funcionou em Portugal. No referendo de 11 de fevereiro de 2007 (dia de Nossa Senhora de Lourdes!), os portugueses foram chamados a decidir sobre o aborto. Na pergunta, em vez de "legalização", falou-se em "despenalização"[1][2][3][4][5][6][7][8][9][1][2][3][4][5][6][7][8][9]. Dos portugueses que votaram (menos da metade do eleitorado), a maioria (59,5%) respondeu "sim" ao aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Itália, o aborto foi legalizado graças ao Partido Radical (semelhante ao PT no Brasil) em 1978. A horrenda lei 194, promulgada em 22 de maio daquele ano, permite que o aborto seja praticado pelas mais estranhas razões e pretextos, sempre com o financiamento do Estado. O "Movimento per la vita" italiano mordeu a isca dos abortistas. Tem evitado sistematicamente falar em uma "pena" para o aborto. Pretende, "de um lado, um reconhecimento claro e firme do direito à vida; de outro lado, a renúncia, em linha de princípio, ao direito penal para a sua defesa". Não ousa propor uma revogação da lei. Propõe uma "reforma" que dê à lei instrumentos aptos a garantir o direito à vida do concebido, mas "sem a ameaça penal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, pretender combater o aborto sem considerá-lo crime e sem punir quem o pratica é algo quase inócuo. Essa atitude não leva em conta a doutrina da Igreja Católica sobre a função da pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serve a pena?&lt;br /&gt;"É direito e dever da autoridade pública legítima infligir penas proporcionadas à gravidade do delito. A pena tem como primeiro objetivo reparar a desordem introduzida pela culpa. Quando esta pena é voluntariamente aceita pelo culpado, adquire valor de expiação. A pena tem ainda como objetivo, para além da defesa da ordem pública e da proteção da segurança das pessoas, uma finalidade medicinal, posto que deve, na medida do possível, contribuir para a emenda do culpado" (Catecismo da Igreja Católica, n. 2266. Destaque nosso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do texto citado acima, verificamos que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) a aplicação de penas aos delitos não é somente um direito, mas um dever do Estado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) a pena deve ser proporcional à gravidade do delito (o aborto foi qualificado pelo Concílio Vaticano II como crime "nefando" e pelo Papa João Paulo II como crime "abominável");&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) o objetivo principal da pena não é prevenir que se cometam novos crimes, mas reparar a desordem introduzida pela culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa função retributiva da pena – que é a principal, embora não seja a única – tem sido transcurada por muitos penalistas modernos. Quanto ao aborto, o Catecismo fala explicitamente do dever do Estado de prever sanções penais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como conseqüência do respeito e da proteção que devem ser garantidos ao nascituro, desde o momento da sua concepção, a lei deve prever sanções penais apropriadas para toda a violação deliberada dos seus direitos" (Catecismo, n. 2273).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravidade objetiva do crime do aborto&lt;br /&gt;Objetivamente falando, o aborto é o mais covarde de todos os assassinatos. Em relação ao homicídio simples, punido com 6 a 20 anos de reclusão (art. 121, CP), ele tem vários agravantes. Os meios empregados são insidiosos ou cruéis, incluindo envenenamento, tortura ou asfixia (art. 121, §2º, III, CP). O ofendido sempre é absolutamente indefeso (art. 121, §2º, IV, CP). É praticado contra um descendente (art. 61, II, e, CP), contra uma criança (art. 61, II, h, CP), e muitas vezes por um médico que tem por ofício o dever de defender a vida (art. 61, II, g, CP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a pena é extremamente pequena: 1 a 3 anos de detenção para a gestante (art. 124, CP) e 1 a 4 anos de reclusão para o terceiro que provoca aborto nela com o seu consentimento (art. 126, CP). Com uma pena mínima de apenas um ano, quem pratica o crime pode beneficiar-se da suspensão condicional do processo prevista no artigo 89 da Lei dos Juizados Especiais (Lei 9099/1995). Foi o que aconteceu com várias mulheres acusadas de praticarem aborto em Campo Grande (MS), na clínica da Dra. Neide Mota Machado. Aceitando proposta do Ministério Público, o processo ficou suspenso por dois anos, com as seguintes condições: "a) comparecimento pessoal em juízo a cada trinta dias para comprovar endereço ou trabalho; b) comparecimento numa creche durante o primeiro ano para prestar serviços à comunidade, por quatro horas, um dia na semana, cujos trabalhos serão definidos de acordo com sua aptidão; c) não se ausentar da comarca por mais de quinze dias, sem comunicação ao juízo". Mesmo assim as feministas não se deram por satisfeitas. Invocando a Convenção Internacional contra a Tortura, elas chegaram ao cúmulo de dizer que "a prestação de serviços comunitários em creches pode ser equipara à condição de tortura psicológica (!)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado Pompeu de Mattos (PDT/RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que havia pedido ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que as mulheres não fossem indiciadas, resolveu agora apresentar um proposta legislativa para reduzir ainda mais a pena do aborto. É o Projeto de Lei 3673/2008, que pretende reduzir para dois anos de detenção (em vez de três) a pena máxima para a gestante que pratica um aborto. Se convertido em lei, o aborto passará a ser um crime "de menor potencial ofensivo" (!), dispensando até mesmo a realização de um inquérito policial. A proposta de Pompeu serve de preparativo para a descriminalização do aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aborto do ponto de vista subjetivo&lt;br /&gt;A Igreja pune o crime do aborto com a pena canônica da excomunhão automática (cânon 1398), que atinge os que intervêm materialmente (médicos, enfermeiras, parteiras...) ou moralmente (como o marido ou o pai que ameaçam a gestante, constrangendo-a a abortar). "A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade" (Catecismo, n. 2272). No entanto, segundo o canonista Pe. Jesus Hortal, "a mulher, não raramente, não incorrerá na excomunhão por encontrar-se dentro das circunstâncias atenuantes do cân. 1324 § 1º, 3º e 5º". Tais circunstâncias são: a posse imperfeita do uso da razão, o forte ímpeto da paixão ou a coação por medo grave. A culpa maior cabe ao aborteiro, que lucra com a morte da criança e o desespero da mãe que o procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa, porém, é reconhecer a existência de circunstâncias subjetivas que diminuam a culpa e, portanto, a pena a ser aplicada. Outra coisa é excluir da lei qualquer pena para o crime, como pretendem os abortistas. Isso é muito bem explicado em um documento do Pontifício Conselho para a Família, de 13 de maio de 2006:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje se pretende de qualquer modo banalizar o aborto com o pretexto de que a autoridade não deve penalizar este delito abominável. Estar nessa linha significa reduzir ou negar que o delito, pelo próprio fato de ser delito, requer uma pena. Não é concebível que um delito possa restar impune. Um outro aspecto se refere à seguinte questão: o juiz, quando examina os casos, tem a possibilidade, isto sim, de ver quais são os aspectos agravantes ou atenuantes e dispor conseqüentemente. Banalizar assim o aborto transformaria o delito em direito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não cair na armadilha abortista&lt;br /&gt;Diante de um interlocutor de age com má-fé, convém fazer como fez Jesus muitas vezes com os fariseus: devolver-lhe a pergunta. Essa atitude deixa patente a insensatez da posição abortista e transforma o acusador em acusado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARMADILHA ABORTISTA&lt;br /&gt; RESPOSTA PRÓ-VIDA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acha que as mulheres que fazem aborto devem ser punidas?&lt;br /&gt; ERRADA: Não, eu não quero que elas sejam punidas. Quero apenas que os abortos não sejam praticados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CERTA: Pelo que entendi, você quer saber se eu defendo a impunidade de quem mata o próprio filho. É essa a sua pergunta?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta foi a seguinte: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASINI, Carlo. Prospettive di riforma dell'attuale legislazione sull'aborto: il dibattito italiano ed europeo. 2º suppl. al mensile "La Speranza" n. 1 gennaio 1995, Firenze, p. 13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cf. CASINI, Carlo. Chiudiamo l'era della 194. Si alla vita, n. 1, gennaio 2008, Roma, p. 13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constituição Pastoral Gaudium et Spes, n. 51.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discurso no II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, Rio de Janeiro, 04 out.1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Marta. Em MS 25 mulheres já foram denunciadas por aborto. Campo Grande News. 14 maio 2008, 18h42min. Disponível em: .com.br/canais/view/?canal=8&amp;id=227054&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VINCENSI, Cheline. CDDH oferece assistência jurídica para mulheres indiciadas na clínica de aborto. Correio do Estado. 20 maio 2008, 17h50min. Disponível em: .com.br/?conteudo=noticia_detalhe&amp;idNoticia=8786&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÓDIGO de Direito Canônico: promulgado por João Paulo II, Papa. São Paulo, Loyola, 1983. p. 609.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Família e Procriação Humana, n. 23. Destaques do original&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-5673940069463403381?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/5673940069463403381/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=5673940069463403381' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/5673940069463403381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/5673940069463403381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/cadeia-para-as-mulheres-que-fazem_19.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-2093580714113301743</id><published>2009-01-19T04:48:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T04:50:18.647-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>RAZONES POR LAS QUE LAS MUJERES NO HABLAN A SUS MÉDICOS SOBRE EL ABUSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;y RAZONES POR LAS QUE LOS MÉDICOS NO PREGUNTAN SOBRE VIOLENCIA DOMÉSTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assunto: Boletin Sexualidad para la Vida - Noviembre  2008&lt;br /&gt;De:      "ACUPS" &lt;acups@chasque.net&gt;&lt;br /&gt;Data:    Dom, Novembro 30, 2008 8:22 am&lt;br /&gt;Para:    "Programa Sexualidad para la Vida" &lt;acups@chasque.net&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEXO: DE LA INTIMIDAD AL "TRABAJO SEXUAL",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexualidad para la Vida&lt;br /&gt;     Es un programa de la Asociación Cristiana Uruguaya de Profesionales de la Salud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. C. U. P. S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acups@chasque.net         Boletín Electrónico           www.acups.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noviembre 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLENCIA DOMÉSTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAZONES POR LAS QUE LAS MUJERES NO HABLAN A SUS MÉDICOS SOBRE EL ABUSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;y&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAZONES POR LAS QUE LOS MÉDICOS NO PREGUNTAN SOBRE VIOLENCIA DOMÉSTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El 25 de noviembre, Día Internacional por No más violencia contra las mujeres es  una oportunidad para sensibilizar sobre una lamentable realidad social que no se puede silenciar.  Los profesionales que actuan en el ambito sanitario tienen un rol protagónico para detectar situaciones abusivas. Sin embargo en la práctica profesional cotidiana no es común abordar ésta temática tanto desde el lado de los médicos como de los propios pacientes. ¿ Cúales son algunas de las razones  que tanto unos como otros, evitan encarar esta situación ? En esta edicion compartimos sobre la respuesta que la revista Mujer y Salud, en su dossier sobre Violencia Doméstica, indica sobre esta temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAZONES POR LAS QUE LAS MUJERES NO HABLAN A SUS MÉDICOS SOBRE EL ABUSO http://www.matriz.net/mys/mys-06/dossier/doss_06_25p.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Por el miedo de las represalias si el agresor se entera de que su violencia ha sido revelada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Ella puede no saber que lo que un paciente le dice a su médico es información confidencial.&lt;br /&gt;o Puede vivir en un estado con leyes de informe obligatorio para el profesional médico, por lo que puede temer que una denuncia de éste a la policía desencadene un estallido de violencia doméstica que la ponga en peligro a ella y a sus hijos.&lt;br /&gt;o Puede ser incapaz de conseguir una entrevista a solas con su médico, sin ser acompañada por el agresor. o El agresor puede haber amenazado con matarla a ella o a sus hijos si ella cuenta algo a alguien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Por la vergüenza y humillación que ella siente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Puede creer que es la única que vive este tipo de situación.&lt;br /&gt;o Puede creer que ella provocó la violencia al haber fallado a su pareja de alguna manera (por ejemplo, no limpiando bien la casa, educando mal a los hijos, vistiendo mal, etc.) o A ella le pueden haber dicho que deje a su agresor o puede haber intentado dejarlo anteriormente, y al no verse capaz se siente avergonzada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Ella puede creer que merece el mal trato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Cree que no merece ser ayudada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Puede querer proteger a su pareja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Él es su principal fuente de amor y afecto cuando no la maltrata.&lt;br /&gt;o Él es el único soporte de ella y sus hijos.&lt;br /&gt;o Ella espera que él cambie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Ella no entiende lo que le está pasando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Piensa que todos los matrimonios tienen peleas como las de ellos.&lt;br /&gt;o Cree que la violencia no se repetirá.&lt;br /&gt;o No es consciente de que sus síntomas físicos están relacionados con el estrés de vivir en una relación abusiva.&lt;br /&gt;o Puede pensar que las lesiones que ha sufrido no son lo suficientemente importantes como para mencionarlas.&lt;br /&gt;o Sus antecedentes culturales, étnicos y/o religiosos, influyen en su respuesta al maltrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 Ella puede creer que su médico no dispone de información o no se interesa lo suficiente sobre violencia doméstica como para hablarle de ella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Puede estar convencida de que está muy ocupado para perder tiempo hablando de su problema.&lt;br /&gt;o En su última visita clínica, ella intentó decir a su médico que estaba nerviosa por el estrés en casa. Sin preguntarle por la causa de dicho estrés, el médico, rápidamente, le recetó un ansiolítico y la despidió de forma abrupta, para ver al siguiente paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 Ella piensa que su médico no la puede ayudar en este problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o No sabe que los médicos pueden proveerla de la información que ella necesita.&lt;br /&gt;o Ella puede habérselo dicho en el pasado a algún médico y no haber obtenido respuesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAZONES POR LAS QUE LOS MÉDICOS NO PREGUNTAN SOBRE VIOLENCIA DOMÉSTICA http://www.matriz.net/mys/mys-06/dossier/doss_06_26p.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 El miedo a ofender a las pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Creen que no hay violencia doméstica entre ciertas poblaciones. Por ejemplo, los médicos sin experiencia en violencia doméstica, suponen que las pacientes con nivel universitario no están involucradas en situaciones de violencia doméstica. Pero la violencia doméstica puede ocurrirle a cualquiera, a pesar de su edad, raza, nivel socio-económico o base educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 La paciente está llorosa y no coopera, incluso está borracha o intoxicada con otras drogas, lo que hace difícil hacer la anamnesis. Pero generalmente no utilizamos estas excusas para olvidar otras condiciones potencialmente fatales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Piensan que la mujer provocó o merecía el abuso. Las creencias sociales sobre la superioridad del varón y la sumisión de la hembra persisten.&lt;br /&gt;Algunos médicos, de ambos sexos, comparten estas creencias, y esto puede afectar su habilidad para identificar eficazmente e intervenir en los casos de violencia doméstica. Pero haga lo que haga, nadie merece ser golpeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Creen que lo que ocurre dentro de la casa, en cuanto a violencia doméstica, es un asunto privado y por lo tanto no tendría que ser discutido. Pero los médicos de forma rutinaria preguntan sobre "asuntos privados" que afectan la salud y el bienestar de sus pacientes, como las preferencias y las prácticas sexuales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 Creen que si ella quiere puede irse. Pero hay muchas razones por las que la mujer no puede "simplemente dejarlo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 Conocen al agresor y creen que es incapaz del abuso. Pero la apariencia externa de muchos maltratadores es engañosa y desmiente su potencial para la violencia doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 Temen descubrir la realidad del maltrato, "abrir la caja de Pandora". No sabrían qué hacer entonces. Piensan que ese papel corresponde a otros profesionales. Pero en realidad su intervención es muy importante y difícilmente sustituible.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 Una sensación de impotencia o incapacidad para arreglar la situación.&lt;br /&gt;Saben qué hacer, pero creen que no ayudará: "De cualquier forma ella volverá con él." Más, a veces, algunas mujeres finalmente se van con la ayuda de sus médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 La identificación profunda con la paciente o el agresor. Las médicas que si descubren violencia doméstica en pacientes parecidas a ellas mismas podrían aflorar sus propios miedos a la vulnerabilidad y falta de control, y se sentirían "demasiado cercanas para poder consolar". Si el médico ha sido víctima o perpetrador de la violencia doméstica, preguntar a las pacientes por la violencia de sus vidas podría significar su propia confrontación de la violencia en su propia vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 El tiempo necesario para tratar este tema. Preguntar directamente sobre la violencia doméstica como causa o factor contribuyente a los síntomas de la mujer, puede ahorrar mucho tiempo y dinero a largo plazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANUNCIO PRELIMINAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIV CONGRESO MUNDIAL DE ICMDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congreso Mundial de la Asociación Internacional de Médicos y Odontólogos Cristianos Punta del Este - Uruguay&lt;br /&gt;4 al 11 de julio 2010&lt;br /&gt;Mayor información www.icmda2010.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encuentro Mundial de Psicólogos y Psiquiatras Cristianos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punta del Este -  Uruguay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 y 6 de Julio 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.icmda2010.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boletín Electrónico Sexualidad para la Vida Editor - Jorge Patpatian acups@chasque.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-2093580714113301743?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/2093580714113301743/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=2093580714113301743' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/2093580714113301743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/2093580714113301743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/razones-por-las-que-las-mujeres-no.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-8974743106254459310</id><published>2009-01-19T04:45:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T04:46:02.292-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Genocídio Homossexual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Folha de São Paulo, neste dia 09 de dezembro de 2008 traz uma carta, no “Painel do Leitor” discutindo notícias recentes sobre assassinatos de homossexuais em uma praça de São Paulo, que vêm sendo correntemente investigados pela polícia. Nela, o missivista fala de um “genocídio de homossexuais” que estaria ocorrendo no Brasil. Obviamente, como cristãos e cidadãos ordeiros dessa nação brasileira, somos contra qualquer assassinato. Acreditamos até que a punição corrente para esses crimes seja por demais suave, quando comparada com as determinações bíblicas que especificam a pena de morte para a retirada da vida de pessoas que são formadas à imagem e semelhança de Deus. No entanto, esse rótulo de “genocídio homossexual” é curioso, estranho e intrigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da carta e da expressão é um militante da causa homossexual, de presença amiúde nas páginas dos jornais. Com um currículo impressionante, ele é Chefe do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia; membro da Comissão Nacional de Aids, do Ministério da Saúde (CNAIDS) e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação do Ministério da Justiça. Para que não paire a falsa idéia de que ele é prestigiado apenas pelo presente governo, o Sr. Luiz Mott foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Rio Branco pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é um dos principais promotores da chamada “lei contra a homofobia” (PLC 122/2006), que tramita no Senado Federal e que já foi alvo de alguns posts neste Blog. Promove, também, outras leis semelhantes que estão sendo aprovadas por municípios e estados desse nosso país. Uma das pérolas nauseabundas de sua lavra é um texto no qual coloca em dúvida a historicidade de Jesus, para, a seguir, afirmar que se há qualquer veracidade nos relatos bíblicos, o que sobressai é um Jesus que é sodomita ativo e um apóstolo João como um de seus amantes. Paro por aqui, sem entrar em detalhes mais obscuros e pornográficos de outros textos de sua autoria e promoção. Informo, em adição, que o Luiz Mott tem contestado algumas acusações que tem recebido, em vários blogs, nesta sua página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessa-me, na realidade, analisar a sua expressão e a divulgação freqüente de que atravessamos um “genocídio homossexual” em nosso país. Uma das estatísticas mais utilizadas (faça uma pesquisa no Google) é a de que “a cada três dias um homossexual é assassinado no Brasil”. Essa tem sido a principal bandeira para promover o malfadado Projeto de Lei já mencionado, supostamente contra a homofobia. Recentemente, estive em um evento e ouvi um Ministro de Estado repetir essa mesma estatística, sem pestanejar, nem ponderar. A inferência desse número, é que isso retrataria uma brutalidade e ataque intenso aos homossexuais em nosso país. Os gays necessitariam, portanto, da proteção dessa lei contra tal intolerância. Para chegar a esses números, e afirmar que, no Brasil, “tivemos 122 mortes, neste ano, superando o México e os Estados Unidos”, Mott compilou os seus dados através do método duvidoso de referir-se às notícias dos jornais, por inexistência de “estatísticas oficiais”. Segundo Mott, o Brasil atravessa um “homocausto” (trocadilho que procura associar a morte de homossexuais ao Holocausto)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo, acredito na lei de Deus e em seus princípios de justiça, bem como na dignidade humana. Repudio, portanto, qualquer tipo de assassinato ou crueldade contra qualquer pessoa. Sobre essas estatísticas e sobre a terminologia que está sendo utilizada, entretanto, pondero o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Em primeiro lugar, a utilização da expressão “genocídio” é interessante, curiosa e contraditória. A palavra tem a sua origem com o trabalho do judeu polonês, Raphael Lemkin, que protestava as ações dos “atos bárbaros” da Alemanha nazista. Em 1944, ele cunhou o termo em seu livro “O Domínio do Eixo na Europa Ocupada”. Lemkim pegou a palavra grega “genos”, que significa “raça”, “tribo”, “grupo étnico”, unindo-a ao sufixo latino “cidium”, que significa “ato de matar”, “assassinato” - resultando na palavra genocídio, ou seja, o assassinato de uma raça ou de um grupo étnico. Quando um homossexual se refere a assassinatos de homossexuais como sendo “genocídio homossexual”, está atribuindo um determinismo genético ao homossexualismo (equacionando a prática com “raça”, “tribo”, “grupo étnico”). Ocorre que, curiosamente, eles próprios têm se posicionado contra a noção de que existe uma inclinação biológica ou genética à prática. Afinal, uma das grandes bandeiras do movimento gay é sobre “o direito de opção sexual”: ser-se aquilo que se quer ser, em vez de procurar ser aquilo que biologicamente são. Rebelam-se contra a noção de que Deus criou dois sexos, e não três ou quatro. Colocam na pessoa a definição de sua sexualidade, e não no Criador. Pois bem, ao clamar “genocídio”, contradizem-se em sua própria argumentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Segundo, alguma coisa está sendo perdida nessa estatística. A cada ano, 50.000 brasileiros são assassinados, o que dá 138 brasileiros por dia, ou 414 a cada três dias. Se a questão é que “um homossexual é assassinado a cada três dias”, isso dá 1 a cada 414 pessoas. Ou seja, 0,25% dos assassinatos totais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Ocorre que “... o movimento gay declara que o número de homossexuais na população brasileira atinge o percentual de 10%...”. Juntando essas duas afirmações, se verídicas (procedem, ambas dos grupos gays) chega-se à conclusão que morrem menos homossexuais do que o restante da população (414 x 10% = 41). Isto é, morrem 40 vezes menos homossexuais do que heterossexuais. De acordo com essas estatísticas distorcidas, a melhor forma de escapar com vida, no Brasil, é virar gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A questão, que essa discussão evita, é que mata-se indiscriminadamente no Brasil e isso não é restrito a um segmento ou grupo em particular. É verdade que falar genericamente dos assassinatos, da falta de lei, da violência contra os cidadãos, não “dá mídia” nem impressiona tanto, quanto as estatísticas do Mott. Por exemplo, o movimento Rio de Paz fez recente manifestação nas praias cariocas apontando a cruel estatística de que somente nos últimos dois anos, na cidade do Rio, há o registro de 9.000 desaparecidos. Destes, 6.300 foram presumidamente assassinados e nunca retornarão aos lares. Vários desses foram mortos com requintes de crueldade, no chamado “micro-ondas”, onde as pessoas condenadas a morrer são colocadas em pneus nos quais toca-se fogo, carbonizando a vítima. Esse “crematório individual”, praticamente impede a identificação dos restos mortais. Isso é um arremedo tropicalizado, mais sofisticado e mais cruel, daquilo que a gang de Winnie Mandela, na África do Sul (conhecida como Mandela Football Club) praticava contra os desafetos (lá, era um pneu, só, em chamas, colocado ao redor do pescoço), nas décadas de 70/80. Antônio Carlos Costa (líder do Rio de Paz) aponta que se fez um escarcéu enorme com 138 ativistas políticos que desapareceram na época do regime militar, mas ninguém aparenta dar a mínima com esses desaparecidos e essa matança indiscriminada de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. É curioso, portanto, que um grupo específico, manipule dados e formule estatísticas enganosas. É intrigante, que na contabilidade do Sr. Mott, homossexuais só morrem – eles não matam. É surpreendente como realidades são ignoradas, como no caso desses assassinatos mencionados no início deste texto, no Parque dos Paturis, em Carapicuíba ninguém aponta que o principal suspeito, preso em 10 de dezembro de 2008, um ex-PM, aparenta ser igualmente homossexual. Ele procurava encontros naquela localidade (uma das testemunhas informou que esteve com ele em um motel, nas vizinhanças). A mídia Esquece que os “ativos” são igualmente homossexuais. E assim, com essas frases e “estatísticas” de efeito, contando com apoio e projeção governamental, os gays e simpatizantes procuram impor uma lei da mordaça heterofóbica, sob o suposto manto de uma pretensa proteção à violência social que impera em nossas plagas; quando a violência não enxerga cor, raça ou sexo. Pior, ainda, é que essa lei é voltada contra as convicções e liberdades religiosas; contra princípios de acato à instituição da família, em vez de contra criminosos de verdade e assassinos de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A triste realidade é a de que o governo tem abdicado de suas responsabilidades de proteção à vida, como sendo a prioridade número um de suas funções. Sofrer violência não é característica de um grupo específico, mas é conseqüência da impunidade e da omissão do estado. Provavelmente deveríamos formar um grupo: os OHEB – Órfãos Heterossexuais do Estado Brasileiro. Quem sabe conseguimos promulgar uma lei que nos proteja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solano Portela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-8974743106254459310?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/8974743106254459310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=8974743106254459310' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/8974743106254459310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/8974743106254459310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/genocdio-homossexual-folha-de-so-paulo.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-711059968503889267</id><published>2009-01-19T04:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T04:43:25.327-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>RAIO X DO FINANCIAMENTO INTERNACIONAL DO ABORTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já conhecia este documento, mas ainda não tinha autorização para divulgá-lo. Chegou a hora de mostrarmos a verdade!  Estarei na VINACC: www.vinacc.org.br falando sobre “A MULHER, O ABORTO E O CONTROLE DE POPULAÇÃO”, em Campina Grande, PB, no feriado do Carnaval 2009, e tomarei como referência o material abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço e a paz.&lt;br /&gt;Rozangela Justino&lt;br /&gt;rjustino@urbi.com.br&lt;br /&gt;rozangelajustino@abraceh.org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados Amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Leiam o anexo e vejam como e porque o aborto é disseminado no mundo e particularmente entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Humberto L. Vieira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente da PROVIDAFAMÍLIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------Mensagem original-------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em 04/01/2009 18:43, felipe nery   escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envio-lhes (abaixo) o texto de uma entrevista de Frances Kissling, que ocupou o cargo de presidente das “Católicas pelo Direito de Decidir” (Catholics for a Free Choice) até 2007, quando se “aposentou” (entre aspas porque ela continua firme e forte atuando a favor da despenalização do aborto, especialmente na América Latina - Uruguai - local que ela escolheu para “passar seus últimos anos” e onde, recentemente, houve uma manobra astuta para se conseguir legalizar essa prática - mera coincidência?). Gostaria de pedir que vocês lessem o texto com atenção, apesar de longo, pois é interessante notar que ela fornece importantes informações sobre a poderosíssima rede que financia e, estrategicamente age para implantar o aborto em praticamente todos os países do globo terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode ser comparada a apenas uma “mestre-de-obras”, na intrincada rede que pretende devastar os valores de Cristo na humanidade, porém, como vocês verão, é uma pessoa muito bem sucedida na obra que lhe foi confiada. Prestem atenção no montante financeiro disponibilizado e das fundações que dão o suporte necessário para a total estruturação e atuação de entidades que lutam para “transformar” o senso-comum em algo totalmente diverso do Bem. Repito que se trata de um texto longo, mas vale a pena ser lido com atenção. Divulguem para seus contatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a todos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe Nery&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAIO X DO FINANCIAMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERNACIONAL DO ABORTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002 Frances Kissling, presidente das Católicas pelo Direito de Decidir nos Estados Unidos, concedeu uma entrevista de mais de sete horas de duração narrando a história da organização que ela coordena até hoje. A entrevista original encontra-se no endereço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.smith.edu/libraries/libs/ssc/prh/transcripts/kissling-trans.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mais adiante, nesta mensagem, o leitor encontrará a tradução de um condensado da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frances Kissling preside a Catholics for Free Choice, ou Católicas pelo Direito de Decidir, uma organização internacional sediada em Washington que trabalha atualmente com a promoção do aborto nos Estados Unidos, em todos os países da América Latina e na União Européia. No momento já está iniciando sua expansão para os países da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Católicas elas possuem apenas o nome, propositalmente escolhido para confundir. Seu verdadeiro objetivo é a implantação definitiva e irreversível da prática do aborto em todo o mundo. Para isto são financiadas, juntamente com uma numerosíssima rede de outras ONGs que atuam em um só conjunto em todo o globo para este mesmo fim, por uma outra impressionante quantidade de fundações que definem as estratégias, financiam o trabalho e não costumam aparecer para o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista é grande e o texto abaixo, embora bem menor, é ainda um pequeno resumo. Mesmo assim, os leitores desta mensagem são exortados a imprimirem o conteúdo para poder lê-lo com calma, ainda que este trabalho possa demandar algum tempo. Esta entrevista é importante não por causa do enredo da história principal, centrado na carreira de Kissling e na fundação das Catholics for Free Choice, mas pela extraordinária riqueza de detalhes paralelos que vão sendo mencionados ao longo da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes detalhes, numerosíssimos em toda a narrativa, evidenciam a onipresença das fundações que financiam internacionalmente o aborto, e que o fazem movidos por uma ideologia totalmente diferente daquela que anima os próprios agentes que aparecem para o público como sendo os promotores do aborto. São estas fundações internacionais que já há décadas traçam as estratégias e financiam os trabalhos que serão realizados pelas organizações locais, as únicas que terão alguma visibilidade apenas para um reduzido público. Para a grande maioria do povo nem mesmo estas organizações aparecem, apesar de serem contadas em várias centenas no Brasil e em muitos milhares no estrangeiro, espalhadas por todo o globo em uma rede estrategicamente coesa e coordenada pelo financiamento das grandes Fundações. Para o grande público, no qual estão incluídos a maioria dos políticos e responsáveis pelo destino das nações, a explosão da pressão pela legalização do aborto parece ser um fenômeno natural, conseqüência inevitável do desenrolar da história, da expansão das comunicações ou do desenvolvimento político, contra o qual nada pode ser feito porque nada haveria para ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos conhecem o gigantesco trabalho que esta máquina descomunal desenvolve no Brasil para promover o aborto e o quanto ela penetrou em todas as instâncias estratégicas da política governamental, mesmo contra a opinião da maioria do povo brasileiro, que é esmagadoramente contra não somente a prática como também contra a legalização do aborto. Muito menor é o número dos que conhecem as fundações que elaboraram toda esta estratégia, que promovem todo este trabalho e que estão todas sediadas no estrangeiro, decidindo desde lá o que deverá ser implantado no Brasil. E até mesmo para a própria Frances Kissling, que está no coração deste trabalho, como se depreende claramente de suas palavras, as verdadeiras intenções destas fundações das quais ela recebe o dinheiro para desenvolver suas atividades, estão envoltas em muitas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para incentivar a leitura deste condensado, é interessante chamar a atenção do leitor para a importância de alguns dos numerosos detalhes que aparecem ao longo desta história e que revelam justamente aquilo que está para além da história que está sendo nardada. Espero poder incentivar o leitor a um estudo sério deste documento e também mais adiante deste mesmo assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. Financiamento internacional do aborto ilegal na Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ter sido diretora de clínicas de aborto nos Estados Unidos, Kissling foi chamada pelas Fundações que financiam o aborto no mundo para dirigir-se à Itália e convencer as feministas italianas e o Partido Radical, já responsável na época pela aprovação do divórcio e naquele momento tentando obter a legalização do aborto na Itália, a aceitar dinheiro americano para o estabelecimento de uma rede de clínicas clandestinas de aborto no país. Kissling afirma que as feministas, em conjunto com o Partido Radical, já administravam algumas das clínicas clandestinas italianas, mas as Fundações americanas estavam dispostas a financiar muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. Financiamento do aborto nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IPPF (International Planned Parenthood Federation), é uma organização multinacional fundada por movimentos feministas em Londres na década de 50 para promover o aborto em todo o mundo. Hoje a filial americana da IPPF é proprietária de uma rede que abarca 20% de todas as clínicas de aborto nos Estados Unidos e é a maior provedora de abortos americana. Mas até a total legalização do aborto nos Estados Unidos ocorrida em 1973, quando a decisão Roe x Wade da Suprema Corte legalizou o aborto até os nove meses em todo o território americano, a IPPF apenas trabalhava na propaganda pela legalização da prática e não queria entrar diretamente no negócio das clínicas "para não ser estigmatizada". Kissling afirma que foram as fundações que obrigaram a IPPF a entrarem diretamente no negócio da fundação e gerenciamento do própria prática do aborto, tornando-se hoje a maior provedora de abortos na América e do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C. Financiamento do aborto ilegal no Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o IPAS, com a conivência das autoridades brasileiras da saúde, ministra cursos de técnicas de aborto a mais de mil novos médicos por ano no Brasil. A desculpa é que os cursos são para capacitar os médicos a realizarem abortos em casos de estupro, mas a verdade é que a instituição quer formar no Brasil quadros imensos para prover abortos em quaisquer circunstâncias. Em janeiro de 2007 o IPAS ministrou um curso de técnicas de abortos em Manaus, na Maternidade Ana Braga. Em fevereiro de 2007 no Rio de Janeiro, no Hospital Fernando de Magalhães no bairro de São Cristóvão, novamente Manaus na Maternidade Moura Tapajós, na Santa Casa de Sobral no Ceará, na cidade de Palmas capital do Estado de Tocantins, ma cidade de São Paulo, no Hospital da UNIC em Cuiabá, e outros dois em Goiânia, um deles na Santa Casa de Goiânia. Em Março de 2007 foi dado um curso de técnicas de aborto no Hospital Universitário de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Em abril de 2007 estão previstos mais dois cursos no Instituto de Perinatologia da Bahia em Salvador. E em Maio de 2007 está previsto outro na própria Secretaria Estadual da Saúde em Boa Vista, Roraima. Todos estes cursos são anunciados publicamente e com antecedência há mais de dez anos, desde o primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e ninguém jamais tomou nenhuma providência a respeito, nem na classe médica nem fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ipas.org.br/agenda.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos anos 70 o IPAS era apenas um instituto norte americano de aconselhamento para a gravidez e, embora já promovesse a prática do aborto, tal como fazia a IPPF, também o IPAS não queria entrar no negócio da fundação e gerenciamento de clínicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Kissling, as mesmas fundações que obrigaram a IPPF a fundarem e gerenciarem a maior rede de clínicas de aborto nos Estados Unidos obrigaram naquela época também o IPAS a fazer o mesmo, mas nos países subdesenvolvidos, onde o aborto é ilegal. Como Kissling ela própria tinha experiência anterior no gerenciamento de clínicas de aborto e já havia feito um trabalho na Itália junto ao Partido Radical como representante das fundações que se dedicam ao financiamento do aborto, acabou por ser a escolhida para implantar as primeiras clínicas de aborto do IPAS fora dos Estados Unidos. Com o financiamento das Fundações, mas trabalhando para o IPAS, Kissling conta como venceu a resistência dos médicos austríacos e abriu a primeira clínica de abortos na Áustria, onde o aborto já estava legalizado mas nenhum médico ousava abrir a primeira clínica. Em seguida ela conta igualmente como dirigiu-se para a América Latina onde conseguiu abrir para o IPAS uma clínica de aborto ilegal na capital do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Como as Fundações decidem as políticas a serem seguidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      pelos provedores de aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel decisivo das Fundações que não aparecem ostensivamente fica evidenciado mais adiante quando Kissling se viu envolvida no centro de uma disputa entre alguns sindicatos de provedores de aborto que haviam se formado nos Estados Unidos, cada um defendendo uma política diferente sobre o modo como deveria ser conduzido o negócio do aborto no país. É significativo que a decisão final não veio do consenso entre os próprios envolvidos no assunto, mas do fato que, em um determinado momento, as Fundações, em particular John Rockefeller III, decidiram financiar pesadamente apenas um dos lados envolvidos, o qual acabou vencendo em poucos meses aos demais e contratando a própria Kissling para compor o quadro de seus dirigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E. O verdadeiro objetivo das Fundações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais intrigante ainda são as inúmeras vezes em que, em suas mais de sete horas de depoimento, Kissling afirma desconfiar das verdadeiras intenções das entidades que apóiam e financiam o seu trabalho. Feminista e defensora convicta do aborto, Kissling gostaria que as mulheres tivessem o direito de abortar porque deveriam ser elas quem decidissem sobre se devem ou não ter um filho. Mas Kissling estranha constantemente ao longo de todo o texto da entrevista o fato de que, embora as Fundações não a contradigam e a apóiem, elas parecem mais interessadas no objetivo de diminuir a população mundial do que em promover os direitos das mulheres e em particular o direito ao aborto. Kissling afirma que tudo isto é "muito complicado" e que ela própria não consegue entender claramente o que realmente se passa nos bastidores do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kissling narra que na Conferência sobre População promovida pela ONU no Cairo em 1994 houve uma mudança mundial de paradigma, quando ficou decidido que a ênfase das questões populacionais passaria do próprio problema do controle populacional para a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Mas ela própria, que participou da Conferência, passou a perguntar nos bastidores do evento aos seus principais participantes e organizadores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se fosse provado que a promoção dos direitos reprodutivos tivesse como resultado um maior número de bebês, nós ainda continuaremos lutando por estes direitos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é a própria Kissling que afirma em seguida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[Naquela Conferência] eu perguntei isto para um mundo de pessoas, e a maioria não queria responder a estas perguntas quando eu as fiz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Kissling hoje um dos dilemas de algumas feministas consiste em que elas não sabem se podem acreditar se realmente foi "adotado um novo paradigma", ou se o trabalho delas não está sendo usado apenas como mais uma estratégia disponível entre muitas para promover a redução populacional. Conforme as suas palavras, se, então, na verdade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"isso tudo não seria parte de um discurso e parte de uma estratégia para reduzir a população".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kissling conclui uma destas digressões com uma expressão que, sem dizer nada, não poderia explicar melhor como ela vê, ou não consegue ver claramente, a questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É tudo muito complicado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F. O verdadeiro interesse das Fundações em financiarem o trabalho das CDDs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos final dos anos 70 e no início dos anos Kissling tornou-se presidente das Católicas pelo Direito de Decidir, uma organização que até aquele momento existia quase que apenas nominalmente. Aqui outra vez pode-se percebe a onipresença das Fundações que se dedicam ao financiamento do aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras de Kissling, as Católicas pelo Direito de Decidir eram a menor entre as organizações então existentes destinadas à promoção do aborto, mas já contava com um orçamento de um quarto de milhão de dólares por ano, obtido inicialmente junto às mesmas Fundações que haviam financiado alguns anos antes a entrada da IPPF e do IPAS no mundo da rede das clínicas de aborto, com as quais Kissling já havia trabalhado. Mas foi quando as Católicas receberam uma doação simbólica de 20 mil dólares da Fundação Ford que a organização decolou. A doação era insignificante, mas, no dizer de Kissling,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"isto representou um ponto de virada, isto é, o fato de ter recebido uma doação da Fundação Ford. Isto significava que tínhamos sido finalmente admitidas naquele [outro] mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma reportagem publicada pelo New York Times em 27 de fevereiro de 2007,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"hoje o orçamento [anual] das Católicas pelo Direito de Decidir, [apenas da seção norte americana], é de três milhões de dólares, amplamente financiado por Fundações bem conhecidas, entre as quais a Fundação Ford".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Backing Abortion Rights while Keeping the Faith: http://www.nytimes.com/2007/02/27/us/27choice.html?pagewanted=2&amp;_r=1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filial mexicana das Católicas pelo Direito de Decidir conta com um orçamento de um milhão de dólares anuais, e a filial brasileira, a maior depois da mexicana, fundada nos anos 90 graças à intervenção da Fundação MacArthur, está situada bastante próxima disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que tanto interesse em promover esta organização? Kissling em sua entrevista não conta o que aconteceu depois do ponto de virada em que entraram para o outro mundo cuja porta de entrada foi a doação da Fundação Ford. Mas sabe-se que entre os empreendimentos das Católicas nos anos seguintes estiveram a organização iniciada em 1999 de uma campanha mundial chamada "See Change" ("Sé Mude") para destruir a influência da Santa Sé no debate relacionado com o aborto dentro da ONU, exigindo que as Nações Unidas deixassem de reconhecer o Vaticano como um estado independente e o rebaixasse ao status de uma simples organização não governamental como as próprias CDDs. A campanha contou com o apoio de milhões de dólares provenientes da Ford Foundation, da Hewlett Foundation, da Packard Foundation, da Buffet Foundation e outras mais. Terminou dois anos depois quando, apesar de todo o dinheiro envolvido, a Assembléia Geral da ONU confirmou por unanimidade o status da Santa Sé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.seechange.org/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.c-fam.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=549&amp;Itemid=102&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente as Católicas pelo Direito Decidir estão desenvolvendo, em parceria com o Centro de Defesa dos Direitos Reprodutivos de Nova York e a Rede da União Européia de Peritos em Direitos Fundamentais, um trabalho de pressão sobre a União Européia para que sejam revogadas várias concordatas entre os países membros e a Santa Sé e possa ser extinto na Europa o direito à objeção de consciência por parte dos médicos que alegam motivos éticos para se recusarem a realizarem abortos. O Centro de Defesa de Direitos Humanos de Nova York, que trabalha em parceria com as CDDs, é uma das muitas outras organizações que tem o apoio financeiro das mesmas Fundações que sustentam o trabalho de Kissling. Segundo as denúncias feitas recentemente por Alberto Monteiro, foi o Centro de Defesa de Direitos Humanos de Nova York a organização que orquestrou cinco anos atrás a legalização do aborto no Nepal, conforme pode ser lido à página 28 do seguinte relatório:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.reproductiverights.org/pdf/pdf_CRRannual2002.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro foi também quem orquestrou, no ano passado, a legalização do aborto na Colômbia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.hazteoir.org/documentos/InformeAbortoIberoamericaDiciembre2006.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e agora está treinando uma equipe de 15 advogados, em parceria com a Federação Polonesa de Mulheres e a Universidade de Varsóvia, para derrubar a posição a favor da vida do governo polonês junto à Corte Européia de Direitos Humanos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.crlp.org/ww_eu_poland.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Kissling não revela a história do que aconteceu depois de sua entrada no outro mundo pós reconhecimento da Fundação Ford, o interesse que está por trás do apoio milionário a este tipo de iniciativa está claramente delineado na sua entrevista. O problema não é diretamente a Igreja Católica. O problema é a questão da implantação do aborto em todo o mundo de uma forma irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Kissling, a grande idéia por trás de seu trabalho, que granjeou o apoio de tantas fundações, consiste no reconhecimento de que enquanto os movimentos se limitarem apenas a legalizarem o aborto, nenhuma conquista poderá ser definitiva. O direito ao aborto somente será definitiva e irreversivelmente estabelecido entre as mulheres quando, mais do que a legislação, puder ser derrubada a própria moralidade do aborto, e nisto a Igreja Católica não passa apenas de um alvo instrumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A moral católica é a mais desenvolvida",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diz Kissling.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você puder derrubá-la, derrubará por conseqüência todas as outras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras de Kissling:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As pessoas neste país questionaram a legalidade do aborto, mas de tal maneira que não questionaram o tema da moralidade. A incapacidade de tratar esta questão no nível moral é uma grave ameaça para o sucesso a longo prazo do movimento a favor do aborto. Você nunca realmente irá vencer definitivamente se a questão da moralidade for levantada [tal como ela é apresentada hoje]. Se nós, como movimento, tivermos que tratar de moralidade na questão do aborto, nós perderemos, porque o discurso moral é controlado pelos homens e pela religião, e é construído contra as mulheres. O argumento dos bispos diz que o aborto é um assassinato, que abortar é matar e que a vida começa na concepção. Mas esta perspectiva católica é o lugar certo onde começar o trabalho, porque a posição católica é a mais desenvolvida. Assim, se você puder refutar a posição católica, você refutou todas as demais. Nenhum dos outros grupos religiosos realmente têm declarações tão bem definidas sobre a personalidade, quando a vida começa, fetos e etc. Assim, se você derrubar a posição católica, você ganha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de Kissling caíu como uma luva para as Fundações que financiam o aborto no mundo. Muitos anos antes, as organizações Rockefeller já haviam passado inúmeras mensagens mais do que contundentes de que o problema populacional jamais seria resolvido sem entrar fundo nas questões éticas. Em fevereiro de 1969, cerca de dez anos antes do ingresso de Kissling na presidência das Católicas pelo Direito de Decidir, Bernard Berelson, naquela época presidente do Conselho Populacional, a entidade que ocupa o lugar de cérebro entre as organizações Rockefeller que se dedicam à questão populacional, havia publicado um estudo muito grande na revista de maior circulação do Conselho, então conhecida como "Studies In Family Planning". O estudo, que ocupava a revista inteira, vinha apresentado pelo título sugestivo de "Além do Planejamento Familiar" ("Beyond Family Planning"). No final do estudo, o autor, falando como presidente da principal das organizações Rockefeller dedicadas ao tema do controle populacional, concluía com as seguintes palavras, que na época fizeram história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em alguns países as pessoas que estão tentando fornecer contraceptivos temporários como meio de controle populacional estão também relutantes em estender a prática à esterilização e firmemente opostas ao aborto, embora novamente a roda da história pareça estar movendo o mundo naquela direção sob a pressão do crescimento populacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto em valores éticos estaria uma sociedade disposta a renunciar em favor da solução de um grande problema social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas não são perguntas simples, nem fáceis de se responder".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTREVISTA COM FRANCES KISSLING:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRESIDENTE DAS CATÓLICAS PELO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIREITO DE DECIDIR REVELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HISTÓRIA DA ORGANIZAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.smith.edu/libraries/libs/ssc/prh/transcripts/kissling-trans.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha da entrevista concedida em setembro de 2002, em Washington, D.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu nome é Frances Kissling. Nasci na cidade de Nova York em 1943.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe foi uma mulher que casou-se, divorciou-se, casou-se novamente e divorciou-se uma segunda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que eu penso ser importante em termos do trabalho que hoje realizo é que minha mãe nunca deveria ter tido filhos. Minha mãe no fundo nunca quis nenhum de seus filhos. Ela teria sido muito mais feliz, teria tido uma vida muito melhor se ela não tivesse ficado grávida de mim e continuado sua gravidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que recentemente, um par de anos atrás, fiz uma apresentação no Boston College. A apresentação foi iniciativa do ministério da Igreja Cristã Evangélica no Colégio de Boston, pois Ministério Católico jamais teria me convidado. Uma estudante veio falar comigo depois da palestra e disse: "Você realmente deveria refletir o quanto deveria agradecer à sua mãe por tê-la deixado nascer e não ter feito um aborto". E eu lhe respondi: "Veja, quero contar algo para você. Minha mãe nunca deveria ter tido filhos. Num certo sentido ela teve uma vida miserável porque ela teve filhos. E eu estaria contente em não ter nascido para que minha mãe pudesse ter tido uma vida melhor. Para mim isso teria sido OK. A questão toda é que como feto você não é nada. Você não pode ter esta consciência reflexa de sua própria vida. É como adulto que você pode refletir sobre isto e tomar decisões. Neste sentido teria sido OK não ter vindo a este mundo. Teria sido tudo certo. E se teria sido bom para a minha mãe, teria sido OK".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais foram seus momentos decisivos que fizeram com que você quisesse continuar como uma jovem católica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu penso que em grande parte isto se deveu aos relacionamentos extremamente positivos que eu tive com as freiras nas escolas. Eu era muito amiga de um grande número delas. Elas eram ótimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu para você ter querido se tornar uma freira quando tinha dezesseis ou dezessete anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós éramos ensinadas que havia três estados de vida. O estado mais alto era a vida religiosa, o segundo mais alto depois deste era o casamento, e o terceiro era a vida de solteiro. Foi uma questão de hierarquia. Você sabe, eu sempre quis ficar no topo da hierarquia. Eu nunca me interessei em permanecer na parte de baixo da hierarquia. E se no meu meio social e nos quadros que me eram apresentados o mais alto era ser uma freira, então eu queria o mais alto do que eu conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você estudou na Universidade de St. John durante um ano antes de ter entrado no convento. O que estudou ali?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Literatura inglesa. A mesma coisa que tinha estudado na Escola Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OK. Fale-me sobre o seu tempo de convento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi no tempo anterior ao Concílio Vaticano II. Não foi uma época infeliz. Não foi nenhuma experiência desastrosa. Foi tudo absolutamente normal. Não vi nada da multidão de coisas de que hoje falam sobre esta era. Você, por exemplo, tomava banho sem roupa. Sim, é isso mesmo. Não tinha essa de que você tinha que ir para debaixo do chuveiro usando as roupas de baixo. Quase tudo no convento era razoavelmente normal, exceto o fato de que você tinha que usar roupas muito compridas e um véu sobre a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há mais alguma coisa de seu tempo de convento sobre que teríamos que falar? Você não quer dizer o que as freiras falavam sobre sexo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As freiras não falavam nada sobre sexo. Nada mesmo. Nós nunca falávamos sobre isso. Nem mesmo nas aulas sobre saúde. Aliás, acho que nem tínhamos aulas sobre saúde. Nunca vi diagramas mostrando úteros nem nada destas coisas. Estas coisas não existiam. O que mais parecia com isso eram aulas de economia doméstica. Mas tenho uma memória zero de uma única discussão real sobre sexualidade. Não havia nenhuma expectativa de que fossemos sexuais. Não havia razão para falar de sexo. Você sabia o que era adultério. Você sabia o que era luxúria. Você sabia que todos esperavam que ninguém tivesse sexo antes do casamento. E não havia realmente mais nada, nada, nada para se falar sobre sexo. Não havia pílulas anticoncepcionais. Acho que quando estava terminando o colegial eu ainda nem sabia o que era um aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OK. Como foi então que você decidiu abandonar o convento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sai porque eu não acreditava. Lembro-me que tive algumas conversas com outras irmãs e outras postulantes sobre controle de natalidade, divórcio e segundo casamento. E eu não acreditava no que a Igreja ensinava sobre estas coisas. A idéia de ser uma representante da Igreja institucional ao mesmo tempo em que discordava destas posições não fazia sentido para mim. Eu não concordava com os ensinamentos da Igreja. Na verdade, eu nunca tinha concordado com os ensinamentos da Igreja, mas eu não pensei que isso fosse uma coisa importante até que eu me vi em uma posição onde os ensinamentos da Igreja iriam ser a minha vida. E assim, quando eu deixei o convento eu parei de ir à Igreja. Você pode dizer que a partir deste ponto eu não era mais uma católica ativa. Mas eu mesma particularmente não me considerava mais ser uma católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você se tornou sem religião a partir daquele momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, exatamente. Mas novamente, pensando de uma certa maneira, eu nunca havia sido uma pessoa piedosa. O meu catolicismo nunca se baseou em ir à missa, rezar o rosário, etc. Não era isso para mim o que significava ser católica. O catolicismo para mim sempre foi mais filosofia do que teologia. Assim, eu deixei a Igreja e fiquei sem religião. E não tive nenhuma raiva. Quero dizer, eu não me senti bem, mas não acho que a Igreja fêz nunca nada de terrível para mim. Na verdade, eu sempre senti e ainda sinto que a Igreja desempenhou um papel muito importante e positivo na pessoa que hoje eu sou. Eu sei que eu tive uma boa educação católica. Meus professores me trataram sempre com carinho. Minha educação foi individualizada. Meus talentos sempre foram reconhecidos e estimulados. Tudo isto foi uma base espiritual e intelectual razoavelmente rica. Mas o problema é que eles estavam errados. Isto é o tipo de coisa do modo como eu a sinto. Sempre repito em minhas palestras que o maravilhoso da Igreja Católica, e também da maioria das religiões, é que elas colocam as grandes questões. Mas dão respostas intoleráveis. Esta é a realidade. Mas eu sinto alegria ao perceber que elas colocam as questões que ninguém mais irá levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saí do convento, não pensei mais sobre o que gostaria de ser. Eu ia ser uma freira. E agora eu não ia ser uma freira. Eu sempre soube que nunca quis casar-me. E eu tenho certeza que isto teve muito a ver com os casamentos de minha mãe. Eu também nunca quis ter filhos. Nisto eu sou como minha mãe, exceto pelo fato de que eu consegui o que ela deveria ter tido. Conversei sobre isso com a minha mãe antes dela morrer. Eu perguntei se ela lembrava de algum período de minha vida em que eu pudesse mostrar algum interesse no casamento, se ela se lembrava, quando eu era criança, nas minhas brincadeiras, se fazia parte das minhas brincadeiras ter um marido ou ter filhos? E ela me respondeu: "Não, isso nunca existiu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você ouviu falar pela primeira vez dos movimentos das mulheres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nunca fiz parte de nenhum grupo feminista. Eu nunca participei de um grupo de conscientização de qualquer coisa. Eu sabia que havia um movimento feminista. Mas eu sempre me senti poderosa por mim mesma. Quero dizer, um aspecto de minha vida, não gosto muito de usar a palavra poderosa, mas eu sempre senti o poder. Eu sempre senti que era eu que estava de posse de minha vida. Eu estava no poder. Eu nunca fui o instrumento de ninguém. Tive namorados e homens com quem me envolvi. Mas não era nada terrivelmente importante. A maioria de meus primeiros relacionamentos eu não diria que foram sérios ou importantes para mim. Foram mais relacionamentos sexuais do que relações de comprometimento. Por isso nunca precisei me sentir necessitada de libertação. Isso nunca foi um aspecto de minha identidade. Em um certo sentido, eu me tornei parte do movimento pelo direito ao aborto antes que tivesse me tornado parte do movimento pelos direitos da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso foi, novamente, uma coisa acidental. Eu estava morando com um homem. Tínhamos alugado uma casa de verão. Eram os anos de 1969 e 1970. As pessoas de quem alugamos a casa de verão, uma delas era médico. Ele conhecia alguns médicos do Hospital Albert Eisntein que estavam abrindo uma clínica de aborto. O aborto se tornou legal no estado de Nova York em julho de 1970. [O aborto não era ainda legal no restante dos Estados Unidos. Graças ao então governador de Nova York, Nelson Rockefeller, o aborto tinha sido legalizado durante os dois primeiros trimestres da gravidez no nosso estado. Não era necessário justificar razões médicas, psicológicas ou econômicas para consegui-lo, bastava o pedido da mulher. A paciente, além disso, não era obrigada a residir em Nova York para conseguir o aborto]. Os médicos do Albert Einstein estavam procurando alguém que gerenciasse a clínica e pensaram que eu seria boa nisto. O meu senhorio me apresentou aos médicos e eles me contrataram para dirigir a clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto foi em 1970, no fim de 1970, na cidade de Nova York, na primeira onda de clínicas de aborto que foram abertas naquela época. Tudo o que estas clínicas faziam era aborto. Quem quer que ali estivesse, só se fazia aborto. Eles ensinavam planejamento familiar depois do aborto, mas ninguém se dirigia àquelas clínicas como um paciente de planejamento familiar. Minha clínica era chamada de Pelham Medical Group em Westchester, New York. Mas a maioria destas clínicas foram fundadas por empresas com fins lucrativos gerenciadas por médicos homens. Foi assim que tudo começou. A Planned Parenthood, [filial americana da IPPF, hoje a maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos], não quis abrir nenhuma clínica em Nova York. A Plannned Parenthood nunca estiveram na vanguarda dos serviços de aborto nos Estados Unidos, nem na Califórnia, nem em Nova York, no Colorado, no Havaí. Eles só começaram tardiamente. Mesmo depois que o aborto se tornou legal em todos os Estados Unidos em 1973, foi muito difícil conseguir que a Planned Parenthood abrisse uma única clínica de aborto. Eles não queriam ser estigmatizados. Hoje a maioria das clínicas de aborto não tem o volume impressionante de trabalho que tínhamos naquela época. Quando o aborto se tornou legal em meados de 1970 em Nova York, a cidade virou um zoológico. Nova York era um zoológico. Você podia ver mais de uma centena de mulheres esperando para abortar em uma clínica pequena em um dia de sábado. Nenhum médico chegou a trabalhar em período integral, mas havia uma multidão de médicos. Um médico podia trabalhar nisto dois dias por semana, dezesseis horas. Mas as equipes eram full time. Durante os primeiros três anos as mulheres vinham para Nova York de todo o país. As mulheres desciam no aeroporto de La Guardia. Havia um perfeito clima de Oeste Selvagem nos novos procedimentos que haviam sido legalizados. As mulheres chegavam de estados onde o aborto era ilegal. No que lhes dizia respeito, tratava-se de uma coisa ilegal. A mentalidade era da clandestinidade mesmo se a coisa já era legal. Os motoristas de táxi raptavam a pacientes que haviam marcado hora com você e as levavam para outras clínicas onde os donos pagavam para os motoristas por cada cliente que eles traziam. As clínicas foram obrigadas a contratar furgões e limusines para pegarem elas mesmas os pacientes no aeroporto para que as pacientes não fossem seqüestradas. Você também via outras mulheres, mulheres jovens, junto com os seus namorados, que chegavam ao estacionamento às seis da manhã depois de terem dirigido do Kentucky, sem terem dormido à noite, assustadas, não sabendo o que iria acontecer, esperando que a clínica abrisse. Para elas tinha sido a Noite dos Mortos Vivos. Pela primeira vez elas podiam ir a um lugar e conseguir um aborto que fosse legal e estivesse tudo correto. Mas por outro lado, tudo tinha todas as características de uma atividade ilegal. Você sabia que era legal, mas ainda era, em termos de mentalidade, uma coisa ilegal. Porque naquele único lugar era legal, mas em toda a volta, na cabeça de todo o mundo, o mundo, tudo, a questão era resumida em procurar um aborteiro ilegal. Você sentia este clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto tempo você pensou sobre a questão do aborto antes de ser contratada para a clínica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não muito. Eu nunca fiquei grávida. Nunca tive uma experiência pessoal sobre o aborto. Em toda a minha vida só fiz sexo inseguro duas vezes em muitos anos em que eu poderia ter ficado grávida, desde a minha primeira relação sexual até que me esterilizei aos trinta e três anos. Não tive um só momento de indecisão quando me pediram que administrasse a clínica. O que eu pensei foi: "Oh, eu posso fazer isso". Para mim esta foi a primeira experiência de um emprego que tivesse algum significado. Eu estava em uma posição na qual eu poderia fazer algo de bom e algo que percebia que era política, cultural e socialmente importante. E eu seria paga para isso. E eu também era o chefe. Tudo isso soava grandioso, e eu não podia pensar em nada melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos mais tarde, quando foi aprovada a decisão Roe x Wade, que legalizou o aborto em todos os Estados Unidos, eu estava trabalhando na clínica . Nesta altura, toda a minha família já estava envolvida com a clínica. Meu irmão era o motorista do furgão que recebia as mulheres. Minha mãe era a chefe das telefonistas. Minha irmã mais jovens era conselheira telefônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que impacto a decisão Roe v. Wade teve no seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu trabalhei na clínica Pelham por aproximadamente dois anos quando me tornei a diretora executiva de um lugar chamado Eastern Women's Center, que era uma outra clínica de aborto em Manhattan. E eu estava trabalhando no Eastern Women's Center quando o aborto se tornou legal em todos os Estados Unidos. Eu deixei esta outra clínica no final de 1973, ou no início de 1974. Assim, não pude sentir muito o impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OK, para onde você foi no final de 1973?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saí de férias por um ano. Fui para o Sudeste Asiático com o meu companheiro. Moramos em Panang e viajamos através do Sudeste Asiático por um ano. Foi uma grande experiência. Depois voltamos e quando chegamos fomos contactados pelo IPAS, que naquela época era conhecido como International Pregnancy Advisory Services (Serviço Internacional de Aconselhamento da Gravidez). Passei a trabalhar para o IPAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema era que quando o aborto se tornou legal em 1973, a família Scaife de Pittsburgh, no caso, a Sra. Cordelia Scaife May, doou um milhão de dólares à Planned Parenthood para que ela começasse a abrir clínicas de aborto em todo o país. Foi esta a maneira que uma parte da Planned Parenthood encontrou para quebrar a resistência da outra parte que não queria entrar no negócio de abrir clínicas de abortos. E, no ano seguinte, mais um milhão de dólares foi doado ao IPAS para que o IPAS começasse a fazer o mesmo serviço principalmente nos países em vias de desenvolvimento. Don Collins fazia parte do esquema. Ele era o responsável por este programa na Fundação Scaife naquela época. Estas pessoas nos contrataram. Eles eram pioneiros independentes, como Lone Rangers, viajando em todo o mundo tentando convencer as pessoas a receberem o dinheiro deles para abrirem clínicas ilegais de abortos. E alguém me recomendou para que me contratassem para trabalhar com eles. Fui contratada, primeiro como consultora, para trabalhar junto ao Partido Radical e ao movimento feminista na Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época o aborto ainda não era legal na Itália e as mulheres estavam indo para a Iugoslávia para conseguirem um aborto. Havia também uma série de clínicas clandestinas, ilegais, de aborto, que eram administradas pelo movimento feminista e, de uma certa forma, por extensão, junto com o Partido Radical. O Partido Radical foi o partido responsável pela reforma do divórcio e pelo referendo que legalizou o divórcio. E eles foram também o partido que estava patrocinando o referendo de 1975 sobre o aborto legal na Itália. Os homens que me contrataram acharam que, por eu ser uma feminista e por ser uma radical, talvez eu poderia convencer os italianos a aceitarem o nosso dinheiro. Esta foi a primeira vez que eu me vi frente a frente com o lado do problema populacional dentro da questão do aborto. Eu não sabia nada sobre as pessoas interessadas no controle populacional e os interesses internacionais escondidos atrás da questão do controle populacional e nada sobre tudo isso. Eu só conhecia o direito ao aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim o Partido Radical decidiu que eles não iriam ficar com o dinheiro americano, porque era uma coisa potencialmente muito problemática. Eles achavam que eles "sabiam" que nós éramos todos da CIA. E mesmo que nós não fossemos, como nos disseram, eles seriam acusados de qualquer maneira de terem recebido dinheiro da CIA, e assim era melhor que eles não ficassem com o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IPAS em seguida me pediu para ir à Tunísia e ver o que estava acontecendo por ali em termos de aborto. Eles me mandaram também para a Nigéria, e ali passei os que foram os três piores dias de toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho seguinte que eu fiz para o IPAS foi abrir uma clínica de abortos na Áustria. Eu não sei se as pessoas que estão hoje no IPAS conhecem mais esta história de sua própria organização, porque todos os que estavam ali nesta época já saíram, morreram ou se aposentaram. O aborto foi legalizado na Áustria em 1976. O IPAS queria abrir uma clínica na Áustria de que ela já era proprietária e que poderia usar como fonte de renda para o trabalho nos países subdesenvolvidos. Eles fizeram primeiro uma parceria com a Maria Stopes da Inglaterra, que já estava abrindo clínicas em todo o mundo, e isto sob a perspectiva do problema do controle populacional. Assim a Marie Stopes da Inglaterra e a IPAS norte americana tentaram abrir juntos uma clínica na Áustria para que eles tivessem uma fonte de renda. Mas o funcionário que administrava a Marie Stopes não teve nenhum sucesso. Foi então que o IPAS me propôs: "Por que você não tenta? Vá e veja se você pode fazê-lo". Eu disse que aceitava e levei comigo um dos dois médicos que tinham sido donos da Clínica Pelham, que também era um excelente homem de negócios. Lá fomos nós juntos para a Áustria para ver se achávamos um médico com quem poderíamos abrir uma clínica de abortos. Lá chegando, encontramos o Dr. [Alfred] Rockenschaub. Era um social democrata, e o diretor da Semmelweis-Clinic, que era um grande, muito grade e prestigioso hospital austríaco. Ele nos explicou que não se faziam abortos na Áustria. Já era tudo legal, mas não havia nenhum serviço disponível. Lembro-me bem da conversa que tive com ele. Nós falamos: "Ninguém está fazendo abortos na Áustria. O que está acontecendo aqui?" Ele respondeu: "Bem, agora que tudo já é legal, ninguém quer encalhar o barco na rocha". Foi assim que começamos a caçar os médicos nas salas de emergência dos pronto socorros e falando com os médicos nas salas de emergência. A teoria do Dr. Hachamovich, que era o médico que tinha vindo comigo da América, era a de que tínhamos que encontrar um médico afundado em problemas. Tínhamos que encontrar alguém que estivesse se divorciando, que precisasse de dinheiro, alguém que estivesse disposto a enfrentar riscos. E assim nós continuamos perguntando e perguntando até que finalmente encontramos alguém a quem pudemos contratar. Em seguida contratamos uma mulher nativa para administrar a clínica. E abrimos finalmente a primeira clínica de aborto legal na Áustria. Nós a abrimos, a administramos durante algum tempo, a mantivemos andando e então nos mudamos, deixando para o IPAS. Eu trabalhei com o IPAS durante um ano e meio fazendo este tipo de coisa. Durante este tempo eu fui também para o México onde ajudei o IPAS a abrir uma clínica, desta vez ilegal, no México. Isto foi entre 1975 e 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe parecer ingênua, mas como é que se abre uma clínica ilegal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeiro você tem que encontrar um médico que queira fazer os abortos. Isto é a primeira coisa, achar um médico. O caso é que o IPAS já tinha este médico esperando no México. Em seguida você aluga um lugar e começa a fazer os abortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que é que impede o governo de fechar o estabelecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que impediu o governo de fechar os provedores de aborto ilegal nos Estados Unidos antes de 1970? Suborno e falta de vontade política. Nunca houve uma vontade política real de parar os abortos clandestinos. Além disso a Igreja Católica não se preocupa que se façam abortos. O que eles não querem é que seja legal. Isto faz parte do pacote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu estava trabalhando para o IPAS como consultora fui a uma Conferencia em 1976 na Universidade do Tennessee em Knoxville. A Conferência era sobre o aborto. Era uma pequena conferência, talvez houvesse ali uma cem pessoas, cento e vinte pessoas. Um dos propósitos desta conferência era a de fundar uma associação de provedores de aborto. Em um certo sentido aquela conferência foi berço da National Association of Abortion Facilities [Associação Nacional dos Estabelecimentos de Aborto], NAAF. O impulso veio com muita força por parte dos provedores de aborto com fins lucrativos que nos últimos anos haviam entendido de forma crescente que estavam sendo considerados como cidadãos de segunda categoria, em um clima onde a Preterm e a Planned Parethood eram considerados os bons meninos. Agora que finalmente estas organizações haviam começado também elas a fazer abortos, elas estariam fazendo isso por motivos altruístas e não em busca de lucro. Mas haveria também esta "escória médica" que haviam aberto clínicas para fazer aborto por dinheiro. E a Preterm e a Planned Parethood supostamente não queriam ter nada a ver com esta gente. Mas esta gente achava que eram homens dignos a fazer coisas boas. E agora eles queriam sua própria associação profissional. Assim, eles estavam fundando a Associação Nacional dos Estabelecimentos de Aborto (NAAF). E eu estava ali e esta gente gostava de mim. E eles me disseram: "Frances, você não gostaria de participar do Comitê Administrativo?". E eu respondi: "Com certeza, eu vou participar do Comitê Administrativo". Foi deste modo que comecei. Rapidamente começou uma fortíssima pressão por parte da Planned Parenthood e dos outros provedores sem fins lucrativos querendo impor a posição de que a NAAF era uma péssima idéia: "Esta gente tem a política errada e tudo o mais que há de errado, e nós não podemos deixar isto acontecer". Eu trabalhei nesta época para fazer com que pudéssemos descobrir uma maneira de que todos pudéssemos sentar em torno da mesma mesa, através de uma representação proporcional. As clínicas feministas teriam duas cadeiras e as grandes instituições sem fins lucrativos teriam muitas cadeiras e também as grandes instituições lucrativas, sem esquecer dos consultórios médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isto não funcionou. Em um certo sentido os provedores com fim lucrativo estavam com a razão, haviam sido eles que tinham tido a idéia. Eles não eram obrigados a dar a estas pessoas o que elas queriam. Fora com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a estratégia não funcionou e eu saí da NAAF. E todo mundo que não era parte da NAAF formou o que se veio a chamar-se de National Abortion Council [Conselho Nacional do Aborto], NAC. E eu me tornei a presidente do Conselho Nacional do Aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo explícito do Conselho Nacional do Aborto era trazer de joelhos a Associação Nacional dos Estabelecimentos de Aborto. E foi o que de fato veio a acontecer depois de menos de seis meses de competição entre as duas organizações. A NAAF não cresceu mais, e o Conselho Nacional do Aborto teve acesso a muito mais dinheiro porque nós éramos os bons meninos que conhecíamos os grandes financiadores. John D. Rockefeller III financiou a NAC. Finalmente um comitê, um comitê de negociação, foi estabelecido. As duas organizações se fundiram na Federação Nacional do Aborto (National Abortion Federation) e eu fui novamente nomeada como a primeira diretora executiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exerci o cargo por um ano e meio ou dois anos. Durante este período produzimos um guia do consumidor para pacientes em busca de um aborto e tínhamos um encontro profissional cada ano para treinamento, desenvolvimento e educação. Foi isto o que fizemos naqueles primeiros estágios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesta época, no final de 1977, quando morreu Rosie Jimenez. [O movimento a favor da vida havia conseguido que o governo americano não oferecesse mais o aborto como um serviço de saúde pública gratuito através da Medicaid. Como conseqüência, a jovem imigrante mexicana Rosie Jimenez acabou morrendo em um aborto clandestino com uma curiosa por não ter podido pagar uma clínica particular]. E Ellen Frankfort, que era minha amiga e escritora feminista em Nova York me procurou para que eu a pudesse ajudar a escrever um livro a respeito. Ela me perguntou se eu poderia ajudá-la e eu lhe disse que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos uma viajem até McAllen, o lugar onde Rosie havia morrido. A acusação do movimento feminista era a de que Rosie teria morrido por causa do corte de verbas para a Medicaid. Os relatórios oficiais diziam, porém, que ela não havia morrido por causa do corte de verbas da Medicaid. Ela havia morrido porque era uma jovem americana de origem mexicana, envergonhada por ter engravidado, e que por causa disso havia cruzado a fronteira para praticar um aborto no México com uma parteira. Nós fomos ao local e constatamos que toda a história estava contada errada. Não era isso o que tinha acontecido. Ela havia se dirigido ao próprio médico que na cidade de McAllen havia feito seus dois abortos anteriores, quando estes ainda eram cobertos pela Medicaid, mas que negou o terceiro porque a Medicaid já não pagava mais os abortos. E assim ela se dirigiu a uma parteira ilegal da própria McAllen, fêz um aborto, infeccionou-se e morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quatro anos de aborto legal e de direito constitucional nos Estados Unidos da América, estávamos diante de uma situação onde parecíamos ter retornado à realidade em que as mulheres pobres que não mais podiam utilizar-se da Medicaid, se elas morassem no estado errado, não mais teriam acesso ao aborto, enquanto que as mulheres ricas o continuariam tendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sempre estive do lado, a maior parte das vezes sem nenhuma má vontade para com os demais, dos mais pobres. Como católica, devido à própria missão social da Igreja, sempre tive a noção de que os pobres deveriam ser a nossa primeira prioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora eu era a diretora executiva de uma associação que fazia parte de um movimento que não compartilhava exatamente as estratégia que eu pensava que deveria fluir destes valores. Vou tentar explicar-me mais claramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acho que o movimento pelo direito ao aborto seja um movimento racista. Mas eu acho que o movimento pelo controle populacional é não só um movimento racista como também é um movimento classista e eugenista. Mas à medida em que eu mergulhava mais profundamente no estágio seguinte de meu trabalho, que veio a se tornar internacional, passei a perceber o quanto os problemas populacionais passaram a se tornar uma questão importante que não tinha tido lugar algum na primeira parte de minha carreira. Toda a primeira parte de minha carreira foi um comprometimento com o movimento pela saúde reprodutiva. Era um movimento da área da saúde. Era um movimento de direitos. Era um movimento da área da saúde que não tinha nada a ver com questões de controle populacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de qualquer forma, naquele momento eu decidi que deixaria a Federação Nacional do Aborto e iria trabalhar com Ellen no livro sobre a morte de Rosie. Nós escrevemos o livro. O livro foi um completo fracasso, como é o caso da maioria dos livros na América. Mas foi um livro muito bom. Sim, foi um livro excelente, mas não vendeu. Isto acontece. Bem, você sabe, houve também os que disseram que não vendeu porque a mensagem dos pobres não pega na América. Os americanos não se preocupam com os pobres, eles se preocupam com os seus direitos e suas crianças e seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois que o livro ficou pronto surgiu uma mulher de nome Patricia McMahon, que em um certo sentido foi a segunda diretora executiva das Católicas pelo Direito de Decidir. Patricia McMahon era uma mulher irlandesa da classe trabalhadora. Esteve na Irlanda ente 1976 e 1977, e ficou abismada com o estado das mulheres irlandesas e da contracepção na Irlanda, e voltou para a América querendo fazer alguma coisa a respeito. Ela entrou em contato com a Fundação Ms e disse: "Quero fazer algo a respeito". E eles responderam: "Existe aí um grupo chamado Católicas pelo Direito de Decidir. Por que não telefona para elas?". Ela telefonou e falou com as Católicas. Não só, mas também convenceu-as a contratá-la como a primeira diretora executiva em tempo integral. Elas a contrataram, mas não tinham dinheiro. E mesmo assim Patrícia começou a construir uma forte diretoria. Foi assim que ela me encontrou e me perguntou se eu não queria fazer parte da diretoria das Católicas pelo Direito de Decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi o momento decisivo da minha vida. E a questão era, seria eu católica? Sou católica? Eu não ia à Igreja, eu não acreditava nos ensinamentos da Igreja sobre sexualidade, mulheres, reprodução, mas seria eu ainda assim uma católica? E assim começou uma batalha dentro de mim. Eu resolvi pensar a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre senti que o movimento do direito ao aborto se ressentia de uma dimensão moral, que o trabalho nas clínicas consiste em ver a política do preto e branco, é legal ou não é legal. Não se discute se é certo ou errado, quando é certo e quando é errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de qualquer forma, fiquei muito interessada na proposta porque as Católicas pelo Direito de Decidir tinham um espaço onde as dimensões morais dos problemas poderiam ser exploradas. Eu também sempre acreditei que as mudanças sociais ocorrem na periferia, nas margens, nunca no centro. Do ponto de vista da estratégia política eu não acredito que se possam promover grandes mudanças sociais fazendo parte do establishment. Eu acho que se você quer realmente provocar uma mudança é muito melhor fazê-la a partir das margens do que se você tentar fazê-lo procurando ser popular no centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim eu resolvi que iria reentrar nos meios católicos, no mundo e na comunidade do catolicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não tinha permanecido fora da Igreja por quinze ou dezesseis anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo, desde os anos 1963 ou 1964, até 1978 ou 1979, de que estamos falando agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em primeiro lugar eu me considero, e muitas pessoas dizem o mesmo, eu sempre me considerei a mim mesma como uma pessoa espiritual. No que eu acredito? Eu posso dizer que eu acredito que esta vida tem um sentido. Eu estou aqui para fazer alguma coisa. Eu tenho uma obrigação de fazer alguma coisa. E isto é uma crença, porque a vida poderia ser totalmente sem sentido. Eu acredito, não por causa de qualquer motivo racional, que há um sentido além do sentido que eu dou à vida. Isto é um início. De um certo modo, isto é um ponto de partida. Quero dizer, se você acredita nisto, você passa a acreditar que há alguma coisa fora de cada um de nós como indivíduos. O que nos dá este significado? Se o significado não vem de dentro de mim, então ele vem de onde? Então este é um ponto de partida no caminho de reestabelecimento da fé a partir do início, em vez de ser a partir do Catecismo: existe um Deus, e o resto que você sabe. Mas eu acredito que no fim você volta ao Catecismo básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, eu trabalhei em outro ponto. Na medida em que eu trabalhei nas Católicas pelo Direito de Decidir, eu fiquei exposta à Igreja Católica de hoje, em contraposição à Igreja Católica pré Vaticano II que eu conheci, e eu descobri que eu sou mais católica que a maioria dos católicos progressistas que eu pude conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo. Convidaram você para fazer parte da diretoria das Católicas pelo Direito de Decidir. E como bem disse, sua decisão era que sim você era uma católica. Mas eu queria que você desenvolvesse aquela parte de que você estava particularmente interessada em aceitar porque o trabalho levava a sério as implicações morais do aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Correto. Eu penso que se olharmos historicamente para o movimento do direito ao aborto nos Estados Unidos sempre houve algum tipo de uma distinção nítida entre os aspectos legais e morais. E assim sendo o movimento pelo direito ao aborto concentrou-se muito na questão do direito, e nada na questão da moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você sabe que isto mudou nos anos 80. Porém com certeza o estabelecimento de um movimento contra o aborto foi um fenômeno católico. Ele foi fundado pelos bispos católicos e concentrou-se muito na questão de que o aborto era imoral porque você estaria tirando a vida do feto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, se você pensar historicamente sobre a relação entre a mulher e a moralidade e olhar a questão através de uma lente feminista, a moralidade e os conceitos da moralidade sempre foram usados contra as mulheres. Portanto você nunca realmente irá vencer como mulher se a questão da moralidade for levantada. Se nós, como movimento, tivermos que tratar de moralidade na questão do aborto, nós perderemos, porque o discurso moral é controlado pelos homens e é construído contra as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em primeiro lugar, existe uma questão simples. Algo é considerado legal ou ilegal, e a moralidade não é o fator determinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, os sistemas morais são predominantemente utilizados contra as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora o terceiro elemento é a religião, que é mais intimamente ligada à moralidade do que aos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas coisas contribuem umas com as outras de tal maneira que as pessoas não questionem o tema da moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, neste contexto, tanto em termos de minha formação católica, como em termos de minha experiência em clínicas de aborto, eu acreditei então, e agora acredito mais firmemente, que a incapacidade de tratar esta questão no nível moral é uma grave ameaça para o sucesso a longo prazo do movimento a favor do aborto. Portanto, as Católicas para o Direito de Decidir pareciam ser o espaço ideal onde estas questões poderiam ser tratadas não apenas como questões Católicas, mas também como questões morais mais amplas. Eu penso que em alguns sentidos, mesmo nas suas origens, nas mentes das três mulheres que fundaram as Católicas pelo Direito de Decidir, elas nunca chegaram a imaginar que as Católicas viessem a engajar-se tão profundamente no discurso moral como elas são hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo como as Católicas pelo Direito de Decidir tratavam destes temas em seu período inicial de fundação, digamos, desde 1973 até o momento em que eu me envolvi com elas, que foi quando começou o verdadeiro envolvimento com as questões morais, a questão do aborto era vista como um problema de consciência, do direito dos católicos em discordarem, e este tipo de coisas. Tratava-se do direito à liberdade religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu entrei para a diretoria das Católicas, eu estava trabalhando há dois anos em uma Fundação chamada o Projeto Jovem, eu era a diretora executiva desta organização em Washington D.C. A Fundação fazia doações a organizações de base em toda a América que estivessem envolvidas com mudanças sociais. Eu gastei um ano viajando em várias regiões onde procurava educar estes movimentos sobre como relacionar-se com as pessoas de origem latina e hispânica e aconselhando, por outro lado, a Fundação sobre a atuação destes movimentos. Com isto pude aprender como as Fundações financiadoras trabalham. Quero dizer, estes dois anos tornaram-me a arregimentadora de fundos bem sucedida que sou hoje porque eu aprendi, do lado de lá de trás da mesa, do lado de onde se decide para onde irá ser doado o dinheiro, o que estas Fundações querem saber, como dizê-lo e como explicar do que se trata cada projeto. Eu consegui desenvolver um sentido de igualdade nas relações entre o doador e o receptor de maneira a trabalhar nesta estrutura de um modo que você não pareça um mendigo pedindo dinheiro. Eu sei como dar às Fundações a chance que elas procuram para que elas possam investir o seu dinheiro com sucesso. Sem mim, vocês não conseguirão o sucesso que desejam. O doador não pode ter sucesso se não há pessoas que possam fazer um grande trabalho ao receber o dinheiro. Assim, você sabe, eu desenvolvi toda uma filosofia em torno deste ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que Pat McMahon, que foi a diretora executiva das Católicas pelo Direito de Decidir desde 1978 até 1982, aproximadamente, conseguiu tirá-la do nada e conseguiu a primeira doação da Fundação Sunnen em St. Louis, Missouri. E a Fundação Sunnen, através dos primeiros anos das Católicas pelo Direito de Decidir, aquele período de tempo que se estende provavelmente até o fim dos anos 80, foi uma das principais financiadoras das Católicas pelo Direito de Decidir, e uma financiadora controvertida, porque a família Sunnen, que eram as controladoras da Fundação, estavam muito fortemente comprometidas com o conceito de que havia pessoas em excesso em nosso planeta. Uma perspectiva do controle populacional global, mesmo em se tratado de uma Fundação que investia basicamente na área doméstica e no direito ao aborto em seus termos próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é um outro problema muito complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você examina os tipos de caracteres que desfilam ao longo da história deste movimento, você encontra em primeiro lugar pessoas que são estritamente partidárias dos direitos reprodutivos. Pessoas que acreditam no direito de escolha da mulher, que são comprometidas com o aborto por causa dos sofrimentos e dos direitos da mulher e tudo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há outros que entraram neste movimento e que estão muito mais preocupados somente com uma outra coisa, que há um excesso de pessoas em todo o mundo e com os efeitos que este excesso de pessoas irão causar no planeta, nos Estados Unidos, na economia, nas conseqüências negativas individuais deste excesso de pessoas no bem estar individual de cada um. São pessoas que entraram para o movimento somente porque elas querem ver menos gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, geralmente falando, eu penso que as pessoas e as organizações que estão interessadas no aborto tendo como motor a redução da população não fazem isso como uma consciência feminista. Eles não vêem o mundo e os problemas do mundo através da ótica do feminismo. Eu lembro que na Conferência do Cairo passei o tempo conversando e fazendo perguntas a muita gente. Você sabe, a Conferência do Cairo foi decisiva neste ponto porque foi um ponto de viragem do paradigma "existe-um-execesso-de-gente", "nós-temos-que-estabilizar-a-população" para o paradigma em que a chave está na educação da mulher e no em estar da mulher. Eu perguntei para um mundo de pessoas, e a maioria não quis responder estas perguntas quando eu as fiz, se fosse provado que a educação das mulheres tivesse como resultado um maior número de bebês, nós ainda continuaríamos lutando pela educação das mulheres? Você sabe, o pensamento óbvio que está por trás desta pergunta é: "A educação das mulheres é apenas um meio para se alcançar um outro fim ou ela é um valor e um fim em si mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então na verdade a questão é outra. Existiu realmente uma mudança de paradigma no Cairo ou estamos falando apenas no nível de táticas e estratégias? Entregue as pílulas para as mulheres, despeje-as com aviões se necessário, mas entregue as pílulas. Esta era a abordagem de Rei Ravenholt, a idéia de que se você disponibiliza a tecnologia as pessoas irão utilizá-la. Mas agora a maioria das pessoas acredita que há um limite para a eficiência desta estratégia. Esta estratégia irá conseguir 70% do objetivo esperado de reduzir o tamanho e o crescimento da população. Mas você ainda tem o problema dos outros 30%, e este é um grande problema, porque ainda é visível a necessidade de reduzir a população em algumas partes do mundo. Na Índia, por exemplo. Na África eu creio que há menos necessidade porque ali a AIDs já está fazendo o serviço, não é o que eu penso, mas é o que a elite populacionista diria. Mas de qualquer maneira existe uma necessidade de uma contínua redução populacional na Índia, na China e em outros lugares. E a entrega de anticoncepcionais ajudou, mas não fêz o serviço completo. Assim a questão é, o que mais é necessário acontecer para alcançar o objetivo desejado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, de que objetivo está falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diminuir ainda mais as taxas. Convencer as pessoas a ter menos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma aceitação geral no campo populacional de que é necessário haver outras estratégias e outras técnicas, incluindo a educação das mulheres, para diminuir a população. O exemplo de Kerala, na Índia, é o exemplo geral que todo mundo cita: para cada dois anos a mais de educação, cada mulher irá adiar mais uma gravidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então isso é tudo parte de um discurso e parte de uma estratégia para reduzir a população. E a questão central que está na minha mente é, como feminista, a questão do quanto realmente ocorreu no Cairo uma mudança de paradigma e do quanto isto não seria apenas um aumento do número de estratégias disponíveis para alcançar de novo o mesmo objetivo de reduzir o problema populacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje um dos dilemas para muitas pessoas do movimento feminista, feministas que advogam pela saúde das mulheres e advogam pela saúde reprodutiva, é que nós não acreditamos que as pessoas da Agência Internacional do Desenvolvimento adotaram realmente nenhum novo paradigma, e agora nós nos tornamos as pessoas que estão pedindo financiamento para eles. É tudo muito complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você decidiu entrar para a diretoria das Católicas para o Direito de Decidir em 1982, como era o discurso naquele momento em ambos os lados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós estávamos nos estágios iniciais, muito, muito, muito iniciais da estratégia das multidões anti aborto. Era o período em que os protestantes conservadores decidiram que a crença que eles tinham tido, isto é, que era errado envolver-se em política, que um protestante conservador, um evangélico ou um fundamentalista deveria em sua vida separar-se do demônio, o que incluía a política, um mundo que não poderia estar no mundo de uma pessoa de fé evangélica. E de repente chegou o momento em que eles começaram a apavorar-se pelo modo como os seus valores haviam sido erodidos pelos direitos das mulheres, pelo direito ao aborto, pelo sexo livre e tudo o mais. Tudo o que eles tinham de mais caro estava desmoronando, e assim eles não tinham outra saída a não ser derrubar sua idéia de manter-se longe da política e começar a envolver-se na política. Isto estava começando justamente naquele período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, quando você assumiu em 1982, descreva-me como era a organização das Católicas em 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 1982 havia uma equipe que consistia na editora da revista Conscience, uma organizadora de colaboradores, a diretora executivo, que acabei sendo eu, e uma secretária, uma ou duas secretárias. Talvez houvesse duas secretárias administrativas. Esta era a equipe. E o orçamento era, o orçamento de toda a organização, em torno de 250 a 275 mil dólares por ano. Era isto o que o grupo era. Para o ano de 1982, éramos certamente a menor de todas as organizações de direitos reprodutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser, mas de onde vocês tiravam um quarto de milhão de dólares por ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Da Fundação Sunnen, da Fundação Ms., da Fundação Playboy. Quando eu entrei, elas tinham acabado de receber sua primeira doação da Fundação Ford, cerca de 20 mil dólares, para entrevistar as mulheres e produzir um estudo sobre como elas se sentiam após deixarem a clínica de abortos. E com certeza isto representou um outro ponto de virada, isto é, o fato de ter recebido uma doação da Fundação Ford. Isto significava termos sido finalmente admitidas naquele mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OK. Quanto de coragem era necessário para ser uma Católica pelo Direito de Decidir no final dos anos 70 e no início dos 80?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Provavelmente menos do que é necessário hoje, porque tudo isto era antes que João Paulo II tivesse sido Papa. Os bispos católicos eram muito ativos nestas questões, mas realmente não tinham prestado muita atenção às CDDs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das realidades entre as Católicas pelo Direito de Decidir era que entre os grupos de católicos progressistas, nós realmente estivemos entre os primeiros. As Católicas pelo Direito de Decidir vieram antes que existisse uma Conferência pela Ordenação das Mulheres, e as Católicas já existiam antes que houvesse um movimento pela reforma da Igreja e antes que houvesse um movimento pelos direitos homossexuais na Igreja. Os elementos progressistas da Igreja Católica estavam começando a se organizar no mesmo período em que as Católicas estavam também se organizando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que é parte da estratégia de tornar a identidade das Católicas pelo Direito de Decidir mais explicitamente católica foi a idéia de testar se havia ou não havia um número significativo de líderes católicos que estariam prontos a assinar uma declaração, uma declaração moderada, sobre o aborto. Estas pessoas teriam coragem de sair, mesmo que apenas um pouquinho, de dentro do seu armário? Foi assim que Dan Maguire, sua então esposa Marjorie e eu, esboçamos uma declaração intitulada "A Declaração Católica sobre o Aborto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós começamos pedindo às pessoas que a assinassem. Conseguimos um número razoável de pessoas, provavelmente um total de cinqüenta pessoas assinaram a declaração no primeiro ano. Eram todos teólogos liberais católicos. Algumas eram freiras, havia um sacerdote ou dois, a maior parte pertencia à vida acadêmica, porque a declaração teve sua partida dada em uma conferência acadêmica. Em seguida decidimos publicar um anúncio a respeito no jornal New York Times. A declaração era basicamente simples. A parte que foi mais criticada dizia que havia mais de uma posição católica legítima sobre a questão do aborto. Ela mencionava as pesquisas de opinião públicas. As pesquisas mostravam que os católicos eram a favor do aborto. A declaração também chamava os bispos a abrir um diálogo sobre a questão do aborto, e dizia que a questão do aborto deveria ser abordada dentro da comunidade católica de modo que as pessoas pudessem expressar-se a respeito e trabalhar com a mesma. A declaração também exortava os bispos a não penalizar ninguém, que a penalização dos católicos que eram a favor do aborto não era o caminho a ser trilhado. Isto é essencialmente o que a declaração dizia. Nenhuma pessoa que tivesse assinado a declaração estaria assinando que sua posição seria a favor do aborto. A declaração não dizia que a posição a favor do aborto era a posição correta. Ela simplesmente enumerava uma série de fatos e pedia o diálogo em uma abordagem não punitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vaticano não fêz nada. Ninguém fêz nada. Quero dizer, houve muito pouca reação. Conseguimos uma pequena cobertura na imprensa. Depois das eleições, o Vaticano escreveu para os superiores das ordens religiosas que tinham membros que haviam assinado a declaração e disse: "Vocês devem fazer com que estas mulheres se retratem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um órgão dentro do Vaticano chamado Congregação para os Religiosos e Institutos Seculares. Este órgão mudou de nome, mas na época o nome era este. E o órgão era encarregado de todas as ordens de freiras, os Jesuítas e as Misericórdias, os homens, as mulheres e tudo o mais. E assim ela escreveu para os superiores destas comunidades, as madres superioras, as secretarias gerais ou como queira chamá-las, e disseram: "Estes membros da sua comunidade assinaram uma declaração que apareceu no New York Times, e isto é contra os ensinamentos da Igreja, e nós queremos que chamem tal irmã e lhe digam que retrate sua assinatura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim aconteceu que havia vinte e quatro irmãs, havia na realidade vinte e cinco irmãs que a assinaram, mas o Vaticano somente identificou vinte e quatro. Havia uma que eles não desconfiaram que fosse uma irmã. E havia também dois irmãos e dois sacerdotes que também haviam assinado a declaração. Para resumir, os padres e os irmãos se retrataram. Eles me chamaram pelo telefone. Mandaram cartas para mim dizendo que eu retirasse seus nomes da declaração. OK. Mas as mulheres não quiseram se retratar, e assim seguiu-se uma guerra de dois ou três anos e negociações com o Vaticano sobre o que iria acontecer. E tudo foi muito, muito público. Uma das coisas sobre a organização e os esforços para reformar a Igreja Católica é não deixar as coisas acontecerem em segredo. Nós sabíamos que o New York Time era o nosso melhor amigo. Você sabe, a batalha pela reforma da Igreja Católica tem que ser feita nas páginas dos jornais e na TV e no rádio porque nós não temos acesso aos mecanismos da Igreja, e assim temos que usar os mecanismos seculares para conseguir veicular a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim tudo isso foi colocada nas páginas de todos os jornais dos Estados Unidos. As freiras foram identificadas. Houve conferências de imprensa. Houve de tudo, e assim tudo isso foi um momento enormemente importante. Foi provavelmente o momento de coroação da solidificação do reconhecimento que os católicos eram a favor do aborto. Você sabe, quando as Católicas pelo Direito de Decidir começaram, todos acreditavam que os católicos não eram a favor do aborto, e que os católicos faziam o que os bispos lhes diziam para fazer. E assim o processo de fundação das CDDs até 1984 foi um processo de tornar tudo isso visível e tornar conhecido para todo mundo que nós católicos fazemos o que queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que sempre fêz parte de nossa estratégia reconhecer que há pessoas a quem você pode alcançar e pessoas a quem você não pode alcançar. Nós sempre estivemos conscientes, desde o início, que há muito mais pessoas ambivalentes na questão do aborto do que foi geralmente reconhecido pelo movimento a favor do aborto. Durante anos nós sempre achamos que estes eram em torno de 75%. Assim, sempre fomos a maioria. A realidade é que cerca de 20% das pessoas são decididamente a favor do aborto e 10% são decididamente anti aborto. Este número aumentou. Mas o resto, os outros 60%, eles são a favor do aborto. Eles não são decididamente a favor do aborto, para eles o aborto é uma coisa terrível, mas eles não gostariam que fosse ilegal, eles são ambivalentes. E a missão das Católicas pelo Direito de Decidir é alcançar estas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, e uma das coisas que me fascinaram na Internet foi toda a questão da animação, em que momento a alma é introduzida, toda a questão do início da vida e de quando um feto se torna bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem. nós tratamos disto, nós somos as pessoas no movimento que temos que dizer que você deve tratar da questão do feto. Você sabe, nós nunca ganharemos este negócio se nós deixarmos os fetos com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles tem imagens dos coraçõezinhos batendo, dos dedinhos, e outras coisas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe disso. Quando você contrapõe um feto contra uma mulher a mulher perde. Você sabe disso. Bebês contra mulheres, os bebês vencem. Sempre. Então nunca pareceu para nós que você poderia ignorar isso. Agora, com certeza, como católicas, nós somos mais forçadas a tratar com a questão do feto, porque a apresentação pública do argumento dos bispos diz que o aborto é um assassinato, abortar é matar, a vida começa na concepção. Nosso trabalho tem sido colocar esta questão em primeiro plano desde uma perspectiva católica. Você também sabe disso. A perspectiva católica é um bom lugar para começar, tanto em termos filosóficos, sociológicos como teológicos, porque a posição católica é a posição mais desenvolvida. Assim, se você puder refutar a posição católica, você refutou todas as demais. OK. Nenhum dos outros grupos religiosos realmente têm declarações tão bem definidas sobre a personalidade, quando a vida começa, fetos e etc. Assim, se você derrubar a posição católica, você ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E assim esta declaração de 1984 trouxe tudo para a arena pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E também, novamente, mostrou a diferença que há entre homens e mulheres, porque aqui você tem quatro rapazes que imediatamente fizeram o que o Vaticano lhes ordenou que fizessem e estas vinte e quatro mulheres que disseram: "Não, nós não vamos nos retratar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso foi que o Vaticano perdeu um grande tempo, eles perderam um grande tempo em termos de sua autoridade, porque eles não conseguiram obter o que eles queriam. E um par delas eram teimosas. As duas que eram de West Virginia eram as melhor conhecidas. Foram elas que escreveram o livro "Não Voltar Atrás", Barbara Ferraro e Patricia Hussey. Elas foram asa únicas que disseram desde o início: "Olhem, não somente nós não queremos dizer a eles que aceitamos os ensinamentos da Igreja, como também queremos dizer a eles que nós somos a favor do aborto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final a comunidade as apoiou porque a questão, novamente, era uma questão de poder. A questão era quem estava no controle, a comunidade ou o Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vaticano, pela lei canônica, não tem o direito de demitir uma irmã de uma ordem. É a ordem que demite a irmã. O Vaticano pede à ordem que demita a irmã. Se a ordem diz não, o Vaticano tem um recurso, mas o recurso não é demitir a irmã, o recurso é demitir a superiora. Assim a batalha passou para um outro nível além do nível do aborto. A batalha foi a das comunidades religiosas afirmando sua autoridade dentro do direito canônico de decidir quem é membro de sua comunidade e quem não é membro de sua comunidade. No fim as superioras acabaram dizendo: "Nós não vamos demitir as irmãs". A superiora das irmãs mostrou o pescoço, desafiou o Vaticano. E ela venceu. Todas venceram. Quando tudo estava acabado e a comunidade havia vencido, as duas irmãs que deviam ter sido demitidas pediram dispensa e agora não são mais freiras. São apenas duas mulheres administrando uma casa de desabrigados em West Virginia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, E o que significou para a sua organização o fim desta discussão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito mais visibilidade, muito mais discussão sobre o tema do aborto, muitos mais aliados para a organização. Para a maioria de 90%, tudo terminou positivamente, para uma minoria de 10% houve um ressentimento de quem achou que colocamos as irmãzinhas em apuros. Nós teríamos usado delas. Mas não foi isso, foi tudo muito importante e um excelente momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-711059968503889267?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/711059968503889267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=711059968503889267' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/711059968503889267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/711059968503889267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/raio-x-do-financiamento-internacional.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-6202315984232233116</id><published>2009-01-19T04:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T04:19:24.780-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AS VIOLÊNCIAS SOFRIDAS NA INFÂNCIA E/OU ADOLESCÊNCIA&lt;br /&gt; E OS SEUS REFLEXOS NA VIDA ADULTA.&lt;br /&gt;Por Rozangela Alves Justino (set/05)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, &lt;br /&gt;pela oração e  pela súplica, com ações de graças" (Filipenses 4:7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I  - APRESENTAÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trabalho representa o resultado dos estudos realizados por  Rozangela   Justino e Sylvanyr Castro,  na PUC-Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro,   para a disciplina: Introdução ao Debate e aos Estudos sobre Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes,  ministrado pela professora Irene Rizzini e sua assistente Carla  Sartor sobre a violência e suas manifestações na vida das pessoas,  especialmente, as violências sofridas na infância e/ou adolescência. Esta síntese sofreu acréscimos  teóricos e outros feitos por Rozangela Alves Justino que não constam do trabalho original.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaboramos um instrumento de pesquisa, onde nos baseamos no ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei  8.069/1990), como também em conceitos e definições de diversos  autores como Cukier,   Fahlberg,  Furniss,  López,  Fuertes,  Zwahlen,  Rizzini, Assis, Aguiar, Marques, Morgado, Buvinic, Morrison, Shifter, Larraín, Constantino, Hirigoyen, Allender,  Silva,  outros pesquisadores e estudiosos do tema e  instituições como ABRAPIA-Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência, FIA-Fundação para a Infância e Adolescência, SBP–Sociedade Brasileira de Pediatria, CLAVES-Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli, ENSP-Escola Nacional de Saúde Pública, FIOCRUZ,  Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, Ministério da Justiça,  além da nossa experiência em clínica psicológica e  instituições de atendimento às pessoas vítimas de  violências diversas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;189 pessoas  de 18  a 72 anos (média de idade  = 32/33 anos)  responderam ao instrumento de pesquisa  em  30 dias,  iniciados no dia 22 de junho de 2002: &lt;br /&gt;Gênero: masculino = 75; feminino=113; 1 indefinido;&lt;br /&gt;Escolaridade: 1 não mencionou o grau de escolaridade; 8 não estudaram; 23 ensino fundamental incompleto; 12  ensino fundamental; 37 ensino médio incompleto; 44 ensino médio; 27 superior incompleto; 29 superior; 5 pós-graduação; 3 mestrado;&lt;br /&gt;Religião: 76 evangélicas; 73 católicas; 2 cristãos; 14 espíritas; 1 acredita em Deus; 1 universalista; 1 testemunha de Jeová;  21 não professam qualquer religião.&lt;br /&gt;Estado Civil: 54 casadas;  114 solteiras; 8 viúvas; 9 separadas; 1 divorciada; 3 não colocaram o estado civil.&lt;br /&gt;Filhos: 73 têm filhos; 116 não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo pesquisado foi o de profissionais das áreas de saúde e humanas; universitários; estudantes do ensino médio de colégio público estadual;  comunidades rurais;  baixada fluminense; pessoas que vivenciam ou vivenciaram a homossexualidade;  ex  dependentes/dependentes   químicos que estão em  instituição de atendimento e pessoas de origens diversas.&lt;br /&gt;A proposta era verificar:&lt;br /&gt;1) Se as pessoas costumam sofrer  violência(s) na infância e/ou adolescência;&lt;br /&gt;2) As violências predominantes, conforme o gênero masculino ou feminino;&lt;br /&gt;3) A faixa etária em que  as violências  foram mais freqüentes;&lt;br /&gt;4) Se estas violências foram sofridas no lar ou fora dele;&lt;br /&gt;5) Os sentimentos  aflorados  diante das situações de violência;&lt;br /&gt;6) As promessas que as pessoas  fizeram para a vida adulta  após terem sofrido as violências;&lt;br /&gt;7) Se as violências sofridas  lhes trouxeram dificuldades na vida adulta; &lt;br /&gt;8) Se  receberam algum tipo de apoio/ajuda para superarem as suas dificuldades e quais foram;&lt;br /&gt;9) Se estas violências se repetiram nas relações com outras pessoas de forma a serem revitimadas na vida adulta  ou  tornarem-se autoras das mesmas ou outras  violências que sofreram.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - VIOLÊNCIA SOCIAL – VIOLÊNCIA DOMÉSTICA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo do conceito de  sociedade como a reunião de homens,  que vivem em grupos organizados e sujeitos às mesmas leis, sempre que uma lei é desrespeitada o homem está cometendo uma violência contra a sociedade em que ele vive, pois  a violência é um desrespeito aos limites estabelecidos por esta sociedade sob a forma de constrangimento físico, psíquico  ou moral exercido sobre alguém ou sob a própria sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As normas sociais podem ser reformuladas de acordo com o momento histórico e cultural de um povo. Quem  avalia  se o comportamento é violento ou não  precisa se  despir  dos  conceitos e valores pessoais, para  levar  em conta a percepção individual das pessoas envolvidas, o seu histórico, os seus conceitos e valores,  a cultura em que vive, além do  momento sócio-político em que a sociedade se encontra.  Por estas razões,  é complexo avaliar se o comportamento foi ou não violento. &lt;br /&gt;As várias sociedades e países da América Latina não concordam quanto à maneira de definir  a ‘violência’. As diferenças ainda são maiores quando se trata de definir ‘violência doméstica’. A principal dificuldade é que a tolerância e a aceitação da violência variam de uma para a outra. Assim, é muito difícil estabelecer uma definição comum e universalmente aceita de violência doméstica. As definições existentes discordam quanto ao comportamento e às manifestações consideradas violentas. Algumas incluem apenas a violência física, enquanto outras levam em conta a agressão psicológica e a negligência grave. Algumas consideram que um único episódio é suficiente para a violência existir,  enquanto outras acham que o comportamento tem de ser repetido. (LARRAIN in MORRISON e  BIEHL.  2000: 113)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Rosana Morgado,  em sua Tese de Doutorado: Abuso Sexual Incestuoso: seu enfrentamento pela mulher/mãe. PUC-SP,  2001, cap. 2 p. 85-115,  a família é uma instituição social  atravessada por relações de  poder  e dominação, porém, no imaginário social, a família é considerada um espaço de socialização pelo afeto, respeito aos indivíduos e união pelo amor. A Igreja, a medicina, o direito, a psicologia e a formulação sociológica funcionalista foram os seguimentos sociais que sustentaram e difundiram este modelo de família ao longo do Séc. XX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras pesquisas têm demonstrado que o lar é um espaço de extremo risco para crianças e adolescentes, em todas as classes sociais e nas mais diferentes sociedades. A família, longe de ser o espaço de exercício de amor e respeito entre seus membros, destaca-se como o locus de graves agressões, que continuam sendo mantidos, sob o mais forte sigilo. (MORGADO, 2001: 99)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morgado  cita diversos autores que  respaldam as suas afirmações:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Giffin faz suas as palavras de Prado &amp; Oliveira (1982), [A família] “é agora definida como um terreno privilegiado para o aprendizado de normas, valores e técnicas de violência”. Prossegue, citando Moreira et al. (1992): “assim considerada, a violência (doméstica) insere-se no plano da ordem, não é desvio” (GIFFIN, 1994:150, in MORGADO, 2001: 100)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observam Saffioti e Almeida que: “o domicílio constitui um lugar extremamente violento para as mulheres e crianças de ambos os sexos, especialmente as meninas”. (SAFFIOTI e ALMEIDA, 1995: 33, in MORGADO, 2001: 99)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, em 1991, os boletins da polícia civil demonstraram que “67%  dos homicídios praticados contra crianças (zero a onze anos) foram perpetrados na  própria família”. (apud, SOARES, 1999:24, in MORGADO, 2001: 100)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à violência sexual, estudo realizado no ABC paulista, registrou-se que “90% das gestações em jovens com até 14 anos foram fruto de incesto [abuso sexual incestuoso], sendo o autor, na sua maioria, pai, tio ou padrasto”. (SEIXAS, 1999:118, in MORGADO, 2001: 99)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) o ambiente familiar é, com maior freqüência do que seria desejável, um ambiente factível de expressão da violência e como tal deve ser encarado”.  (ASSIS, 1994:45, in MORGADO, 2001:100)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segal (1989) afirma  que: “longe de ser uma proteção para as mulheres, a família nuclear burguesa tradicional tem sido um lugar onde a prevalência de abuso de crianças, violência doméstica, e estupro é sistematicamente ocultada e negada”. (apud, GIFFIN,  1994:150,  in MORGADO, 2001:100)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferenczi, em 1932: “mesmo crianças que pertencem a famílias honradas e de tradições puritanas, com mais freqüência do que ousaríamos supor, são vítimas de violências e estupros (...)”. (apud, LAMOUR, 1997: 46, in MORGADO, 2001:100)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morgado chama a atenção para o fato de que é  preciso  problematizar o atual modelo dominante de família e as suas  relações afastando-se do simplismo de caracterizar como desajustadas ou desestruturadas, aquelas famílias em que a violência doméstica tem lugar, pois “(...) ao culpabilizar indivíduos ou patologizar o fenômeno, estamos  reduzindo um problema de ordem pública à esfera do individual, negando o quanto os sujeitos se constituem e são constituídos nas e pelas relações sociais”. (MORGADO, 2001: 99)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saffioti também compartilha desta mesma posição dizendo que  “(...) é necessário que passemos a ver a dor pessoal, a mágoa e a cicatrização de cada criança, como um assunto não de caráter privado, mas social”. (SAFFIOTI, 1989: 88, in MORGADO, 2001: 99)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victória Fahlberg faz afirmações semelhantes:  “A sociedade promove a violência quando a violência é usada como um meio para resolver problemas sociais”. (FAHLBERG, 1996:24) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa matéria da Revista Superinteressante-especial, Ed. Abril/2002, p.9 encontramos as seguintes afirmações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O Brasil é considerado um dos países mais violentos da América Latina, que é a região mais violenta do globo terrestre”. ( ...) &lt;br /&gt;Em uma pesquisa da ONU,  realizada com dados de 1977,     &lt;br /&gt;(...) o Brasil ficou com o preocupante terceiro lugar entre os países com as maiores taxas de assassinato por habitante. Na quantidade de roubos, somos o quinto colocado. (...) Na cidade de São Paulo, em  2001, o assassinato foi, pela primeira vez, a principal causa de mortes de mulheres,( ...). &lt;br /&gt;Sem contar as vidas perdidas, o crime custa ao Brasil mais de 100 bilhões de reais” (REVISTA SUPERINTERESSANTE. 2002: 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua Fahlberg:  “A exploração é um mal profundamente enraizado na cultura do Brasil desde o período colonial. Todos são atingidos pela exploração embora os fracos, que incluem os velhos, as crianças, os pobres, os negros e as mulheres, sejam os grupos mais fortemente atingidos”. (FAHLBERG,  1996:25) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando uma sociedade cria um sistema político que deixa o seu povo com um senso de impotência, esse mesmo povo impotente tentará compensar por seu desamparo dominando alguém mais fraco que ele próprio, tendo como resultado o domínio de crianças”.  (FAHLBERG, 1996: 26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como um slogan de um cartaz da ABRAPIA   em conjunto com a FIA  que  diz: “... Pais  apanham da vida e filhos apanham dos pais!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de ser uma prioridade das políticas sociais públicas já está havendo uma crescente preocupação com a  violência doméstica/violência social enquanto uma preocupação pública:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A violência política e social tem sido um fator permanente nos países da América Latina e do Caribe. Só na última geração, no entanto, é que a violência contra as mulheres tornou-se uma preocupação pública”. (LARRAIN in MORRISON e  BIEHL. 2000: 113)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III -  A  ELABORAÇÃO  DO  INSTRUMENTO  PARA  A   PRÉ-PESQUISA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizamos o termo “pré-pesquisa” porque desejávamos avaliar o instrumento que criamos e experimentá-lo para ver a sua funcionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relacionamos no instrumento os itens, abaixo, das possíveis violências que uma pessoa poderá sofrer na infância/adolescência. Alguns conceitos abaixo foram acrescentados aqui e não constam do instrumento original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEGLIGÊNCIAS:&lt;br /&gt;A) Negligência.&lt;br /&gt;Não recebeu alimento, abrigo, não foi conduzido à escola em idade apropriada, não recebeu atendimento médico e socorro em caso de acidente quando necessitou, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) Abandono.&lt;br /&gt;Foi deixado desamparado, desprezado, esquecido, largado em algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C) Criação diferente da cultura/costumes do país ou lugar em que nasceu.&lt;br /&gt;Era vestido(a)  e tratado(a)  como pessoa do sexo oposto ao que nasceu,  de forma diferente dos costumes e cultura  do lugar em que vivia; acredita que a criação  recebida favoreceu a   discriminação social/sexual  com relação a sua pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D) Trabalho.&lt;br /&gt;Foi obrigado(a)  a trabalhar na infância (até 12 anos de idade) e/ou na    adolescência realizando tarefas que  ultrapassavam a sua condição de aprendiz e/ou em horário noturno e local perigoso,  insalubre ou penoso, prejudiciais a sua formação e ao desenvolvimento físico, psíquico, moral  e social,   impedindo-o(a) de estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLÊNCIAS FÍSICAS:&lt;br /&gt;E) Agressão física. &lt;br /&gt;Recebeu tapa, empurrão, sufocação, chute, espancamento, entorse nos braços, queimadura proposital, cárcere privado e lesão provocada  por instrumento contundente  ou perfurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLÊNCIAS PSICOLÓGICAS:&lt;br /&gt;F) Agressão verbal.&lt;br /&gt;Foi chamado por palavrão, xingamento, que o(a)  desagradou  ou se sentiu agredido(a) emocionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G) Opressão emocional.&lt;br /&gt;Foi manipulado(a), submetido(a) a ameaças e gritos como meios predominantes de resolver conflitos, torturado(a), comparado(a)  com outras crianças ou adolescentes; teve seus pertences pessoais destruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H) Opressão espiritual.&lt;br /&gt;Foi manipulado(a) usando o nome de Deus, Jesus ou ameaça de inferno. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I) Discriminação.&lt;br /&gt;Sofreu chacotas ou recebeu  apelidos em razão de sua cor, etnia, estatura, peso,  condição financeira, religião, sexo,  orientação sexual, fragilidades, etc.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J) Presenciar cenas de violência.&lt;br /&gt;Presenciou uma ou mais cenas das violências citadas ou outras; assistia a  cenas de violência  na TV, jornal, internet, jogos eletrônicos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLÊNCIA SOCIAL -  FÍSICA/PSICOLÓGICA&lt;br /&gt;K)  Foi assaltado, roubado ou viu alguém ser assassinado, roubado  ou    assaltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÍNDROME DE MUNCHAUSEN TRANSFERIDA OU POR PROCURAÇÃO&lt;br /&gt;L) Foi levado(a) ao médico com sintomas que foram simulados ou induzidos pela pessoa que o levou ao médico, fazendo com que você fosse submetido a tratamento médico desnecessário e  potencialmente causador de um mal. &lt;br /&gt;Sintetizando: Alguém produziu sintomas físicos em você, intencionalmente? Foi envenenado, tomou injeção desnecessária, foi forçado(a) a ingerir fezes, sufocado e revitalizado, etc?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIOLÊNCIAS SEXUAIS:&lt;br /&gt;     M) Exploração Sexual.&lt;br /&gt;Foi estimulado ou obrigado a ter relações sexuais ou a gratificar sexualmente a  uma pessoa  adulta, brasileira ou estrangeira,  com o intuito de  obter algum ganho financeiro/ou para dar o dinheiro para algum adulto ou ao  seu responsável; foi enviado  para outra cidade ou país com esta(s)  finalidade(s).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N) Assédio Sexual.&lt;br /&gt;Foi pressionado por outra pessoa com o fito de impor-lhe relações sexuais que não desejava. &lt;br /&gt;As mais conhecidas são os assédios no ambiente de trabalho, servindo-se o patrão, chefe, encarregado ou o colega das relações de poder que têm sobre as trabalhadoras (es).&lt;br /&gt;A relação professor-aluno também é usada com alguma freqüência como pressão mais ou menos explícita para obter favores sexuais.&lt;br /&gt;Os autores nunca são denunciados em função do  medo de perder o emprego; pela crença de não obter provas e a vergonha, além dos sentimentos de culpa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O) Violação Sexual.&lt;br /&gt;Foi obrigado a ter relações sexuais com penetração vaginal/anal sem mútuo consentimento – com a utilização da força e intimidação quando ainda tinha 12 anos ou não possuía o uso da razão. &lt;br /&gt;O coito anal e oral, bem como outras formas de comportamento sexual vexatórias estão sendo tratadas como violação somente agora, por alguns juízes e algumas legislações.&lt;br /&gt;A violação é sempre acompanhada de um ato de violência física ou psíquica que impede a liberdade do outro, obrigando-o a praticar comportamentos sexuais que não deseja. Força a intimidade do outro, e a violação adquire um significado social e pessoal adicional, o que acrescenta aos danos físicos sofrimentos psicológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P) Atentado Violento ao pudor.&lt;br /&gt;Foi constrangido(a) a praticar atos libidinosos, sem penetração vaginal/anal, utilizando violência ou grave ameaça. Se em crianças e adolescentes de até 14 anos, a violência é presumida como estupro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Q) Abuso sexual.&lt;br /&gt;1) Foi conduzido(a) por algum adulto, ou pessoa mais forte que você,  ou cinco anos mais velho(a):  &lt;br /&gt; Através de manipulação ou oferta de recompensas, presentes, carinho, afeto,  privilégios, etc;   e/ou&lt;br /&gt; Foi obrigado(a)  através de ameaças físicas ou verbais a: &lt;br /&gt;• Despir-se, parcial ou totalmente;&lt;br /&gt;• Deixar tocar em seus órgãos genitais (pênis, vulva);&lt;br /&gt;• Masturbar-se, ou participar com a pessoa em masturbação;&lt;br /&gt;• Contemplar a nudez total ou parcial da pessoa;&lt;br /&gt;• Participar de ato sexual normal, oral ou anal;&lt;br /&gt;• Assistir a filme, ver revista, foto ou internet  no qual se mostre cenas de sexo explícito entre pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, envolvendo objetos, animais, ou qualquer outro elemento estranho;&lt;br /&gt;• Ser protagonista de filme ou foto pornográfica, na companhia de outra criança,  adolescente,  adulto,  animal ou fazendo uso de objetos ou outro elemento estranho; &lt;br /&gt;• Participar de conversas abertas sobre sexo para despertar o interesse sexual ou chocar;&lt;br /&gt;• Receber telefonemas obscenos;&lt;br /&gt;• Incluir no abuso sexual flagelação, tortura e surras;&lt;br /&gt;• Ver pornografia para estimular a curiosidade e/ou mostrar como o autor deseja que seja praticado o sexo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Alguns autores também   consideram abuso sexual:                        &lt;br /&gt;• Foi intimidado(a) sexualmente através de situações criadas em que viu,  ouviu coisas que não quis, não pode entender e  que o(a) envergonhou, como, por ex,  ouviu  ou observou as relações sexuais dos pais “por um descuido”; &lt;br /&gt;• Foi considerado por sua mãe/madrasta mais importante que o seu pai/ padrasto;  foi considerada por seu pai/padrasto mais importante que a sua mãe/madrasta -  sentia-se como “marido da mãe/madrasta  ou esposa do pai/padrasto e não como filho(a), enteado(a)”;&lt;br /&gt;• Seu pai/mãe ou padrasto/madrasta  deixava  clara a admiração pelo seu corpo  e que adorariam ter outra idade para namorá-lo  ou se casar com você, comparando-o(a) dizendo que era melhor, mais esperto(a), bonito(a) e capaz que o próprio cônjuge; &lt;br /&gt;• Alguém lhe dava banhos quando já era grande o suficiente para realizar a sua higiene corporal sozinho(a), como, por ex,  seu(ua) responsável  dava-lhe  banho  aos 10 anos e/ou secava a sua parte genital para “evitar assaduras”; &lt;br /&gt;• Não recebeu informação sexual adequada a sua idade:&lt;br /&gt;1) Era menina e não lhe foi falado que iria menstruar;  foi-lhe dito  que a masturbação causa lesões físicas; que o beijo poderia engravidar, etc;   &lt;br /&gt;2) Recebeu informações excessivas para a sua idade - coisas que ainda não estava preparado(a)  e não podia compreender por ser muito pequeno(a), como, por ex,  foi-lhe explicado os pormenores de uma relação sexual, o que lhe deixou confuso(a), assustado(a), etc;  &lt;br /&gt;• Era pequeno(a) e não sabia quando  o adulto tinha a intenção sexual, mas pode perceber algo estranho no ar que lhe fez se sentir envergonhado(a), lesado(a) em sua auto-estima, levando-o(a) a  imaginar conseqüências terríveis para o seu futuro, passando a se sentir fadado(a) a um destino trágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BULLYING:&lt;br /&gt;R) Foi abordado por atos agressivos, repetidos contra você quando ainda não tinha como se defender, tais como: atos físicos, verbais,  diretos ou indiretos  (e-mail, celular,     exclusão, deboches  e ridicularizações  de forma indireta, etc.  Forma mais comum:  colocar  nomes e apelidos.&lt;br /&gt;Você já sofreu o Bullying na: escola, no play, vizinhança, corredores, banheiros da escola,  na sala de aula, na universidade, nos estabelecimentos de formação de militares, igreja ou  instituição religiosa, trabalho. &lt;br /&gt;Você sofria calado ou não tinha a  quem recorrer ou quem pudesse  lhe oferecer ajuda, defendendo-o ou as tentativas de defesa não  foram suficientes para  ajudá-lo e continuava a sofrer  o bullying.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - PROMESSAS QUE FIZERAM PARA A VIDA ADULTA APÓS TEREM SOFRIDO   A VIOLÊNCIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também desejávamos saber quais foram as promessas que as pessoas fizeram após terem sofrido a(s) violência(s). &lt;br /&gt;“...quando uma criança percebe que um adulto está sendo injusto ou abusivo, sente raiva, mas nada pode fazer a não ser se submeter. Tal submissão forçada gera, por sua vez, sentimentos de vergonha, humilhação e inferioridade que jamais serão esquecidos, apesar de todos os esforços que fizer para negá-los, disfarçá-los e/ou modificá-los. &lt;br /&gt;Nesses momentos de tensão a criança decide algo secreto, como se fosse uma espécie de juramento consigo mesma, e que consiste basicamente num pacto de vingança e ou resgate da dignidade perdida. Algo como: ‘Quando eu crescer e tiver o poder físico que os adultos têm, nunca mais vou permitir que façam isso comigo ou com as pessoas que amo’.&lt;br /&gt;Em suma, por trás das dificuldades dos meus clientes adultos, comecei a perceber a existência quase sistemática de uma criança com seus projetos de vingança e resgate da dignidade perdida, e que, exatamente pela perseverança do projeto infantil, acabava criando as dificuldades adultas atuais” (CUKIER, 1998:24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V - RESULTADOS PRELIMINARES CONFORME A PROPOSTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) As pessoas costumam sofrer violências na infância e/ou adolescência,  independente de gênero, grau de instrução,  religião;&lt;br /&gt;2) As principais violências relatadas por todas as pessoas foram: agressão verbal, discriminação, agressão física, abuso sexual e presenciar  cenas de violências. &lt;br /&gt;As violências predominantes de acordo com os grupos pesquisados foram:&lt;br /&gt;a) Profissionais:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: presenciar cenas de violência;&lt;br /&gt;- Gênero feminino:  abuso sexual.&lt;br /&gt;b) Universitários:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: Foi assaltado, roubado ou viu alguém ser assassinado, assaltado ou roubado / agressão física;&lt;br /&gt;- Gênero feminino: Agressão verbal /  discriminação. &lt;br /&gt;c) Estudantes de Ensino Médio:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: não teve representante do sexo masculino neste grupo;&lt;br /&gt;- Gênero feminino: agressão verbal.&lt;br /&gt;d) Comunidades  Rurais:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: agressão verbal;&lt;br /&gt;- Gênero feminino: abuso sexual.&lt;br /&gt;e) Baixada Fluminense:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: agressão verbal;&lt;br /&gt;- Gênero feminino: agressão física.&lt;br /&gt;f) Pessoas que vivenciam/vivenciaram a homossexualidade:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: agressão verbal /  abuso sexual;&lt;br /&gt;- Gênero feminino: agressão verbal /  discriminação / abuso sexual.&lt;br /&gt;g) Dependentes químicos/ex dependentes químicos:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: agressão verbal;&lt;br /&gt;- Gênero feminino: agressão verbal.&lt;br /&gt;h) Origens diversas:&lt;br /&gt;- Gênero masculino: agressão verbal;&lt;br /&gt;- Gênero feminino: discriminação.&lt;br /&gt;3) Recordam-se de terem sofrido violências, principalmente, no final da infância para o início da adolescência;&lt;br /&gt;4) Os principais autores citados foram as   pessoas da família e/ou ligadas afetivamente a elas, tais como, amigos, colegas, e outros;&lt;br /&gt;5) Os sentimentos que mais afloraram  nestas situações foram:  raiva/ódio, medo, vergonha e em situações de abuso sexual/gênero masculino: alegria, prazer, satisfação;&lt;br /&gt;6) Muitas relataram as  promessas que fizeram para a vida adulta  e estas sugerem relação com o  comportamento atual destas pessoas;&lt;br /&gt;7) Diversas pessoas  correlacionaram as suas  dificuldades atuais com as violências sofridas; várias declararam a superação das dificuldades devido às violências que sofreram; a maioria parece viver  sem muita consciência das violências que sofreram, embora as tenham relatado; &lt;br /&gt;8) As pessoas procuram apoio/ajuda, primeiramente, entre amigos e familiares; muitas tentaram superar sozinhas, com o tempo – poucas procuram ajuda profissional e foram  escassas  as citações de contarem com a ajuda das  instituições religiosas as quais pertencem;&lt;br /&gt;9) Muitas declararam  perceber a repetição das violências  nas relações com outras pessoas de forma a serem revitimadas   ou  tornando-se autoras das mesmas ou outras  violências que sofreram; algumas declararam que as violências sofridas serviram de motivação para ajudar pessoas que sofrem  violências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI - OUTRAS CONSIDERAÇÕES:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propomo-nos a introduzir estudos sobre este  tema e concluímos  que para cada violência que pesquisamos muito se tem a estudar, principalmente, quanto à  reação das pessoas às  violências que sofreram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos correlacionaram as suas vivências passadas com as atuais, com exceção daquelas que sofreram abuso sexual. Parece que este tipo de violência é o que mais marca as pessoas em suas vidas adultas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que tiveram que trabalhar na infância em detrimento dos seus estudos, por exemplo,  não demonstraram consciência de terem sofrido  violência estrutural (político/social). O mesmo aconteceu com os jovens universitários quanto às violências sofridas através  da mídia – muitos questionaram se assistir a cenas de violência era violência, pois já se tornou algo natural na vida deles - ainda carecemos de maiores estudos nestas  áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser também que as pessoas que não fizeram tais correlações estejam enquadradas nas observações abaixo, retiradas do livro “Assédio Moral”:&lt;br /&gt;Pequenos Atos Perversos são tão corriqueiros que parecem normais. Começam com uma simples falta de respeito, uma mentira ou manipulação. Não achamos isso insuportável, a menos que sejamos diretamente atingidos. Se o grupo social em que tais condutas aparecem não se manifesta, elas se transformam progressivamente em condutas perversas ostensivas, que têm conseqüências graves sobre a saúde psicológica das vítimas. Não tendo certeza de serem compreendidas, estas se calam e sofrem em silêncio. (HIRIGOYEN, 2002:19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas tanto do gênero feminino quanto as do gênero  masculino mencionaram a agressão verbal como a mais sofrida por eles. Parece que tudo começa com o abuso verbal e depois ocorrem as outras violências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando às pessoas que nos procuram, em nossos consultórios ou instituições, chegam com os sintomas - uma sensação de mal estar, angústia, ansiedade, depressão e muitas não correlacionam estas sensações,  estes sintomas,  com as suas vivências atuais e nem passadas. No decorrer da psicoterapia elas vão conseguindo estabelecer as correlações  e compreendendo melhor os seus sentimentos e, aos poucos,  vão encontrando alívio e uma forma mais adequada de lidar tanto com os seus sentimentos, quanto  com as situações com que se deparam, no seu dia-a-dia, para viverem uma vida melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao item referente ao apoio/ajuda, verificamos respostas diversas. Muitas responderam não ter recebido nem procurado qualquer apoio; algumas citaram a procura da ajuda de literaturas e muito menos procuram a ajuda profissional  e/ou de algum líder religioso; a maioria busca os familiares e amigos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que as pessoas, normalmente, são apoiadas pela sua família e, em segundo lugar, pelos amigos, ou seja, aquelas mais achegadas a elas. Mas, são,  justamente,  estas pessoas,  que mais parecem lhes violentar, especialmente,  as da família. No entanto, é com a família que  elas podem contar, assim como os amigos e é a própria família quem lhes fazem sofrer, assim como os amigos e colegas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à repetição dos abusos na vida adulta, como já mencionamos no próprio instrumento, muitas pessoas se tornam autoras dos abusos que sofreram, mas com outras acontece o que é mencionado no livro “Lágrimas Secretas”: &lt;br /&gt;A  tragédia do abuso se apresenta de diversos modos, mas uma característica que se repete em muitos casos é que as vítimas do abuso, freqüentemente se vêem repetindo padrões e iniciando relacionamentos em que passam por violações semelhantes ao abuso sofrido no passado. A nova ofensas apenas intensifica a decisão de se refugiar em suas próprias fontes de força e defesa. A conseqüência é a perda e tristeza para eles e para outros. (ALLENDER, 1999:30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verificamos na pesquisa que muitas pessoas reconhecem que acabam se revitimando. Algumas declararam-se autoras dos mesmos ou outros abusos que sofreram e outras declararam que as violências sofridas fizeram com que elas se tornassem auxiliadoras/ajudadoras de pessoas abusadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as pessoas parecem não se dar conta é de que as violências ocorridas no âmbito familiar e no grupo social mais próximo a elas,  &lt;br /&gt;(...) parece ser resultado de uma combinação de fatores dos indivíduos envolvidos, da família, da comunidade e da sociedade. (...) A violência doméstica ocorre quando a família é influenciada por fatores negativos que servem para aumentar o risco de abuso ou negligência, enquanto que, simultaneamente,  é carente de fatores positivos que poderiam impedir as situações de violência doméstica. (FAHLBERG, 1996:2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também comenta Victória Fahlberg em seus escritos que,  a visão sociológica aponta para a existência de  condições sociais que favorecem o estresse familiar, até mesmo práticas culturais que incentivam a violência.  Isto foi muito claro para nós quando algumas pessoas disseram que apanharam dos seus pais porque eles estavam preocupados com a sua educação. É possível que estas pessoas tenham recebido uma sansão física não tão intensa, como já mencionamos quando comentamos à respeito das  gradações dos abusos físicos, anteriormente. Uma pessoa que recebe um tapa pode ser diferente daquela que recebe uma surra que lhe deixa marcas no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) parece que a maneira mais adequada e útil de entender como e porque ocorre o abuso de crianças, é pensar em termos de como os diversos sistemas influenciam o outro”.  (FAHLBERG, 1996:4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas questões merecem um estudo de profissionais de diversas áreas, com diferentes visões, pois os abuso de crianças e adolescentes são multicausais, portanto, não podemos dissociar a violência doméstica da violência social. A violência cujos autores são pessoas da família também é uma questão de cunho social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII - CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propomo-nos a introduzir estudos sobre este  tema e chegamos à conclusão de que para cada violência que pesquisamos muito se tem a estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamou-nos a atenção que os grupos que mais citaram ter sofrido violências na infância e/ou adolescência foi o da dependência química e homossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas, realmente, costumam sofrer violências na infância e/ou adolescência e estas parecem refletir  na vida adulta de muitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As promessas que as pessoas fizeram diante das violências sugerem relação com as dificuldades delas na vida adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As violências parecem  interferir,  marcar a vida adulta mais ou menos, conforme a leitura individual de cada pessoa,  na época em que sofreu  a violência, o que dependerá das características individuais, bem como do contexto grupal e social em que  a pessoa  vive/viveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;ABRAPIA. Coleção Garantias de Direito:&lt;br /&gt;Nº 1.  Maus Tratos   Contra Crianças e Adolescentes:Proteção e Prevenção. - Guia de Orientação para Educadores. Autores &amp; Agentes &amp; Associados, 2a. ed, Petrópolis, RJ, 1997.&lt;br /&gt;Nº 2.  Maus Tratos   Contra Crianças e Adolescentes: Proteção e Prevenção. - Guia de Orientação para Profissionais de Saúde.  Autores &amp; Agentes &amp; Associados, 2a. ed, Petrópolis, RJ, 1997.&lt;br /&gt;Nº 3. Abuso Sexual: Por que?! Quem?!, O Que?!  - Mitos e Realidade.  Autores &amp; Agentes &amp; Associados, 1a. ed, Petrópolis, RJ, 1997.&lt;br /&gt;ALLENDER, Dan B. Lágrimas Secretas.Ed. Mundo Cristão, São Paulo, SP, 1999.&lt;br /&gt;ALMEIDA, João Ferreira de – A Bíblia Sagrada. Copyright da versão Revista e Corrigida no Brasil – 1969,  SBB, Barueri, SP, 2000.&lt;br /&gt;ASSIS, Simone Gonçalves e  Constantino, Patrícia. Filhas do Mundo: Infração Juvenil Feminina no Rio de Janeiro. Editora Fiocruz, Rio de Janeiro, RJ, 2000.&lt;br /&gt;CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, promulgada em 5 de outubro de 1988. Editora Saraiva, 18º edição, atualizada e ampliada, 1998.&lt;br /&gt;CUKIER, Rosa - Sobrevivência Emocional: As Dores da Infância Revividas no Drama Adulto. Agora,  São Paulo, SP, 1998.&lt;br /&gt;ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, Editora Saraiva, 8a. edição, atualizada e ampliada, 1998.&lt;br /&gt;FAHLBERG, Victoria – Fatores que Influenciam o Risco de Violência Doméstica,  PUC-RJ, 1996.&lt;br /&gt;FOLHA DE SÃO PAULO. Os males fabricados; um caso brasileiro da síndrome; o flagrante de um distúrbio. Domingo, 18 de maio de 1997, mais! 5&lt;br /&gt;FURNISS, Tilman – Abuso Sexual da Criança. Artes Médicas,Porto Alegre, RS, 1993.&lt;br /&gt;GUIA DE ATUAÇÃO FRENTE A MAUS-TRATOS NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA. Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli (Claves) e Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e Fiocruz, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Ministério da Justiça. 2a. edição, Rio de Janeiro,RJ, março de 2001.&lt;br /&gt;HIRIGOYEN, Marie-France. Assédio Moral: A Violência Perversa no Cotidiano. 3a. ed., Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, RJ,  2002.&lt;br /&gt;LÓPEZ, F. e FUERTES, A . – Para entender a Sexualidade. Loyola, São Paulo, SP, 1989.&lt;br /&gt;MORGADO, Rosana. Abuso Sexual Incestuoso:seu enfrentamento pela mulher/mãe. Tese de Doutorado, PUC-SP, 2001, cap. 2 p. 85-115&lt;br /&gt;MORRISON, Andrew R .e  BIEHL, María L., eds. -  A Família Ameaçada: Violência Doméstica nas Américas. Ed. FGV, Rio de Janeiro, RJ,  2000.&lt;br /&gt;PRÁXIS. Jornal do Conselho de Serviço Social – 7a. Região, Rio de Janeiro, ano IV, nº 16, julho/2002.&lt;br /&gt;NETO, Aramis A. Lopes  e SAAVEDRA, Lúcia Helena. Diga não para o Bullying – programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes. Rio de Janeiro:ABRAPIA,  2003.&lt;br /&gt;REVISTA SUPERINTERESSANTE.  Ed. Abril, out/2001.&lt;br /&gt;REVISTA SUPERINTERESSANTE .  Edição Especial, Ed. Abril, abr/2002.&lt;br /&gt;REVISTA  VIVER PSICOLOGIA. Francisco Vitar, ano 5, nº 53.&lt;br /&gt;RIZZINI, Irene. O Século Perdido: Raízes Históricas das  Políticas Públicas para a Infância no Brasil. USU Ed. Universitária: Amais, Rio de Janeiro, RJ, 1997.&lt;br /&gt;SILVA, Clayse Moreira - Curso sobre Abuso Sexual: Identificação e Prevenção. Conselho Regional de Psicologia, Rio de Janeiro, RJ,  abr/2001.&lt;br /&gt;                                 - Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes: Dura Realidade Social. Conselho Regional de Psicologia/Comissão da Criança e do Adolescente, Rio de Janeiro, RJ, 09/05/2002.&lt;br /&gt;ZWAHLEN, Isabel  - Abuso Sexual. Editora Bompastor, São Paulo, SP, 1996.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-6202315984232233116?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/6202315984232233116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=6202315984232233116' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/6202315984232233116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/6202315984232233116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2009/01/as-violncias-sofridas-na-infncia-eou.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-8154212555143106147</id><published>2008-03-07T01:48:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T01:49:52.779-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>www.abraceh.org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos a sua visita no site da ABRACEH-ASSOCIAÇÃO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá!&lt;br /&gt;Rozangela Justino&lt;br /&gt;Presidente da ABRACEH&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-8154212555143106147?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/8154212555143106147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=8154212555143106147' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/8154212555143106147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/8154212555143106147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2008/03/www.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31070729.post-4743972047354993460</id><published>2007-06-12T11:19:00.000-07:00</published><updated>2007-06-12T11:20:01.336-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Contra a Maré: O Preço de Defender a Mudança de Orientação no Canadá &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Dr. Chris Kempling Psy.D., R.C.C. (Dr. Chris Kempling - Psiquiatra.D./Conselheiro Clínico registrado (RCC) 250-983-3949 Quesnel, BC V2J 5R5 Kempling@telus.net )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 de junho de 2005 – Tem sido muito difícil falar publicamente sobre mudança de orientação ou fazer qualquer crítica séria ao comportamento homossexual no Canadá. Os ativistas homossexuais têm tido sucesso em impor o plano de normalização de seu estilo de vida e têm trabalhado com afinco para silenciar seus oponentes. Muitos líderes religiosos foram atacados recentemente, incluindo o Bispo Católico Fred Henry, de Calgary, Alberta. Ele foi chamado ao Tribunal dos Direitos Humanos de Alberta devido a uma carta pastoral lida no púlpito de sua diocese. A carta ressaltava basicamente os ensinamentos da igreja católica sobre comportamento sexual imoral, mas foi divulgada à imprensa por uma pessoa desautorizada. O Bispo Henry também foi ameaçado pelo departamento de tributação canadense para que parasse de falar sobre o casamento, sob risco de sua igreja perder o status de beneficente.&lt;br /&gt;Há outros exemplos desse tipo. O maior distrito de ensino da província de British Columbia, no subúrbio de Surrey, Vancouver, foi processado pelo seu próprio empregado, um professor homossexual de jardim de infância, para que ele pudesse usar em suas aulas livros que divulgam famílias de mesmo sexo. Por fim, a Suprema Corte do Canadá decidiu que a decisão de proibir tais livros fora influenciada por crenças religiosas de alguns administradores e pais, ordenando que o conselho educacional  reavaliasse os livros fora de critérios religiosos.  O professor gay do pré-escolar ficou furioso quando o conselho mais uma vez rejeitou os livros porque dois deles tinham saído de circulação e o terceiro continha erro gramatical. Mas duas lésbicas estão processando de novo o conselho educacional  por este ter permitido que pais cristãos, sikhs e hindus explicassem sua preocupação com os livros em um evento público, e tais declarações as desagradaram. Esse caso seria julgado pelo Tribunal dos Direitos Humanos de British Columbia em agosto de 2005. &lt;br /&gt;Outro professor homossexual abriu processo no Tribunal dos Direitos Humanos. Ele está tentando forçar o Ministério da Educação de British Columbia a mudar todo o currículo escolar para todas as séries e matérias para incluir “estudos queer” e “padrões queer” (NT. “queer” é um movimento que vem se expandindo e que prega o oposto da norma estabelecida). Se ele ganhar, até os alunos de escolas religiosas serão atingidos, assim como todas as escolas religiosas privadas que recebem fundos do governo terão de provar que estão adotando o Currículo de British Columbia(BC). &lt;br /&gt;A Perseguição Continua &lt;br /&gt;Veja meu caso. Em nove de maio de 2002, eu fui acusado de conduta imprópria por um membro da Faculdade de Educação de BC. Isso se deu porque eu expressei minha opinião em meu jornal local. Entre abril de 1997 a julho de 2000, eu escrevi uma coluna independente e seis cartas ao editor do jornal de minha cidade, os quais questionavam qual o senso em promover os planos pró-homossexual. Forneci informações factuais das taxas de promiscuidade e doenças infecciosas, previamente publicadas em jornais acadêmicos. Disse que várias religiões consideram a homossexualidade imoral, que ela pode ser causada por influências psico-sociais negativas e que não deveria ser aplaudida. Eu disse que me recusaria a ser um professor falso, comprometendo minha fé a ensinar informações que a Bíblia claramente diz ser imoral.  Eu não pronunciei isso em minha sala de aula ou na sala dos professores, mas no editorial do jornal regional. Pensei que esse seria o local em que todos os canadenses tivessem o direito de expressar seus pontos de vista, mesmo que outras pessoas concordem ou não. &lt;br /&gt;Valorizo muito a liberdade de imprensa e todos os pareceres devem ser expostos em nossos jornais, inclusive os que se opõem aos nossos. Mas como disse Heyward Broun, “Todos apóiam a livre opinião nos momentos favoráveis, quando não há forcas armadas.” E como isso é verdade! &lt;br /&gt;Recorri à Suprema Corte de BC, mas perdi em fevereiro deste ano. Se esse veredicto for apoiado pelos tribunais, os professores não poderão escrever particularmente a seus supervisores para questionar uma nova fonte curricular, ou escrever para seus representantes eleitos sobre matéria de política pública, nem poderão se referir à questão da homossexualidade em artigos de pesquisa na pós-graduação. Fui punido por fazer todas essas coisas. Isso é uma inaceitável restrição à liberdade de expressão, à liberdade de consciência e à liberdade de expressão intelectual. &lt;br /&gt;A Faculdade não apresentou reclamações públicas de professores, nem de alunos ou pais e, o mais importante, nem de membros da comunidade gay quanto ao que eu escrevi. As pessoas que discordaram, o fizeram por meio de cartas ao editor e eu apoiei completamente o direito delas.&lt;br /&gt;A Liga Católica de Direitos Civis, a Irmandade Legal Cristã, a Irmandade Evangélica do Canadá e a Associação de Professores Cristãos se uniram para formar a Aliança Canadense de Liberdade Religiosa para atuar em minha defesa. Meu sindicato, a Federação de Professores de BC, também está me apoiando. O caso foi apresentado em 21-22 de abril de 2005, e a decisão ainda não tinha sido divulgada até o presente momento. Contra mim, a Faculdade de Educação recebeu o apoio da Associação de Representantes da Escola Pública de BC e da Associação de Liberdades Civis de BC, que entende que eu deveria ser suspenso indefinidamente, a menos que eu me retrate em público.&lt;br /&gt;Continuam os Esforços para me Silenciar &lt;br /&gt;Os supervisores de minha região educacional também decidiram me silenciar. Eles me puniram repetidamente por falar, inclusive por anunciar minha intenção de oferecer a terapia de mudança de orientação na minha prática particular. Em 31 de março de 2005, fui intimado a comparecer a uma audição formal no Conselho de Educação de Quesnel, para explicar por que critiquei a legislação do governo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo como porta-voz de meu partido político.  Eles suspenderam a mim e também meu pagamento por três meses, mesmo que nenhum homossexual tenha reclamado do que eu escrevi. O conselho de educação ignorou sua própria cláusula contratual que proíbe discriminação contra empregados por sua afiliação ou atividade política. Preenchi uma reclamação aos Direitos Humanos contra o distrito educacional por discriminação religiosa e política.&lt;br /&gt;(Na data deste artigo, o presidente do Comitê de Aconselhamento Científico da NARTH, Dr. A. Dean Byrd, avaliava sua participação como testemunha com conhecimento especializado em defesa do Dr. Chris Kempling no tribunal de Quesnel, em 25 de outubro de 2005.) &lt;br /&gt;As pessoas têm demonstrado bastante interesse em meu caso. Em 4 de março de 2005, escrevi à Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Nova Iorque. Em 6 de junho de 2005, fui convidado a falar ao Comitê da Câmara dos Comuns, em Ottawa, que investigava o impacto da legislação governamental sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Contudo, o Comitê tem uma maioria favorável a essa legislação, e o governo deseja ver um projeto de lei nacional pelo casamento homossexual em breve. Mas 35 membros do próprio governo são contra o PL e podem votar contra o governo neste tópico, forçando uma eleição antecipada. &lt;br /&gt;Há muita incerteza e divergência quanto a este tema no Canadá. Sinceramente, há nove anos tenho travado esta longa batalha, falando contra os planos pró-homossexualidade. Porém, continuo a fazê-lo por ter profundo cuidado pelo bem estar das crianças e quero assegurar-me de que elas terão informações precisas sobre orientação e mudança de orientação. Além disso, é muito angustiante ser punido somente por advertir os serviços de minha prática pessoal e por falar em favor de meu partido político. Hoje, estou trabalhando temporariamente como motorista de caminhão basculante para me manter financeiramente. Quem quiser contribuir para a minha reserva da verdade, o endereço é o seguinte: Christian Public School Teachers Legal Defense Fund, c/o Mr. Jim Sagert, Trustee, 798 Beaubien Avenue, Quesnel, BC Canada, V2J 1S5. / Fundo de Defesa Legal dos Professores Cristãos de Escolas Públicas&lt;br /&gt;Fonte: www.narth.com ; Retirado da seção Entrevistas/Testemunhos (clique:Interviews/Testimonials)&lt;br /&gt;Traduzido com autorização do autor por: Lourdes Dias&lt;br /&gt;Atualizado em: 20 de abril de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright © NARTH. Todos os direitos reservados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31070729-4743972047354993460?l=abraceh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abraceh.blogspot.com/feeds/4743972047354993460/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31070729&amp;postID=4743972047354993460' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/4743972047354993460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31070729/posts/default/4743972047354993460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abraceh.blogspot.com/2007/06/contra-mar-o-preo-de-defender-mudana-de.html' title=''/><author><name>Rozangela Justino</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
